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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando o Brasil importa animais

É raro encontrar notícias sobre importação ilegal de animais silvestres para o Brasil. É difícil, mas acontece:

“Um brasileiro foi detido no aeroporto de Orlando (EUA), na quarta-feira, ao embarcar em um voo para São Paulo com 27 cobras na bagagem, avaliadas em R$ 20 mil.

Foto: Michael Blann/Getty Images

Segundo o jornal "Orlando Sentinel", Mateus Dal Maso comprou as serpentes em uma exposição em Daytona Beach, também no Estado da Flórida.
Foto: Orange Court Jail
As cobras estavam em meias de náilon e escondidas em alto-falantes. Entre as espécies havia uma píton-bola e cobras-do-milho. O brasileiro ficou detido dois dias e foi liberado após pagar fiança de R$ 12 mil.” – texto da matéria “Brasileiro é detido em aeroporto dos EUA com 27 cobras”, publicada no jornal Folha de S. Paulo em 25 de agosto de 2012

O brasileiro (foto acima) alegou que comprou as cobras para sua coleção e não para vendê-las no Brasil. Ele foi detido graças a uma operação realizada por vários órgãos do governo dos EUA que monitoravam embarques e desembarques na procura de répteis comercializados na exposição.

O tráfico de animais silvestres no Brasil ser caracteriza, em sua grande maioria (entre 60% e 70%), pelo comércio interno. São brasileiros capturando e coletando animais brasileiros para serem comprados por brasileiros. Outra boa parte dessa atividade criminosa está voltada para a exportação, envolvendo aves como araras, papagaios e tucanos, além de répteis, anfíbios e insetos.

Mas, ultimamente, grandes carregamentos de canários originários do Peru e da Bolívia têm sido apreendidos  no Mato Grosso do Sul – Estado por onde as aves entram escondidas em carros. Os animais, segundo a Polícia, têm como destino Brasília e o Nordeste para serem utilizados em rinhas (eles são mais fortes que os canários brasileiros).

- Leia a matéria completa do Folha de S. Paulo
- Leia a matéria do Orlando Sentinel (em inglês)
- Releia “Finalmente uma paulada nas quadrilhas de tráfico internacional de canários”, publicado no Fauna News em 4 de abril de 2012

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