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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Chacina pascoalina: 23 mil coelhos são dizimadodos na Nova Zelândia

Recebi um e-mail de um amigo jornalista, Hélio Batista Barbosa, me informando sobre um evento chamado de “A Grande Caça ao Coelho da Páscoa” que todos os anos acontece na Nova Zelândia.

Foto: Getty Images
Veja a matéria que a Folha de S. Paulo publicou na edição de 25 de abril sobre o ocorrido:

Caçada neozelandesa abate 23 mil "coelhos da Páscoa"
Da EFE

Uma caçada anual em uma comunidade rural da Nova Zelândia abateu, em sua 20ª edição, 22.904 "coelhos da Páscoa" apesar das críticas dos defensores dos animais, informou nesta segunda-feira a imprensa local.


A "Grande Caçada do Coelho da Páscoa" é um evento organizado a cada ano para ajudar os granjeiros da região de Otago, sul da Nova Zelândia, a combater a praga de animais que arrasa com suas pastagens.


A denominada Brigada Beis Manada de Lobos, que matou 1.664 coelhos, venceu outras 46 equipes que participaram da disputa realizada entre sexta-feira e sábado, publicou o jornal "Otago Daily Times".


O capitão da Brigada, Jason Gerken, disse que os 12 membros de sua equipe trabalharam durante "24 horas seguidas" em uma espécie de operação militar para poder ganhar esta competição.
A caçada recebeu as críticas do porta-voz do grupo protecionista Safe, Hans Kriek, segundo o qual o evento incita a crueldade já que muitos dos caçadores não têm experiência e participam deste tipo de massacres em um "ambiente festivo".

Os coelhos foram introduzidos na Nova Zelândia a partir de 1830 como alimento e para fins esportivos, mas com o transcurso dos anos se transformaram em uma praga.


Os fazendeiros gastam cerca de US$ 50 mil anuais no controle de pragas, um investimento que inclui a compra de armas e munição, assim como veneno e armadilhas.

É fato que o problema de “espécies exóticas invasoras” (espécies da fauna e da flora não naturais de uma determinada região e que, por se adaptarem bem ao ecossistema local e muitas vezes não terem predadores, acabam criando desequilíbrio ao meio, causando prejuízos econômicos e riscos à saúde humana) está forçando pesquisadores e administradores públicos a procurar soluções.

Não sou especialista no tema, mas será que esse tipo de matança é a forma adequada para resolver o problema?

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