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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Lidando com números para combater o tráfico de fauna

“A estudante de Ciências Biológicas da Unitau Aline Petrucelli Gastalle realizou uma pesquisa, como seu Trabalho de Graduação (TG), sobre a frequência de animais silvestres entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região e no estado. O levantamento, que tem por objetivo colaborar para a redução do tráfico de animais, constatou que o volume de apreensões aumentou 37,88% entre 2008 e 2012 no Vale do Paraíba.

Aline trabalhou com dados recentes da Polícia Militar Ambiental

Foram averiguados os dados disponibilizados pela Polícia Ambiental de São Paulo desde o ano de 2008 – no qual foram registrados 1.832 animais apreendidos – até o ano de 2012 – quando o número subiu para 2.526. (...)

Na região do Vale do Paraíba paulista foram apreendidos, de 2008 a 2012, 8.948 espécimes de 172 espécies das classes réptilia, aves e mammalia.”
– texto da matéria “Pesquisa de aluna revela aumento na apreensão de animais na região”, publicada em 20 de novembro de 2013 pelo Diário de Taubaté

Os números são muito importantes para dimensionar o problema e para os órgãos de fiscalização planejarem ações. É assim que normalmente esses dados são trabalhados.

Mas seria muito importante que eles fossem usados no planejamento de projetos de educação ambiental. Sabendo os locais onde ocorre muito tráfico de fauna e os hábitos da região (como, por exemplo, as espécies preferidas no mercado negro), é possível preparar trabalhos de conscientização das comunidades para os problemas ambientais e de saúde pública envolvidos.

A própria Aline sabe disso:

“Aline conclui que a questão pode ser solucionada, mas precisa ser exposta às pessoas a gravidade do problema para que cessem a retirada das espécies e dos recursos naturais.” – texto do Diário de Taubaté

Parece que só o poder público que ainda não se tocou disso. O combate ao tráfico de fauna passa, necessariamente, por um extenso e árduo trabalho de educação ambiental com foco, principalmente, em mudar o comportamento de quem compra os bichos.

- Leia a matéria completa do Diário de Taubaté

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cercas na Dutra: proteção de animais precisa de mais ações

“Os técnicos da CCR NovaDutra comemoram uma grande conquista. A implantação de cercas às margens da Via Dutra para proteção de animais silvestres está dando resultados positivos. A ação, denominada Projeto Fauna, tem por objetivo impedir que esses animais entrem na pista, correndo o risco de serem atropeladas. As cercas foram implantadas entre julho de 2010 e abril de 2011. De janeiro a maio de 2010, período anterior à colocação das cercas, foram registradas 51 ocorrências de animais silvestres nas proximidades da rodovia, sendo que no mesmo período de 2012, foram contabilizadas 14 ocorrências deste tipo.” – texto de divulgação da concessionária CCR Nova Dutra de 29 de junho de 2012

A ação é válida e muito importante. Mas deve ser encarada apenas como o primeiro passo pela CCR NovaDutra e como um exemplo para os demais gestores de rodovias no Brasil.

A CCR NovaDutra priorizou áreas próximas de rios e represas em uma pequena extensão (15 quilômetros) da principal ligação entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro:

“As telas foram instaladas perto de rios e represas, em uma extensão de aproximadamente 15 quilômetros. A maior parte dessas cercas está localizada na região de Queluz (SP), onde o rio Paraíba margeia a rodovia, e na região de Piraí (RJ), onde existe a represa da Light na lateral da pista.

Placas divulgando as cercas: prefiro as que alertam os motoristas
Foto: Divulgação CCR NovaDutra

Segundo Sérgio Bologniesi, responsável pela área de Segurança, Qualidade e Meio Ambiente da CCR NovaDutra, perto de represas e rios, as chances de aparecerem animais silvestres são maiores. (...)”
– texto da CCR NovaDutra

A concessionária não pode esquecer dos lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus), espécie ameaçada de extinção (classificação “vulnerável”) no estado de São Paulo e pelo Ibama e com tendência de declínio populacional. Não é incomum o atropelamento desses animais na Dutra, com registros em Guararema, São José dos Campos e Caçapava, onde ainda existem algumas manchas de Cerrado no Vale do Paraíba.

Lobo-guará: ameaçado de extinção
Foto: Luiz Cláudio Marigo

Se esse tipo de problema ainda ocorre em uma região tão urbanizada como o Vale do Paraíba, imagine a quantidade de atropelamentos nas rodovias que cortam áreas com vegetação ainda preservada no Brasil.

- Leia o texto completo da CCR NovaDutra