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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

No Amazonas, incentivando o turismo sem exploração da fauna na Copa

“O Ibama, em parceria com o Amazonas Tur, lança na região da Amazônia a campanha de combate ao uso ilegal de animais silvestres com o tema “Não incentive o turismo que maltrata os animais”, visando a prevenir crimes ambientais durante a Copa do Mundo de Futebol.

A campanha pretende, principalmente, alertar turistas e moradores locais sobre a ilegalidade e os prejuízos ambientais e sociais decorrentes do uso ilegal de animais silvestres em atividades turísticas, especialmente, na região metropolitana de Manaus/AM.


“A região amazônica tem grande vocação para o ecoturismo. Muitos turistas que chegam ao Amazonas vêm para conhecer nossa biodiversidade, nossas florestas, nossos rios e também nossa fauna. Por isso, é importante que participem de práticas sustentáveis de turismo, não o contrário. A exposição e o manuseio de animais sem critérios e sem autorização são exemplos de práticas de ecoturismo não responsável e ilegal. Portanto, devem ser evitadas e denunciadas”, diz o superintendente do Ibama do Amazonas, Mário Lúcio da Silva Reis.

 O Ibama divulga também algumas regras e orienta os turistas, moradores e prestadores de serviço para que não tenham problemas com os órgãos de fiscalização que atuarão com mais intensidade durante o período da Copa:

1 – Conforme Lei Federal nº. 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), é proibido vender, comprar, transportar ou utilizar animais da fauna silvestre brasileira ou seus subprodutos sem autorização e origem legal.

 2 – No Amazonas, atualmente, não existe estabelecimento autorizado a comercializar aves silvestres, como papagaios, araras e periquitos. Também, não existem estabelecimentos autorizados a vender macacos, iguanas, pássaros, serpentes, borboletas, aranhas, escorpiões etc. Assim, animais e também ovos vendidos em feiras, lojas, praças ou ruas são ilegais. Quem vende, compra ou utiliza animal silvestre ilegalmente está sujeito a multas de R$ 500,00 ou R$ 5.000,00 por animal.

 3 – Não compre artesanato, bijouterias ou adornos feitos com partes de animais silvestres, como penas, dentes, peles, couros, ossos e asas de borboleta.

 4 – Não tire fotos ao lado de pessoas que ofereçam animais silvestres, mesmo que pareçam mansos. Não dê dinheiro a essas pessoas. Essa atividade é ilegal e prejudicial os animais, o meio ambiente e muitas vezes as próprias pessoas envolvidas.

 5 – A caça é proibida no Brasil. Logo, quem come carne de caça (tatu, veado, paca, peixe-boi) estimula o comércio ilegal e também está sujeito a multas e outras penalidades.”
– texto de divulgação do Ibama “Maus-tratos a animais silvestres é tema de campanha do Ibama na Amazônia”, publicado em 27 de junho de 2014 pelo site do Ibama

O Ibama tem realizado várias ações para combater a crimes ambientais envolvendo a fauna durante a Copa do Mundo. O Fauna News publicou em 9 de junho de 2014 o post “Ação contra o tráfico de animais para a Copa. Que a campanha seja bem divulgada”, comentando a campanha com o tema “No Brasil não leve cartão vermelho, leve apenas boas lembranças” (contra o tráfico de animais silvestres) e a intensificação da fiscalização nos aeroportos das 12 cidades sede do campeonato.

No Rio Grande do Norte, o Ibama local também preparou uma série de regras para orientar os profissionais do setor de turismo e visitantes a não cometerem crimes contra a fauna. O trabalho foi comentado no post “Ação em defesa da fauna durante a Copa no Rio Grande do Norte”, de 30 de maio de 2014.

Essa nova campanha do Ibama é bastante importante. É muito comum encontrar animais silvestres sendo explorados como atrativos turísticos. Eles são retirados da natureza e levados para serem fotografados ou acariciados em troca de algum dinheiro. Muitas vezes, esses bichos são dopados ou machucados para parecerem mansos e não espantarem os visitantes.

Há casos em que os animais também são oferecidos para compra aos turistas. O tráfico de animais está muito próximo com esse tipo de exploração da fauna para o turismo.

Divulgação máxima, Ibama. E, por favor, não pare com o fim da Copa do Mundo.

Conscientização e educação ambiental têm resultados definitivos com trabalho constante e no longo prazo.

- Leia a matéria no site do Ibama
- Releia o post “Ação em defesa da fauna durante a Copa no Rio Grande do Norte”, publicado pelo Fauna News em 30 de maio de 2014.
- Releia o post “Ação contra o tráfico de animais para a Copa. Que a campanha seja bem divulgada”, publicado pelo Fauna News em 9 de junho de 2014

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