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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Começar a semana pensando...

...na falta de consciência e crueldade de alguns: harpia é baleada em região onde a espécie não era vista há 40 anos.

“Quase um metro de altura e dois de envergadura de asas. Essas são as medidas do gavião real fêmea, adulto, de 7,5 kg encontrado no último fim de semana em uma fazenda do município de Cocalzinho, a 129 km de Goiânia. O último registro visual confirmado do animal da espécie Harpia harpyja em Goiás foi há 40 anos, segundo o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), Luís Alfredo Lopes Baptista.

Havia 40 anos que harpias não eram vistas em Goiás
Foto: Humberta Carvalho/G1


A ave, segundo relatório veterinário, foi baleada com chumbinho na asa esquerda e na pata. “Ela chegou aparentemente bem, embora a asa esquerda estivesse caída. É um animal belíssimo. É uma tristeza ele ter sido baleado. Quarenta anos sem ver um exemplar desse e a primeira vez que é visto depois de todo esse tempo é nessa situação”, lamenta Luís Alfredo.” – texto da matéria  “Gavião raro é encontrado em Goiás após ser baleado na asa e na pata”, publicada pelo portal G1 em 28 de agosto de 2012

Avistar a espécie em Goiás deveria ser motivo de alegria, motivando os pesquisadores a trabalharem para identificar como a ave está novamente chegando no estado e formas de protegê-la.

'“Para a gente, também é uma dúvida como esse animal veio parar em Cocalzinho. Levantamos algumas hipóteses de que ela estava tentando se estabelecer e veio descendo pelo corredor do Rio Araguaia, pelas matas do Tocantins até aqui ou, por muita sorte, pode ter se estabelecido já há algum tempo, provavelmente próximo à Serra dos Pirineus. Esse vai ser agora um dos focos da nossa investigação”, declara o coordenador Luís. O objetivo agora é saber se existem mais aves da espécie no estado.' – texto do G1

Mas o fato não pode ser totalmente comemorado por causa das condições do animal. Comentar o quê perante tanta crueldade? Será que campanhas de conscientização e educação ambiental funcionam com gente capaz de atirar na ave por prazer?

Fica a pergunta.

- Leia a matéria completa do portal G1

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Reflexão para o fim de semana: borboleta é surpresa na devastada Mata Atlântica

Prenda clarissa - Foto: André Freitas
O anúncio da identificação de uma nova espécie de borboleta na Mata Atlântica me fez refletir sobre o quanto não conhecemos da natureza. Afinal, o bioma Mata Atlântica, além de ocupado, explorado e destruído desde o início da colonização portuguesa, é também estudado há um bom tempo. Vou além: quanto já não perdemos sem sequer conhecer?

“Pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) descreveram uma nova espécie de borboleta, encontrada na região denominada Campos em Cima da Serra, na Mata Atlântica gaúcha.

Chamada de Prenda clarissa – o gênero é uma homenagem à mulher gaúcha (chamada de prenda) e o nome da espécie remete ao livro do escritor sulista Érico Veríssimo - o exemplar foi encontrado durante expedição feita à Floresta Nacional de São Francisco de Paula, em 2009.” – texto da matéria “Pesquisadores descobrem espécie de borboleta na Mata Atlântica do RS”, publicada em 14 de fevereiro de 2012 pelo portal G1

Em trechos de mata atlântica da Serra do Cipó (MG), esses mesmos pesquisadores descobriram recentemente a Yphthimoides cipoensis, que por critérios da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) já está ameaçada de extinção.

Yphthimoides cipoensis, espécie da Serra do Cipó
Foto: Lucas Kaminsky

Dá para imaginar o quanto nos reserva o Cerrado e a Amazônia, por exemplo?

Último comentário: Prenda clarissa. Adorei o nome...

- Leia a matéria completa do portal G1