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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Será que alguém recolheu o cadáver?

“Acidente na Rodovia TO-080 na tarde desta quinta-feira, 28, por volta das 13h30, assustou motorista e três servidores da Secretaria Estadual da Juventude. O condutor do veículo Alaô Soares, motorista do Estado há 12 anos falou do susto que levou, pela travessia de um animal silvestre (Veado), quando retornava de um evento com a equipe da Secretaria.

Cadáver pode atrair outros animais para morte
Foto: Redação Surgiu

(...) No acidente apesar do susto nenhuma pessoa ficou ferida, os três servidores foram levados para Palmas em outro veículo o condutor aguardou o Auto Socorro para retirada do carro, já o animal morreu instantaneamente ficando às margens da Rodovia.”
– texto da matéria “Motorista é surpreendido por animal silvestre perde o controle da direção e sai da pista na TO-080”, publicada em 28 de novembro de 2013 pelo site Surgiu (TO)

O acidente com o veado pode aumentar as estatísticas de animais mortos por atropelamentos nas estradas brasileiras em mais de um número. Isso quer dizer que a morte do animal pode não ser somente mais uma nos estimados 475 milhões de bichos mortos por atropelamentos nas rodovias brasileiras todos os anos (estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas).

Está estranhando?

Pense bem: se o cadáver do veado ficar na beira da estrada (o que não é difícil de acontecer), ele poderá atrair animais carniceiros e oportunistas por uma refeição fácil. Dessa forma, outros atropelamentos poderão acontecer e mais bichos poderão morrer. Assim, a morte de um animal pode acarretar na perda de outras vidas.

É extremamente necessário que, quando detectado um animal morto no asfalto, acostamento ou margem de estrada, o cadáver seja retirado. Pela segurança dos motoristas e passageiros e pela preservação da biodiversidade.

Será que os gestores de estradas pensam nisso? Com certeza, poucos.

- Leia a matéria completa do Surgiu

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