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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Unidades de conservação: essenciais. Veja o porquê

"Voltou tudo, menos a onça-pintada". Com essa declaração, o gestor do núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar, João Paulo Villani, resumiu o balanço que faz sobre a criação da unidade de conservação paulista ocorrida em 1977. A afirmação não é resultado apenas do trabalho diário na área protegida. É também parte da constatação de pesquisadores.

A declaração está na matéria “'Voltou tudo, só falta a onça-pintada'”, publicada em 25 de março de 2012 pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Seu Paulo, 52 anos, conhece a parte norte do Parque Estadual da Serra do Mar talvez melhor do que ninguém. Nasceu e cresceu dentro do Núcleo Cunha do parque, que meio século atrás era uma fazenda de gado, madeira e carvão. "Nessa região aqui eu conheço tudo. Tudo mesmo", diz Paulo Rosário Araújo. E ele garante: aumentou muito o número de animais selvagens desde a criação do parque, em 1977. "Voltou muito bicho. Porco-do-mato você só via lá pra baixo, no litoral, agora tem de monte aqui pra cima. Anta também voltou muito; tem lugar que é igual vaca."

Onça-parda fotografada no Parque Estadual da Serra do Mar (SP)
Foto: Peter Crawshaw/ICMBio/Projeto Felinos da Serra do Mar

Os predadores também voltaram. E não os da espécie humana, apesar de o parque ainda sofrer com invasões de caçadores. Onças-pardas, jaguatiricas e outros carnívoros são registrados com frequência na região. Só falta uma espécie para completar a cadeia alimentar: a onça-pintada, Panthera onca, o maior felino das Américas. Justamente o predador "topo de cadeia". Com tanta comida disponível para ela, os gestores não entendem por que ela não é vista no parque, nem mesmo nessa área mais afastada ao norte, formada pelos núcleos Cunha, Santa Virgínia e Picinguaba.”
– texto de O Estado de S. Paulo

Mas a onça-pintada está lá, já que pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já registraram uma pegada do animal. Em outras unidades de conservação paulistas, como os parques estaduais Carlos Botelho e Intervales, mais ao sul do Estado, mais de 15 onças-pintadas já foram fotografadas pelas armadilhas fotográficas - câmeras acopladas a sensores de movimento, que disparam um foto quando algo passa na frente delas.

Só falta a onça-pintada
Foto: Divulgação/Concessionária Cataratas do Iguaçu S/A

Pesquisas e trabalhos como esse têm de ser divulgados para comprovar a importância das unidades de conservação de proteção integral, como os parques, as estações ecológicas e as reservas biológicas. Comprovar não para a ciência, mas para a população e, principalmente, para os governantes que insistem em viver no falso conflito desenvolvimento X conservação.

- Leia a matéria completa de O Estado de S. Paulo

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