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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Via Dutra em Arujá: trecho que merece atenção pelos atropelamentos de fauna

“Uma onça parda, também conhecida como suçuarana, foi atropelada na madrugada desta segunda-feira (5) no trecho da rodovia Presidente Dutra que passa por Arujá (SP). O animal foi capturado pelo Corpo de Bombeiros e está com um ferimento na pata dianteira direita.
Onça-parda sobreviveu ao atropelamento
Foto: Anderson Santos/Corpo de Bombeiros Arujá

(...) Os bombeiros também relatam que este é o primeiro atropelamento de felino silvestre no ano e que naquele trecho já ocorreram atropelamentos de animais como pacas e capivaras.”
– texto da matéria “Bombeiros resgatam onça atropelada na rodovia Presidente Dutra em Arujá”, publicada em 5 de agosto de 2013 pelo portal G1

O atropelamento de um felino do porte da onça-parda por si só já chama a atenção. E foi por isso que o G1 publicou a matéria. Afinal, se o caso envolvesse algum animal de pequeno porte provavelmente não haveria cobertura jornalística.

De toda a matéria, o último parágrafo merece ser destacado. Pacas e capivaras já foram atropeladas no mesmo trecho. E provavelmente não saiu nada na imprensa.

Além da miopia jornalística, que ainda não trabalha os atropelamentos de fauna em estradas com a atenção que merece (o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas estima que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos nas estradas brasileiras, o que gera um impacto enorme sobre o meio ambiente), deve ser exigido da concessionária  CCR Nova Dutra medidas para evitar tais casos.

Passagens de fauna, cercas, redução do limite de velocidade, identificação de atrativos das espécies vítimas de atropelamentos e campanhas junto aos motoristas são algumas medidas que devem ser estudadas.

- Leia a matéria completa do portal G1
- Releia o post do Fauna News “Atropelamento de fauna: 475 milhões é a dimensão do massacre”, publicado em 7 de maio de 2013
- Leia a matéria “Massacre nas estradas”, publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cercas na Dutra: proteção de animais precisa de mais ações

“Os técnicos da CCR NovaDutra comemoram uma grande conquista. A implantação de cercas às margens da Via Dutra para proteção de animais silvestres está dando resultados positivos. A ação, denominada Projeto Fauna, tem por objetivo impedir que esses animais entrem na pista, correndo o risco de serem atropeladas. As cercas foram implantadas entre julho de 2010 e abril de 2011. De janeiro a maio de 2010, período anterior à colocação das cercas, foram registradas 51 ocorrências de animais silvestres nas proximidades da rodovia, sendo que no mesmo período de 2012, foram contabilizadas 14 ocorrências deste tipo.” – texto de divulgação da concessionária CCR Nova Dutra de 29 de junho de 2012

A ação é válida e muito importante. Mas deve ser encarada apenas como o primeiro passo pela CCR NovaDutra e como um exemplo para os demais gestores de rodovias no Brasil.

A CCR NovaDutra priorizou áreas próximas de rios e represas em uma pequena extensão (15 quilômetros) da principal ligação entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro:

“As telas foram instaladas perto de rios e represas, em uma extensão de aproximadamente 15 quilômetros. A maior parte dessas cercas está localizada na região de Queluz (SP), onde o rio Paraíba margeia a rodovia, e na região de Piraí (RJ), onde existe a represa da Light na lateral da pista.

Placas divulgando as cercas: prefiro as que alertam os motoristas
Foto: Divulgação CCR NovaDutra

Segundo Sérgio Bologniesi, responsável pela área de Segurança, Qualidade e Meio Ambiente da CCR NovaDutra, perto de represas e rios, as chances de aparecerem animais silvestres são maiores. (...)”
– texto da CCR NovaDutra

A concessionária não pode esquecer dos lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus), espécie ameaçada de extinção (classificação “vulnerável”) no estado de São Paulo e pelo Ibama e com tendência de declínio populacional. Não é incomum o atropelamento desses animais na Dutra, com registros em Guararema, São José dos Campos e Caçapava, onde ainda existem algumas manchas de Cerrado no Vale do Paraíba.

Lobo-guará: ameaçado de extinção
Foto: Luiz Cláudio Marigo

Se esse tipo de problema ainda ocorre em uma região tão urbanizada como o Vale do Paraíba, imagine a quantidade de atropelamentos nas rodovias que cortam áreas com vegetação ainda preservada no Brasil.

- Leia o texto completo da CCR NovaDutra