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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Quando aparece, é morto atropelado

O gestor do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), Danilo Santos da Silva, informou a morte de uma fêmea de tamanduá-mirim na altura do km 34,5 da rodovia Rio-Santos (BR-101), próximo ao limite da unidade de conservação, em Ubatuba, litoral norte paulista. O fato ocorreu em 22 de dezembro de 2013.

Animal morto na margem da rodovia
Foto: Divulgação PESM/Picinguaba

“É uma pena! Tão difícil de ser avistado em seu habitat natural, de repente, o bicho aparece atropelado”, afirmou Danilo.

Danilo com o animal morto
Foto: Divulgação PESM/Picinguaba

Infelizmente, o ocorrido com a tamanduá-mirim não é um caso raro.

A bióloga Josciele Caroline Santos fez, para o projeto “101: a BR da Vida” da ONG Profauna - Proteção à Fauna e Monitoramento  Ambiental, de Ubatuba,”, um levantamento das mortes de animais silvestres por atropelamento no trecho entre os kms 8 e 44 da BR-101, que corta por quatro quilômetros o Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM). Entre janeiro e agosto de 2011 e janeiro e agosto de 2012, foram registrados 106 casos, sendo 89 com mamíferos (83,96%), 8 com répteis (7,54%), 8 com aves (7,54 %) e um com espécie não identificada (0,94 %) devido ao estado de decomposição da carcaça.

A maior parte das mortes (32) aconteceu no trecho da BR-101 dentro do PESM, o que evidencia a necessidade de a área ser prioritária na implantação de estruturas para redução dos atropelamentos. O coordenador geral do Profauna Tiago Leite afirma que, a partir desse trabalho, será preparado um documento para ser usado como ferramenta na conservação ambiental da região. “Vamos levá-lo para os órgãos do poder público e instituições responsáveis pelo assunto para iniciar um diálogo e discutir propostas para continuar o monitoramento e estabelecer mecanismos e estratégias para redução dos atropelamentos.”

De acordo com o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem por atropelamento todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras. Excesso de velocidade, falta de infraestrutura (sinalização, passagens de fauna adequadas para cada situação, retirada de carcaças da via para não atrair carniceiros, etc) e ausência de projetos de conscientização dos motoristas são os motivos desse massacre.

E o caso envolvendo a tamanduá-mirim é ainda mais delicada pela proximidade com uma unidade de conservação de proteção integral, onde fauna e flora estão bem conservadas e devem ser protegidas (o que inclui cuidados especiais no entorno, a chamada zona de amortecimento).

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mostrando o certo desde cedo

Não é só para o combate ao tráfico de animais silvestres que educação ambiental é fundamental. Formar crianças e adolescentes conscientes com as novas atitudes humanas que o planeta precisa é necessário para tudo. É questão de sobrevivência.

Celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente (6 de junho), jovens do Sítio do Conde, na Bahia, se reuniram no dia seguinte e plantaram mudas de espécies nativas como parte do projeto “Passarinho legal... É passarinho solto!!!”, da ONG Profauna – Proteção à Fauna e Monitoramento Ambiental. A ação foi realizada pela Associação Ricardo Ferretti e pela APA Litoral Norte, em parceria com o Profauna, o Projeto Tamar 33 anos, a Ferbasa, a Fazenda Natural e a Sôla Vídeo Produtora. A ideia é mostrar que, basta ter árvores para que as aves apareçam e habitem a região.

 Tiago Leita com as criança do Sítio do Conde (BA)
Foto: Divulgação

Segundo o coordenador do Profauna, Tiago Leite, o hábito de capturar e manter aves silvestres em cativeiro é bastante forte na região do Sítio do Conde. “A garotada tem de aprender a gostar dos animais soltos, a ter prazer em observá-los na natureza, não em gaiolas”, salientou.

Que sirva de exemplo para os gestores públicos. Apoiem essas iniciativas! Tenham iniciativas parecidas!

Plantando o futuro
Foto: Divulgação