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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Atropelamentos iminentes enquanto discutem solução

“Um telespectador do Jornal da EPTV flagrou em vídeo vários macacos-prego em busca de pedaços de cana-de-açúcar, que caíram de caminhões na Rodovia SP-215. O registrou foi na tarde de sábado (25), quando o bando saiu do Parque Estadual de Porto Ferreira.

Macaco no acostamento da estrada para pegar pedaços de cana
Foto: Osni Martins

Nas imagens, é possível ver o bando de macacos se revezando para ir até a pista e buscar os pedaços de cana. Alguns animais chegam a se equilibrar no muro de proteção junto à pista. Depois de pegar a cana, eles voltam à mata.” – texto da matéria “Vídeo flagra vários macacos-prego buscando cana na rodovia SP-215”, publicada pelo portal G1 em 27 de maio de 2013

Além dos riscos de atropelamentos que correm os animais, há o perigo para as vidas humanas – no caso os motoristas. Com certeza o problema não é novo, afinal os macacos ocupam a região há tempos e o trânsito de caminhões com cana, na época da colheita, também não começou agora.

Quantos macacos já não devem ter morrido nessa circunstância?

A solução deveria vir com rapidez. As discussões entre a concessionária da estrada e a gestora da unidade de conservação, o parque, estão em andamento.

“A administradora do Parque Estadual de Porto Ferreira, Sonia Aparecida de Souza, disse que nesta época do ano é comum os macacos serem atraídos pela cana. A concessionária que administra a rodovia sugeriu a colocação de alambrados, mas um estudo feito pelo parque descartou essa possibilidade, já que isso confinaria os animais.

O parque e a concessionária estão negociando a colocação de redutores de velocidade na pista para evitar atropelamentos e acidentes.”
– texto do G1

Estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres são mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras anualmente.

Que tal pensar em, além de estruturas físicas para reduzir o risco de atropelamentos, como redutores de velocidade, pensarem em campanhas de conscientização com os motoristas para aumentarem a atenção no trecho onde os animais buscam o alimento?

Que tal entrarem em contato com os agricultores para orientarem os caminhoneiros a utilizarem algum tipo de lona para evitar a queda de cana na estrada?

São apenas sugestões. Ações devem ser tomadas rapidamente.

- Leia a matéria completa (com o vídeo) do portal G1
- Leia "Massacre nas estradas", publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

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