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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Sem educação ambiental e planejamento urbano, podem ampliar o Cetas que ainda haverá carência de vagas

“O Centro de Tratamento de Animais Silvestres do Ibama em Alagoas é um ponto de referência no país. Muitos dos animais chegam debilitados ao centro, alguns são trazidos por operações do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), outros, pela própria população. (...)

Imagem: Reprodução TV Alagoas

Nos primeiros meses deste ano, já foram recuperados 893 aves, destas, 60% foram devolvidas à natureza. Em 2012, o número chegou a 3.800 aves, 600 répteis e 360 mamíferos resgatados pelo centro.

A superintendente do Ibama, Sandra Menezes, diz que o centro já tem um projeto para a ampliação pronto, justamente pela grande quantidade de animais que vem sendo entregues. "Nós ficamos felizes quando conseguimos recuperar um animal e devolvê-lo a natureza", completou.”
– texto da matéria “Centro de tratamento do Ibama recupera animais feridos em Alagoas”, publicada em 14 de março de 2013 pelo portal G1

Cetas de Alagoas
Imagem: Reprodução TV Gazeta

O número de Cetas e de vagas nesses centros sempre será insuficiente. E essa afirmação não é mero palpite.

Enquanto não houver uma política pública séria de combate ao tráfico de animais, com ênfase na educação ambiental para redução da demanda de compra, e enquanto não houve planejamento para ocupação e expansão urbana, bombeiros, fiscais do Ibama e policiais ambientais e rodoviários continuarão enxugando gelo. Esses homens continuarão apreendendo cada vez mais animais em situação de cativeiro, de tráfico ou perdidos e feridos nas cidades.

O projeto de ampliação do Cetas é a prova disso. Mas, infelizmente, o investimento vai tirar do sufoco o centro por curto período (apensar de que não foi informado se haverá aumento dos recursos humanos). O foco do poder público está errado. Não pode ser reativo, com o problema já instalado. Tem de ser preventivo. Em todo o Brasil.

- Leia a matéria completa do portal G1

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