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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Confessou que capturava para vender. E contou como fazia

É raro, mas aconteceu. Dois sujeitos foram surpreendidos, em Alumínio, interior paulista, pela Polícia Rodoviária Estadual transportando 23 pássaros silvestres. Os animais estavam em uma bolsa dentro do porta-malas do veículo em que estavam.

Aves apreendidas em Alumínio (SP)
Foto: Divulgação Polícia Militar Rodoviária (SP)

Até aí, nada chama a atenção. Afinal, esse tipo de ocorrência acontece com certa frequência no Brasil, onde, de acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), 38 milhões de animais são retirados da natureza todos os anos para o tráfico de fauna.

O que chama a atenção é o fato de os dois sujeitos terem admitido que iriam vender as aves em São Paulo e a forma como capturavam os bichos:

“Os policiais descobriram o transporte dos animais quando pararam o automóvel para fazer uma abordagem de rotina. Os dois homens, Jorge Manoel Da Cruz e Carleci Gonçalves Pereia, foram presos, confessando que venderiam os pássaros em São Paulo. Segundo os dois caçadores, eles usavam o pássaro da gaiola maior para atrair os da mesma espécie e uma rede.” – texto da matéria “Polícia Rodoviária apreende 23 pássaros silvestres”, publicada em 5 de novembro de 2012 pelo site do jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba (SP)

A região Metropolitana de São Paulo, com seus 20 milhões de habitantes distribuídos por 39 municípios, é um dos grandes centros de compra de animais silvestres. E, apesar de divulgar-se bastante que muitos bichos têm origem nas regiões Nordeste, Norte e Centro-oeste, há também captura no estado de São Paulo – como comprova a matéria.

O que falta, sem dúvida, é investimento em educação ambiental para combater o consumo de animais em regiões como a Metropolitana de São Paulo. Se não tiver quem compre, não haverá que capture e venda.

- Leia a matéria completa do jornal Cruzeiro do Sul
- Conheça a Renctas

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