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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Começar a semana pensando...

...sobre um dos resultados do cativeiro.

“Operações de reintrodução de leões criados em cativeiro nas áreas selvagens da África têm feito muito pouco pela conservação destes animais, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela revista Oryx. Ações deste gênero, que podem envolver turistas, são classificadas como "comerciais" e "mitos" pelos cientistas responsáveis pela pesquisa.

Leão nascido em cativeiro na Namíbia
Foto: Luke Hunter/Panthera

Elaborada por uma equipe de biólogos da Panthera, unidade especializada em felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na tradução em inglês), a pesquisa considera que há um "mito de conservacionismo" em operações deste gênero, quase sempre fracassadas. O estudo demonstra que nenhum leão criado em cativeiro foi realocado de maneira bem-sucedida no meio selvagem.” – texto da matéria “Reintrodução de leões criados em cativeiro fracassa na África, diz estudo”, publicada em 1º de agosto de 2012 pelo portal G1

A notícia permite uma reflexão.

Existem muitos programas de revigoramento populacional, mas pouco se divulga sobre o sucesso dos mesmos. Quando essas ações envolvem animais nascidos na natureza (como os apreendidos com traficantes de fauna ou acidentados que receberam tratamento), as chances de o bicho voltar a ter uma vida normal são grandes.

Mas o caso dos leões citados na matéria é diferente, afinal eles nasceram em cativeiro. A constatação dos pesquisadores eleva ainda mais a preocupação com a conservação das espécies em seus hábitats, afinal o homem está provando que não consegue reproduzir a perfeição da natureza.

Não basta ter o bicho sadio. O homem não consegue dar ao animal nascido em cativeiro o conhecimento aprendido pelos que sempre viveram no mato. A arrogância antropocêntrica encontrou um limite, pelo menos para essa espécie.

O mesmo está sendo planejado para a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), considerada extinta na natureza pelo Ibama em 2000. O desaparecimento da ave ocorreu em virtude da destruição de seu hábitat (caatinga baiana, desde o extremo norte da Bahia até o sul do rio São Francisco) e, principalmente, pela ação de traficantes de animais.

Foto da última ararinha-azul na natureza
Foto: Luiz Claudio Marigo

Da espécie, que em vida livre só existia no Brasil, existem cerca de 70 aves (a maioria fora do país). Há programas de reprodução para futuras tentativas de reintrodução.

Espero que com mais sorte que os leões.

- Leia a matéria completa do portal G1

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