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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Parintins (AM) – parte 2: Ibama, não esqueça dos animais silvestres criados como pets

Ontem,  o Fauna News publicou “Repressão e conscientização pelo fim do comércio de penas em Parintins (AM)”, em que comentou o início da ação de agentes do Ibama para coibir o comércio e o uso de penas de aves silvestres durante o festival folclórico que acontece no município no final de junho. O órgão federal também realizará a campanha de conscientização “Não tire as penas da vida”.

Mas o trabalho dos agentes do Ibama não pode, por favor, ficar restrito às penas. Veja o porquê:

“Iguanas caminhando na calçada de um bar e até um macaco, no ombro do dono, andando de motocicleta são algumas das cenas curiosas que chamam atenção de quem chega ao Município de Parintins ( a 325 quilômetros de Manaus).

Júlio e Kiko: péssimo exemplo
Foto: Odair Leal

(...) Já o macaco Kiko, da espécie Zog- zog, é um dos animais mais fotografados da ilha. O macaco é o mascote inseparável do motociclista, Júlio César da Silva, 42, que há três anos adotou o animal depois de encontrá-lo, ainda filhote, em uma praia próxima ao município. O motociclista conta que há nove anos deixou os filhos na Paraíba, sua terra natal, para morar em Parintins e considera o macaco um filho.” – texto da matéria “Animais silvestres se tornam atrações turísticas nas ruas da Ilha de Parintins (AM)”, publicada em 25 de junho de 2012 pelo jornal A Crítica

Será que o senhor Júlio tem autorização do Ibama para criar o primata? Se não a tem, porque nada foi feito nesses três anos?


Em compensação, o exemplo do senhor Júlio e do macaco Kiko, apontado pela imprensa ignorante e acrítica como um caso curioso e de bela amizade entre homem e animal, cruza o Brasil. Péssimo exemplo.

“Para onde Júlio vai o macaco Kiko o acompanha. “Quando eu pego a chave da moto ele reconhece o barulho e já corre para o meu ombro porque sabe que eu vou sair. Sempre que vou para a rua ele me acompanha”, disse.

Ele não se incomoda do macaco ser considerado celebridade. “A foto dele está espalhada pelo Brasil inteiro. Todo mundo que chega a ilha quer registrar o momento. Ele é manso e todos querem chegar perto dele”, disse.”
– texto de A Crítica

- Leia a matéria de A Crítica
- Releia “Repressão e conscientização pelo fim do comércio de penas em Parintins (AM)”, publicado pelo Fauna News em 27 de junho de 2012

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