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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Reflexão para o fim de semana: pelúcias para órfãos

Filhote de preguiça-real com seu bichinho de pelúcia
Foto: Girlene Medeiros/G1 AM

“Em Manaus, biólogos e veterinários utilizam bichos de pelúcia para cuidar de animais silvestres resgatados e entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os brinquedos funcionam como "mães postiças" dos filhotes que chegam à unidade do órgão nos primeiros meses de vida. A estratégia ganhou repercussão com a divulgação da campanha "Doe um Bichinho de Pelúcia a um Bichinho de Verdade". Somente em 2013, 62 filhotes foram entregues ao órgão.

A ação é realizada pelo Centro de Triagem de Animais do Ibama em parceria com a Gerência de Fauna (GFAU) do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Quando são filhotes os animais passam a maior parte do tempo agarrados e pendurados aos pais, por quem são carregados.”
– texto da matéria “No AM, centro que usa pelúcia como 'mães' recebeu 62 filhotes em 2013”, publicada em 15 de fevereiro de 2014 pelo portal G1

As pelúcias ajudam a dar uma certa “segurança sentimental” aos filhotes. Mas e o aprendizado para a vida livre? Esse dificilmente é substituído, o que aumenta as chances do cativeiro até o fim da vida.

- Leia a matéria completa do G1

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ursinhos de pelúcia no tráfico de animais via correio

Depois de me deparar com vários casos de animais silvestres sendo traficados no Brasil pelos Correios, em 18 de abril de 2011 escrevi “Iguanas via Sedex: tá virando mania”. Relatei alguns casos de répteis encontrados por funcionários dos Correios durante o processo de entrega de encomendas. Dei destaque especial para a apreensão de um filhote de iguana que viajara 2,7 mil quilômetros em uma caixinha de papelão – do Rio Grande do Norte até o interior do Estado de São Paulo.

Agora me deparo com uma situação parecida, mas desta vez na cidade de Perth, na Austrália. Na noite de 29 de junho, um casal de chineses foi preso acusado de traficar lagartos-de-lígua-azul  (bobtail) dentro de bichos de pelúcia para fora da Austrália. As remessas desses animais já estavam sendo investigadas pelo Departamento do Meio Ambiente e Conservação de Western Australia, o que motivou a Justiça a emitir um mandado de busca na residência dos então suspeitos.


Lagartos ficavam dentro de bichos de pelúcia
Foto: AFP

Mesmo com toda a criatividade no usar brinquedos para traficar animais, nas últimas 12 semanas, um total de seis pacotes foram interceptados com répteis em bichos de pelúcia pelas equipes da Alfândega e Proteção de Fronteiras, na central do correio de Perth. Na casa dos chineses, foram encontrados 12 lagartos, vários brinquedos de pelúcia e material postal para despachar os animais.

Lagartos bobtail são comuns na Austrália
Foto: AFP

Comuns na Austrália, os lagartos bobtail valem até US$ 8 mil no mercado negro asiático.

Lagartos são imobilizados antes de serem confinados nos brinquedos
Foto: AFP

Apesar de a situação ser semelhante aos fatos que ocorrem no Brasil (apesar do inusitado uso de ursinhos de pelúcia) , vamos à grande, na verdade, imensa diferença: a punição.

Enquanto o tráfico de animais no Brasil é considerado crime de menor potencial ofensivo, com pena prevista de 6 meses a um ano de cadeia – que normalmente é convertida em prestação de serviços comunitários ou cestas-básicas -, na Austrália o casal chinês preso poderá ser condenado a até 10 anos de cadeia – além da multa de US$ 120 mil.

Agora fiquei com inveja!

- Leia a matéria do site Sino Daily, que reproduziu o material da agência AFP.
- Releia o texto do Fauna News “Iguanas via Sedex: tá virando mania”.