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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um “ótimo” exemplo para os filhos

“Um homem de 34 anos foi detido na noite deste domingo (3) por transporte ilegal de pássaros da fauna silvestre em Santos Dumont, Zona da Mata. A Polícia Militar recebeu a denúncia e realizou operação de cerco. O motorista tentou fugir, mas foi alcançado na BR-040.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o homem não tinha autorização para  transportar os seis trinca-ferro e dois coleiros que estavam em sete gaiolas.

Pássaros apreendidos em Minas Gerais
Foto: Divulgação PMMG

(...) O suspeito ainda estava com filhos, de 5 e 10 anos, que foram encaminhados à casa da avó paterna. Ele foi levado para a delegacia de Barbacena.”
– texto da matéria “Homem é detido por transporte ilegal de pássaros em Santos Dumont, MG”, publicada em 4 de novembro de 2013 pelo portal G1

Educação ambiental é fundamental para combater o tráfico de fauna e o hábito de manter animais silvestres em cativeiro doméstico. Há quem defenda que esse trabalho deve ser concentrado nas crianças e jovens, já que é difícil mudar a cabeça de adultos.

Agora, como explicar para os filhos desse sujeito que o pai não é um exemplo a ser seguido? Além do problema com as aves e a tentativa de fuga, o infrator não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e não estava com os documentos do veículo, que não havia sido licenciado. São crianças criadas nesse ambiente que, no futuro, comprarão animais silvestres no mercado negro ou irão capturar os bichos para colocá-los em gaiolas ou acorrentados.

Se a legislação ambiental realmente punisse quem comete crime contra a fauna haveria alguma possibilidade de o infrator mudar seu comportamento e, consequentemente, não influenciar seus filhos. Mas não é essa a realidade das leis brasileiras.

Sem lei forte e sem educação ambiental, o mercado negro de fauna e a cultura das gaiolas persistirão por muito tempo no Brasil.

- Leia a matéria completa do porta G1

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