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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Que comece o Festival de Parintins (AM), mas sem tráfico de animais e suas partes

A 49ª edição do Festival Folclórico de Parintins (AM) começa hoje (27 de junho de 2014). Na localidade situada a 369 quilômetros de Manaus, os bumbás Caprichoso e Garantido disputarão em apresentações até domingo. Uma das mais belas festas brasileiras.

Junto com todo o empenho dos organizadores com a infraestrutura da festa que deverá receber 90 mil visitantes – no município vivem pouco menos de 110 mil -, há a preocupação de órgãos de fiscalização do poder público com o tráfico de animais e suas partes (penas, plumas, peles, ossos, escamas, olhos, couros e dente). Em 18 de junho de 2014, o Fauna News publicou o post “Festival de Parintins está chegando: cuidado com o tráfico de partes de animais”, em que comentou a inciativa do Ibama ao lançar a campanha “Não tire as penas da vida” e a intensificação da fiscalização em restaurantes, mercados e feiras da cidade, além do aeroporto municipal Júlio Belém, galpões e ateliês de fantasias dos bumbás.

Agora é a vez do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e da Marinha se envolverem nas ações de fiscalização do festival.

“O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) irá integrar a Operação Parintins, realizada pela Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9º Distrito Naval, para fiscalizar todas as embarcações com destino ao Festival Folclórico de Parintins (localizado a 368 quilômetros de Manaus). O objetivo da ação é garantir a segurança dos viajantes e o cumprimento das leis referentes ao meio ambiente, tráfico de drogas e de pessoas, sonegação de tributos, exploração sexual de menores e adolescentes e condições ilegais de trabalho.

 Fiscalização de embarcações em Parintins (AM)
Foto: divulgação IPAAM

(...) As embarcações paradas pelo Distrito Naval são vistoriadas pelo IPAAM quanto à presença de animais silvestres adquiridos de forma ilegal, como quelônios e pescado, bem como animais vivos que possam servir ao tráfico de animais silvestres. Ainda, transporte e comercialização ilegal de penas, dentes e couro de animais.

(...) Segundo o órgão, as embarcações que infringirem as regras terão o responsável ou a empresa responsável autuados e os animais apreendidos. Os animais vivos, que estiverem em condições de soltura, serão devolvidos à natureza. Aqueles que estiverem com a saúde comprometida, serão levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama ou da Prefeitura de Manaus. Os animais mortos, como peixes e quelônios, que ainda possam ser consumidos, são doados a instituições filantrópicas.

O IPAAM aceita denúncias pelos fones (92) 2123-6774 (gerência de fauna) e 2123-6715 (gerência de fiscalização).”
– texto da matéria “IPAAM e Marinha fiscalizam embarcações durante o Festival Folclórico de Parintins”, publicada em 26 de junho de 2014 pelo site do jornal A Crítica (AM)

Vale destacar: a fiscalização é importante, mas não dará contar de acabar com o tráfico de fauna e suas partes em Parintins (e em qualquer outra localidade). O uso de partes de animais em fantasias e adornos, bem como a venda ilegal de animais, só reduzirá se uma ação de conscientização da população e dos organizadores da festa for realizada durante todo o ano e por vários anos. Mudar hábitos é difícil, mas possível. Basta o poder público ajudar, investindo também em educação ambiental.

Fiscais do Ibama fiscalização galpões de bumbás
Foto: divulgação Ibama

- Leia a matéria completa de A Crítica
- Releia o post ““Festival de Parintins está chegando: cuidado com o tráfico de partes de animais”, publicado pelo Fauna News em 18 de junho de 2014

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