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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

China surpreendente: prisão perpétua para traficante de cobras

A China é uma dos maiores mercados consumidores de animais silvestres e suas partes no mundo. A medicina tradicional e uma nova classe de endinheirados sustentam o mercado negro. Marfim, partes de tigres, leopardos  e ursos (essas últimas usadas na culinária) e chifres de rinocerontes são alguns exemplos de “produtos” cobiçados no país.

Por outro lado, há a previsão legal de prisão perpétua para que trafica animais raros.

“Durante a vistoria das bagagens, funcionários de um aeroporto em Shangai encontraram 121 cobras sendo transportadas por um dos passageiros. O homem levava cobras pythins, um tipo raro do animal.

Os animais estavam embaladas em meias pretas, enfiadas em 21 caixas de plástico dentro da mala. Por conta do contrabando, o homem pode pegar até prisão perpétua por tráfico de animais raros.”
– texto da matéria “Homem pode pegar prisão perpétua por transportar cobras em mala”, publicada em 16 de novembro de 2013 pelo site do Diário da Manhã (GO)

Mala com as cobras apreendidas
Foto: Reprodução de vídeo/DM

As cobras foram enviadas de Seattle, nos Estados Unidos.

A China é, realmente, surpreendente.

Enquanto isso, no Brasil, a pena prevista para o tráfico de animais é de seis meses a um ano de prisão, com a possibilidade de um pequeno aumento (metade) da pena em caso de espécies em risco de extinção.

- Leia a matéria completa do Diário da Manhã

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Tráfico de cobras – parte 2: agora em Maceió (AL)

Ontem (28 de agosto de 2012), o Fauna News comentou a prisão de um brasileiro nos Estados Unidos quando tentava embarcar para São Paulo com 27 cobras ("Quando o Brasil importa animais"). Lembramos que casos de importação não são comuns, afinal o Brasil se caracteriza pelo tráfico de sua própria fauna para abastecer o mercado interno.

No tráfico de animais no Brasil se destaca o comércio de aves (mais de 80%), mas há quem aprecie as cobras. E não é só o brasileiro que foi até os Estados Unidos comprar algumas. Em Maceió (AL), foram despachadas em uma agência dos Correios.

“As cobras estavam em um pacote do serviço de entrega expresso dos Correios, o SEDEX, mas foi interceptado pela agência antes de chegar ao seu destino.

Caixas onde foram encontradas as cobras
Fotos: Marcelo Cadilhe/A Crítica

As cobras foram entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) no Ibama/AL. O Portal Primeira Edição esteve na sede do Ibama/AL, mas o departamento de fiscalização do órgão não pode passar mais detalhes sobre o caso, pois segue sob sigilo na Polícia Federal (PF).

Segundo informações extra-oficiais, esse não é o primeiro pacote do SEDEX onde a polícia encontrou os animais e flagrou a ação dos traficantes de animais.”
– texto da matéria “Cobras são encontradas em pacotes do SEDEX, caso está na Polícia Federal sob sigilo”, publicada pelo  site Primeira Edição em 21 de agosto de 2012

A utilização dos correios como meio de traficar animais tem sido comum. Além de cobras, muitos iguanas têm sido encontradas (“Iguanas via Sedex: tá virando mania”, publicada pelo Fauna News em 18 de abril de 2011).

- Leia a matéria completa do Primeira Edição

- Releia “Iguanas via Sedex: tá virando mania”

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando o Brasil importa animais

É raro encontrar notícias sobre importação ilegal de animais silvestres para o Brasil. É difícil, mas acontece:

“Um brasileiro foi detido no aeroporto de Orlando (EUA), na quarta-feira, ao embarcar em um voo para São Paulo com 27 cobras na bagagem, avaliadas em R$ 20 mil.

Foto: Michael Blann/Getty Images

Segundo o jornal "Orlando Sentinel", Mateus Dal Maso comprou as serpentes em uma exposição em Daytona Beach, também no Estado da Flórida.
Foto: Orange Court Jail
As cobras estavam em meias de náilon e escondidas em alto-falantes. Entre as espécies havia uma píton-bola e cobras-do-milho. O brasileiro ficou detido dois dias e foi liberado após pagar fiança de R$ 12 mil.” – texto da matéria “Brasileiro é detido em aeroporto dos EUA com 27 cobras”, publicada no jornal Folha de S. Paulo em 25 de agosto de 2012

O brasileiro (foto acima) alegou que comprou as cobras para sua coleção e não para vendê-las no Brasil. Ele foi detido graças a uma operação realizada por vários órgãos do governo dos EUA que monitoravam embarques e desembarques na procura de répteis comercializados na exposição.

O tráfico de animais silvestres no Brasil ser caracteriza, em sua grande maioria (entre 60% e 70%), pelo comércio interno. São brasileiros capturando e coletando animais brasileiros para serem comprados por brasileiros. Outra boa parte dessa atividade criminosa está voltada para a exportação, envolvendo aves como araras, papagaios e tucanos, além de répteis, anfíbios e insetos.

Mas, ultimamente, grandes carregamentos de canários originários do Peru e da Bolívia têm sido apreendidos  no Mato Grosso do Sul – Estado por onde as aves entram escondidas em carros. Os animais, segundo a Polícia, têm como destino Brasília e o Nordeste para serem utilizados em rinhas (eles são mais fortes que os canários brasileiros).

- Leia a matéria completa do Folha de S. Paulo
- Leia a matéria do Orlando Sentinel (em inglês)
- Releia “Finalmente uma paulada nas quadrilhas de tráfico internacional de canários”, publicado no Fauna News em 4 de abril de 2012