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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Começar a semana pensando...


...no tráfico de fauna, o terrorismo e a guerrilha. Dor e morte financiando dor e morte.

“Muitas redes de criminosos estão tendo lucros fenomenais com a exploração ilegal dos recursos naturais. É uma máquina de financiamento de atividades ilícitas".

Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), durante lançamento do relatório “A crise dos crimes ambientais" elaborado pela Interpol e pelo PNUMA, noticiado na matéria “Crimes ambientais financiam terrorismo e conflitos, afirmam PNUMA e Interpol”, publicada em 25 de junho de 2014 pelo Envolverde

Exemplos citados no relatório:

O tráfico de carvão gera entre US$ 38 milhões e US$ 56 milhões ao ano aos islamitas shebab somalis, ligados à Al-Qaeda, segundo o relatório.

Já o comércio de marfim é a principal fonte de renda do Exército de Resistência do Senhor (LRA), a rebelião de Uganda que se espalha o terror no Sudão, República Centro Africana e República Democrática do Congo (RDC). Também praticado por outros grupos armados e milícias que operam na República Centro Africana, RDC e Sudão.

- Leia a matéria completa do Envolverde
- Conheça o relatório do PNUMA/Interpol (em inglês)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Interpol parte 2: ação pelo Dia Internacional do Tigre

Ontem, 30 de julho de 2012, o Fauna News publicou "8.700 animais apreendidos e 4 mil pessoas presas: Interpol em ação contra o tráfico de fauna". Pois a polícia internacional divulgou mais uma ação. 

Desde 2010, em todo dia 29 de julho é celebrado o Dia Internacional do Tigre. A data foi criada para promover um sistema global de proteção dos hábitats naturais dos tigres, para a sensibilização da opinião publica e para aumentar o apoio para as questões de conservação do felino.

No último dia 29, a Interpol anunciou:

“A Operação Prey  (presa), realizada no Butão, China, Índia e Nepal levou, até agora, a cerca de 40 prisões e a apreensão de peles de grandes felinos e outras partes do corpo, bem como de bens de animais selvagens, como os chifres de rinoceronte, marfim e cavalos-marinhos, além de flora protegida como orquídeas e cactos.”
- texto traduzido da matéria “INTERPOL wildlife operation results mark Global Tiger Day”, publicada pela Interpol em seu site em 29 de julho de 2012

Pele de tigre apreendida durante operação
Foto: Divulgação Interpol

Atualmente, partes de tigres, como peles e garras, são bastante valiosas na China – de acordo com matérias veiculadas nos suplementos do The New York Times publicados em 22 de fevereiro e 22 de março de 2010 na Folha de S. Paulo. Cada pele chega a custar US$ 20 mil e uma pata US$ 1.000. Os ossos do animal são usados em remédios e há localidades na Ásia onde populações consideram que bigodes, garras e dentes trazem proteção e sorte.

Infográfico da situação dos tigres no mundo (em inglês)
Fonte: WWF

O comércio ilegal e lucrativo tem causado a queda da população mundial desses animais que, hoje, seria de 3.200 animais na natureza (calcula-se que havia 100 mil tigres na Ásia no início do século 20).

- Leia a matéria completa da Interpol (em inglês)
Releia:
- “Tigres: muito perto da extinção”, publicado pelo Fauna News em 26 de janeiro de 2011
- “Aberta a temporada de caça aos caçadores na Índia”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2012

Foto: imagensgratis.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

8.700 animais apreendidos e 4 mil pessoas presas: Interpol em ação contra o tráfico de fauna

“LYON, França - Mais de 8.700 pássaros e animais, incluindo répteis, mamíferos e insetos foram apreendidos e cerca de 4.000 pessoas presas em uma operação em 32 países coordenados pela INTERPOL contra o comércio ilegal e da exploração das aves e seus produtos.” – texto traduzido da matéria “Thousands arrested in INTERPOL operation targeting illegal trade in birds”, publicada em 25 de julho de 2012 pela Interpol em seu site

Aves apreendidas na Colômbia durante Operação Cage
Foto: Divulgação Interpol

Essa operação, denominada Cage (gaiola), aconteceu entre abril e junho de 2012 e envolveu também o Brasil. Ela foi organizada para combater o crescente comércio internacional ilegal de aves criadas em cativeiro e silvestres e ovos, como envolvimento cada vez maior de redes de crime organizado traficando da América Latina para a Europa.

Os números são assustadores para quem não tem contato rotineiro com a realidade do tráfico de animais. Mas é isso mesmo. Foram necessários apenas três meses para a identificação de 4 mil pessoas envolvidas com esse crime, além da apreensão de mais de 8.700 animais.

Apreensão na Hungira
Foto: Divulgação Interpol

‘"A Operação Cage mais uma vez demonstra claramente a escala global do problema do comércio ilegal de aves e outros animais selvagens, que não é apenas uma questão do crime organizado, mas também representa um risco de biossegurança", disse David Higgins, gerente de Programa de Crime Ambiental da INTERPOL.’ - texto da Interpol

Infelizmente, no caso brasileiro, os que foram surpreendidos com animais silvestres responderão pelo crime em liberdade e dificilmente serão condenadas pela Justiça. Nossas leis são fracas e os traficantes de animais sabem disso.

Mas a repressão tem de existir, incomodar e mostrar que, de alguma forma, algum setor do poder público e da sociedade está incomodado com o tráfico de animais. O crescimento do problema, afirmado pelo gerente da Interpol, acontece também porque há demanda, isto é, há quem compra.

Enquanto não houver ações efetivas de conscientização das pessoas sobre os problemas envolvidos no tráfico de animais, é bobagem esperar que a repressão acabe com o tráfico de fauna – mesmo porque, essas operações são pontuais e, perante a dimensão desse crime, de pouca impacto.

- Leia o texto completo da Interpol (em inglês)