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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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sexta-feira, 7 de março de 2014

O lado negro da tecnologia no tráfico de fauna

“Animais em extinção monitorados por colares com GPS estão se tornado alvo de ataques virtuais. Hackers estão vendendo a localização dos bichos para caçadores que lucram com o comércio dos animais no mercado ilegal.

Uma ação do tipo foi registrada em 24 de julho do ano passado em Pana, reserva de tigres de bengala localizada na Índia. Na ocasião, hackers tentaram ter acesso à localização de um dos tigres - fornecida por e-mail a apenas três pesquisadores. Entretanto, o ataque não teve sucesso, como relata o site da revista Popular Science.


Carregamento de peles de tigres apreendido na Tailândia
Foto: Freeland Foundation

De acordo com dados do Fundo Mundial pela Vida Selvagem, um tigre de bengala chega a ser vendido por 50 mil dólares no mercado do tráfico de animais, que anualmente movimentaria soma próxima a 10 bilhões de dólares, após o impulso recente possibilitado pelas vendas online.” – texto da matéria “Hackers do mal estão de olho nos animais em extinção”, publicada em 5 de março de 2014 pelo site da revista Exame

 Não é barato monitorar animais silvestres de vida livre. Pesquisadores o fazem para estudar, principalmente, as espécies mais ameaçadas. Os dados permitem melhorar o conhecimento da biologia dos bichos, além de permitir a geração de informações para a proteção – como o planejamento de ações de fiscalização e a criação de unidades de conservação.

Mas quando se aborda espécies altamente lucrativas no mercado negro, como tigres, elefantes (pelo marfim) e rinocerontes (pelo chifre), os investimentos também são altíssimos das quadrilhas envolvidas no tráfico. Um exemplo é o gasto com helicópteros pelos caçadores que atacam unidades de conservação na África do Sul – onde o exército está atuando para tentar reduzir a ação criminosa.
Os caçadores sobrevoam as reservas, localizam os grupos de elefantes e os rinocerontes, atiram dos helicópteros e pousam para arrancar marfim e chifres. Investimento e ousadia que vale a pena, graças aos lucros.

A notícia da utilização de hackers faz parte desse contexto. A informação da localização passa a valer muito pelo fato de que as populações dos animais caçados ser pequena, o que dificulta a localização.

“Entre as soluções para o problema apontadas por especialistas, estão o investimento num sistema de monitoramento com segurança reforçada (como já acontece na Namíbia) ou mesmo na vigilância de reservas por drones - que deve ser implementada em breve no Quênia.”
– texto do site da Exame

Cada vez mais o poder público vai ter de investir para combater o tráfico de fauna. A pergunta que deve ser feita é: será que há interesse nesses investimentos?

De qualquer forma, ficaria mais barato e tem resultado mais efetivo se houvesse ações visando o fim da demanda. Educação ambiental para a conscientização da população é essencial, pois, enquanto houver gente comprando haverá gente vendendo.

- Leia a matéria completa da Exame

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