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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Salvando tartarugas: resultado de esforços individuais, não de investimentos do governo

“Uma operação conjunta do ICMBio, Ibama e Polícia Federal resultou na maior apreensão de quelônios adultos na Amazônia desde 2005. Durante dez dias de ações, foram encontrados 378 quelônios, entre tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) e tracajás (Podocnemis unifilis), que haviam sido capturados ilegalmente por caçadores. A Operação Tabuleiro é realizada entre a vila de Santa Maria do Boiaçu e a cidade de Caracaraí, no Baixo Rio Branco, Sul de Roraima. Ela começou no dia 29 de outubro e deve durar até dezembro.

Caçadores amontoam as tartarugas. Muitas morrem asfixiadas
Foto: Divulgação Ibama

(...) Não é por acaso que estas grandes apreensões ocorrem no final do ano. É nesta época que se formam grandes praias no Rio Branco, devido a descida no nível do rio. Estes tabuleiros de areia branca são usados pelas tartarugas para desovar. Cada fêmea pode botar até 150 ovos, que são enterrados na areia e começam a eclodir em fevereiro.

Esta abundância é aproveitada por ribeirinhos e traficantes de animais. Tartaruga é um prato típico no natal e festas de fim de ano para os amazônidas. Por isso, a fiscalização na região vai continuar até 23 de dezembro.”
– texto da matéria “Tartarugas escapam de virar banquete de Natal”, publicada em 14 de novembro de 2012 pelo site O Eco

A ação de fiscalização é uma obrigação do poder público. Isso não se discute. Mas o trabalho das equipes envolvidas nessas ações na Amazônia deve ser enaltecido. Veja o porquê:

“Devido á falta de um orçamento próprio para a proteção do berçário de quelônios em Roraima, a fiscalização do Baixo Rio Branco é realizada graças ao apoio do Parque Nacional do Viruá, que também fica no Baixo Rio Branco, e recebeu recursos do projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Até as diárias dos agentes ambientais, que eram contratados entre os ribeirinhos para vigiar as praias de desova, já chegaram a ser pagas pelo Parque do Viruá.

Não é que sobrem recursos. O problema é a necessidade de proteger os animais e os impactos da caça ilegal que podem atravessar os limites do Viruá.”
– texto de O Eco

A verba do ICMBio destinada para o parque acaba sendo aplicada na fiscalização fora da unidade de conservação para apoiar o trabalho do Ibama e da Polícia Federal.

Vergonha!

Em um país com tamanha biodiversidade, que tem potencial para implantar um novo modelo de desenvolvimento, baseado no respeito ao meio ambiente, é impressionante a falta de sensibilidade e de visão de futuro dos administradores públicos.

- Leia a matéria completa de O Eco

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