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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fiscalizar feira é legal. Mas o ideal é evitar a captura

“A Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da Bahia realizou neste sábado (21), em Simões Filho, a Operação Feira Livre, de combate ao tráfico de animais silvestres. Oito pessoas foram presas no mercado municipal da cidade com base na Lei de Crimes Ambientais. Foram apreendidos na ação 67 pássaros e quantia em dinheiro não divulgada. Os acusados foram encaminhados à 22ª Circunscrição Policia e autuados em flagrante. Os animais, das espécies canário da terra, papa capim, azulão, curió, cabocolino, cardeal e estevão, foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama.” – texto da nota “Oito pessoas são presas em operação policial no mercado municipal de Simões Filho”, publicada em 21 de setembro de 2013 pelo site Bahia Notícias

Fachada do mercado municipal de Simões Filho
Foto: Bahia Notícias

Nos municípios nordestinos, sejam eles grandes ou pequenos, o tráfico de fauna, principalmente de aves, é gigantesco. E a polícia e os órgãos de fiscalização sabem e, muitas vezes, fazem “vista grossa” ao problema – principalmente os policiais de comandos e batalhões não especializados no combate a crimes ambientais.
Se a polícia baiana fosse toda semana nessa feira, toda semana faria apreensões. E isso serve também para todos os órgãos de fiscalização ambiental do nordeste.

Comércio ilegal de animais em Feira de Santana (BA)
Foto: F. Schunck

Mas, infelizmente, essa forma de combate ao tráfico de fauna é, apesar de necessária, ineficiente para acabar com esse mercado. Enquanto houver gente interessada em comprar, haverá gente com bicho para venda. As ações têm de ser feitas nas origens do problema: educar a população para não comprar e a fiscalização atuar nas áreas de captura e apanha (depois que o animal sai de seu hábitat, mesmo não sendo vendido, o estrago está feito para o ecossistema).

Aliados a esse trabalho, a legislação fraca de hoje tem de ser alterada e o poder público tem de atuar com políticas sociais nas áreas pobres onde pessoas complementam sua renda capturando e vendendo animais.

De qualquer forma, deve-se parabenizar a ação da PM baiana. Que esse trabalho não fique restrito a algumas poucas operações.

- Leia a nota no site Bahia Notícias
- Leia a matéria “Tráfico no varejo”, publicada na edição de julho de 2013 da revista Terra da Gente, sobre o mercado negro de animais em feiras

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