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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Jaguatirica morre atropelada na Paraíba: só uma pequena parte do problema

“Uma Jaguatirica, conhecida popularmente por “gato-do-mato”, foi encontrado morta, nessa segunda-feira (03), na Serra de Monte Horebe, região de Cajazeiras, às margens da rodovia PB-400, provavelmente vítima de acidente automobilístico.” – texto da matéria “'Onça' é encontrada morta às margens de rodovia no sertão”, publicada em 4 de fevereiro de 2014 pelo site WSCOM

Jaguatirica atropelada na Paraíba
Foto: WSCOM


Pesquisa realizada pelo coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, indica que 475 milhões de animais silvestres morrem por atropelamento todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras. Apesar da dimensão do massacre, essas mortes aparecem na mídia apenas quando envolvem animais de médio e grande porte, como a jaguatirica da Paraíba.

Mas a realidade das mortes por atropelamento é outra.

- 90% das mortes são de pequenos vertebrados, como sapos, cobras e pequenas aves;
- 9% das mortes são de vertebrados de médio porte, como gambás, lebres e macacos;
- 1% das mortes é de vertebrados de grande porte, como onças-pardas, lobos-guarás, onças-pintadas, antas e capivaras.

Infelizmente, apenas as mortes dos grandes e de animais “simpáticos” à população chama a atenção da mídia. Também pouco se discute as consequências desse massacre para o equilíbrio dos ecossistemas. Sem a correta divulgação, as pessoas e o poder público continuarão a ignorar o problema e as soluções demorarão mais para se tornarem realidade.

- Leia a matéria do WSCOM

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