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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Apreensão indica falhas no combate ao tráfico de animais

“Dois homens foram presos em flagrante por transportar ilegalmente 140 aves silvestres na madrugada deste sábado (28), na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Orlândia (SP).  Segundo a Polícia Ambiental, os suspeitos pagaram fiança e devem responder pelo crime em liberdade, mas também foram multados em R$ 140 mil cada um, pelo crime de maus-tratos.

(...) Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos confessaram que transportavam as aves de Goiás para São Paulo (SP), onde seriam vendidas ilegalmente. Eles foram presos e levados para a delegacia de Orlândia, onde pagaram fiança. Cada um também foi multado em R$ 140 mil por maus-tratos.”
– texto da matéria “Dois são presos em Orlândia, SP, por transportar 140 aves ilegalmente”, publicada em 28 de dezembro de 2013 pelo portal G1

São 140 canários-da-terra que vinham de Goiás para São Paulo. A apreensão já em território paulista indica que há falhas (ou não há) fiscalização nas regiões de captura do animal.

Foto: Renata Diem

O combate ao tráfico de fauna é composto por várias frentes. Sem dúvida, duas se destacam: a necessidade de educação ambiental para reduzir a demanda (afinal, só existe quem vendo porque existe quem compra) e de fiscalização nas áreas de apanha e captura dos animais. Para atuar nessa última frente é necessário investir em mapeamento, o que pode ser feito investigando os infratores detidos, e na presença ostensiva de policiais.

Nessas localidades, se houver necessidade, há de se implantar programas de geração e complementação de renda para que o comércio ilegal de fauna não seja uma atrativo às famílias pobres. Vale destacar que a captura de animais não é, normalmente, a principal fonte de renda dos envolvidos.

Enquanto o poder público não atuar de forma completa (em várias frentes) no combate ao tráfico de fauna, o crime continuará a existir, a saúde da população continuará em risco por causa das zoonoses e a biodiversidade brasileira perderá cada vez mais sua riqueza.

Como combater o mercado negro de fauna com eficiência?
- Programas de geração de renda (substituição de renda – combate à pobreza);
- repressão eficiente e sem corrupção (guias, anilhas, etc);
- legislação adequada;
- educação ambiental;
- infraestrutura para o pós-apreensão (técnicos para atendimento nas apreensões, rede de Cetas e procedimentos rápidos e eficientes para reintroduções).

- Leia a matéria completa do portal G1

Um comentário:

Carlos Pereira disse...

Isso daí não é nada, eu tenho um criadouro científico para fins conservacionistas e no começo deste ano eu fui recolher um papagaio-chauá e um azulão no CETAS de Lorena, fui de ônibus e na volta não fui abordado nem questionado por nenhuma autoridade, apesar de visivelmente transportar um animal silvestre. Em meados desse ano busquei um papagaio-galego e outro azulão no CRAS PET de São Paulo,e a história se repetiu,com duas gaiolas na mão, andei de circular, metrô e ônibus interestadual, inclusive cruzando com policiais militares no Terminal Rodoviário do Tietê e nunca fui abordado.Cheguei a conclusão que pro traficante o caminho está livre.