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terça-feira, 1 de maio de 2012

Quando o tráfico leva à extinção

O que está para acontecer com essa espécie de tartaruga já aconteceu com a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii).

“Dezoito exemplares de tartarugas-das-filipinas (Siebenrockiella leytensis) contrabandeadas para Hong Kong, na China, foram devolvidas nesta sexta-feira (27) para autoridades das Filipinas, habitat natural da espécie.

Tartaruga-das-filipinas: só 120 na natureza
Foto: Erik de Castro/Reuters

Representantes do governo de Manila receberam os animais, considerados ameaçados de extinção pela organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).”
– texto da matéria “Hong Kong devolve tartarugas ameaçadas de extinção às Filipinas”, publicada em 27 de abril de 2012 pelo portal G1

A espécie é bastante usada como bicho de estimação e na alimentação. Estima-se que existam apenas 120 dessas tartarugas na natureza. Infelizmente, esse tipo de “repatriamento” de fauna silvestre entre países parece ser bastante raro, sendo feito em casos especiais – como o desses répteis quase extintos.

Ararinha-azul
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica (que só existe em determinado local) da Caatinga e que está extinta na natureza (algumas dezenas vivem em cativeiro). O desaparecimento da ave ocorreu em virtude da destruição de seu hábitat (a caatinga baiana, desde o extremo norte da Bahia até o sul do rio São Francisco) e, principalmente, pela ação de traficantes de animais.

Última ararinha-azul fotografada na natureza em 1990
Foto: Luiz Claudio Marigo

A ararinha-azul foi considerada extinta na natureza pelo Ibama em 2000. Atualmente, existem cerca de 70 ararinhas-azuis em cativeiro. A maior parte delas vive fora do Brasil – com colecionadores particulares, na Loro Parque Fundación (Espanha) e na Al Wabra Wildlife Preservation (Catar). A ave foi representada no desenho Rio, idealizado e realizado pelo carioca Carlos Saldanha, pelo protagonista Blu.

- Leia a matéria completa do potal G1

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novamente, o turismo como vilão

Sempre que chegamos a uma área com natureza preservada, é normal a ansiedade em fazer fotos, ver tudo de pertinho e desfrutar ao máximo o momento especial. Mas esse tipo de impulso pode, se não for bem orientado, prejudicar flora e fauna. Já escrevi sobre isso em pelo menos duas oportunidades:

- “Reflexão para o fim de semana: quando o turista incentiva o abuso”, de 1º de abril de 2011; e
- “Reflexão para o fim de semana: exploração animal para lazer humano”, de 23 de setembro de 2011.

A agência de notícias AFP preparou uma matéria sobre os impactos que o turismo desordenado e sem orientação estão causando nos társios (uma espécie de primata) das Filipinas.


A matéria mostra que os animais ficam bastante estressados com aproximações desregradas de turistas. Flashes, toques, conversas em voz alta e uma série de outras atitudes fazem com que esses pequenos primatas, em situações extremas, se suicidem.

Quantas vezes já não tiramos fotos de animais sem nos preocupar se o flash vai causar algum dano ao bicho? Visitar áreas com natureza preservada, como os parques nacionais e estaduais, por exemplo, é uma ótima oportunidade para entrarmos em contato com fauna e flora exuberantes, para desfrutarmos ambientes livres de poluição e, sobretudo, aprendermos a respeitar os direitos dos outros seres viverem saudáveis e em paz.

Pense nisso e transforme seu comportamento!

Releia:
- “Reflexão para o fim de semana: quando o turista incentiva o abuso”, de 1º de abril de 2011
- “Reflexão para o fim de semana: exploração animal para lazer humano”, de 23 de setembro de 2011