Mostrando postagens com marcador filhotes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filhotes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Caso Princesa Diamante: Justiça determina repatriação de descendentes

“Num caso que começou em 2006, em Niterói, no Rio de Janeiro, a Justiça Federal acolheu pedido do Ministério Público Federal em Roraima (MPF-RR), e determinou a repatriação dos descendentes de uma jiboia rara, pertencente à fauna silvestre brasileira - avaliada em cerca de um milhão de dólares - que foi comercializada, subtraída e exportada para os Estados Unidos. A cobra tem uma mutação genética chamada leucismo, que deixa a pele toda branca e os olhos negros, sendo a primeira jiboia a registrar esse padrão conhecida no mundo.

Jeremy Stone, acusado de traficar a jiboia
Imagem: Reprodução TV Globo

Em 2009, a serpente achada nas matas do Rio de Janeiro foi retirada do país pelo americano Jeremy Stone, através da fronteira com a Guiana na cidade de Bonfim, em Roraima. Depois de conseguir exportá-la para os Estados Unidos, Stone passou a realizar o cruzamento da espécie leucística com outras jiboias para explorar o alto valor comercial das descendentes. Após pedido de busca e apreensão do MPF-RR, por meio de cooperação internacional, autoridades americanas conseguiram capturar oito filhotes da serpente leucística.

O MP requisitou então à Justiça Federal, no início deste ano, a repatriação das descendentes da jiboia. A intenção do pedido foi recuperar e preservar um patrimônio genético brasileiro, para amenizar dano irreparável à fauna, já que a jiboia subtraída não foi encontrada, de acordo com informação divulgada, nesta segunda-feira (12/5), no site da Procuradoria-Geral da República.

O MPF-RR está adotando as providências necessárias para a efetivação da repatriação dos filhotes que estão apreendidos no zoológico de Salt Lake City, capital do Estado de Utah.”
– texto da matéria “Filhotes de jiboia rara contrabandeada para os EUA vão ser repatriados”, publicada em 12 de maio de 2014 pelo site do Jornal do Brasil

O Fauna News publicou dois posts sobre o caso da Princesa Diamante, a jiboia com leucismo traficada por Jeremy Stone (em 8 de outubro de 2013 o texto “Animais raros: o tráfico brasileiro além das feiras” e em 10 de outubro de 2014 o texto “Caso Princesa Diamante: suspeitos de tráfico de jiboia rara são denunciados”).

Para entender o caso:

“O MPF-RR denunciou à Justiça Federal, em outubro do ano passado, quatro envolvidos no tráfico da jiboia rara por crimes contra a fauna e o meio ambiente (furto, contrabando, e fraude processual). De acordo com a investigação, brasileiros Giselda Candiotto e José Carlos Schirmer iniciaram, em julho de 2006 a operação para a comercialização da cobra, logo após os bombeiros terem levado a espécie para o Zoológico de Niterói (Zoonit), onde Giselda era diretora.

Foto de Giselda com Jeremy nos EUA
Imagem: Reprodução TV Globo

A cobra foi vendida e exportada ilegalmente para o americano Jeremy Stone, que teve o apoio da sua irmã Keri Ann Stone na operação que retirou o animal do Brasil. O americano teria pago cerca de um milhão de dólares pelo animal. Na denúncia, o Ministério Público Federal pediu o arbitramento do valor mínimo para reparação do dano em dois milhões de reais.”
- texto do Jornal do Brasil

O tráfico de animais raros e caros acontece com frequência, mas de forma muito mais organizada e discreta se comparado com o restante do comércio ilegal de fauna no Brasil. O mais comum é serem noticiadas apreensões de aves em feiras.

O caso da Princesa Diamante, graças ao empenho do funcionário do Ibama Carlos Magno, conhecido como Batata, teve um desenrolar diferente e está se tornando um paradigma: típico para o tráfico internacional e exemplar sobre punição aos envolvidos.

- Leia a matéria completa do Jornal do Brasil
- Releia os posts do Fauna News “Animais raros: o tráfico brasileiro além das feiras”, de 8 de outubro de 2013, e “Caso Princesa Diamante: suspeitos de tráfico de jiboia rara são denunciados”, de 10 de outubro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Reflexão para o fim de semana: pelúcias para órfãos

Filhote de preguiça-real com seu bichinho de pelúcia
Foto: Girlene Medeiros/G1 AM

“Em Manaus, biólogos e veterinários utilizam bichos de pelúcia para cuidar de animais silvestres resgatados e entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os brinquedos funcionam como "mães postiças" dos filhotes que chegam à unidade do órgão nos primeiros meses de vida. A estratégia ganhou repercussão com a divulgação da campanha "Doe um Bichinho de Pelúcia a um Bichinho de Verdade". Somente em 2013, 62 filhotes foram entregues ao órgão.

A ação é realizada pelo Centro de Triagem de Animais do Ibama em parceria com a Gerência de Fauna (GFAU) do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Quando são filhotes os animais passam a maior parte do tempo agarrados e pendurados aos pais, por quem são carregados.”
– texto da matéria “No AM, centro que usa pelúcia como 'mães' recebeu 62 filhotes em 2013”, publicada em 15 de fevereiro de 2014 pelo portal G1

As pelúcias ajudam a dar uma certa “segurança sentimental” aos filhotes. Mas e o aprendizado para a vida livre? Esse dificilmente é substituído, o que aumenta as chances do cativeiro até o fim da vida.

- Leia a matéria completa do G1

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um impacto, cinco mortes e três órfãos. Na estrada de terra

“A mãe já estava morta, assim como os quatro irmãos. Mas haviam três sobreviventes, filhotes de gambá, que foram salvos na noite desta sexta-feira (3), em Petrópolis, Região Serrana do Rio. O socorro veio do Grupo de Assistência e Proteção aos Animais e ao Meio Ambiente (Gapa-ma). Os bichinhos foram encontrados de sangue, ainda dentro da bolsa abdominal (marsúpio) da mãe, em um trecho de terra da Estrada do Gentio, em Itaipava, 3º distrito do município. Nesta quarta-feira (8) eles terão a primeira consulta com a veterinária.

Filhotes ainda estavam vivos com a mãe morta
Foto: Carlos Eduardo Pereira/Gapa-ma

A cena foi triste e chocante, segundo Carlos Eduardo Pereira. “Ao pararmos para examiná-la (gambá adulta), constatamos que sua bolsa na barriga ainda se movimentava. Tínhamos que tentar fazer algo, então recolhemos a mãe e levamos todos para nossa casa”, contou o presidente do Gapa-ma, que estava com a esposa e também voluntária, Rosemary Hissa. Quatro já estavam mortos, ou pelo impacto da batida ou pela falta da mãe. “Os carros e motos passam por ali em alta velocidade. É um trecho de terra feito por alguns motociclistas de pista de motocross”, lamenta Carlos Eduardo.” – texto da matéria “Filhotes de gambá são salvos em Petrópolis, RJ, após atropelamento”, publicada em 6 de janeiro de 2014 pelo portal G1

Os sobreviventes estão sendo cuidados pelo casal
Foto: Carlos Eduardo Pereira/Gapa-ma

Pouco ou quase nada se noticia sobre os impactos das estradas de terra na fauna silvestre. Vias normalmente abertas sem planejamento ou estudo prévio para entender as consequências ambientais, elas são palco de atropelamentos de animais e responsáveis por fragmentar hábitats, impulsionar o desmatamento por ser um vetor de ocupação humana e por inúmeros outros problemas.

E ninguém discute, questiona ou tenta reduzir tais ocorrências.

Afinal, são apenas estradas de terra... mas que contribuem para o massacre de 475 milhões de animais silvestres todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras, segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas.

- Leia a matéria completa do portal G

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Começar a semana pensando...

...na retirada de ovos de ninhos para o comércio de papagaios filhotes.
Foto: Glaucia Seixas
"Os comerciantes ilegais retiram os ovos dos ninhos, deixando apenas um só, e os chocam em casa para comercialização dos filhotes".

Alberto Castro, fiscal do Ibama do Ceará, na matéria “Ibama intensifica combate ao tráfico de animais silvestres”, publicada em 31 de dezembro de 2013 pelo site do jornal Diário do Nordeste

- Leia a matéria completa do Diário do Nordeste

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pará: filhotes de onça, educação ambiental e Cetas

“Equipes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu) participam de uma operação no Parque Estadual do Charapucu, localizado no município de Afuá, no Arquipélago do Marajó, em apoio à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que coordena as ações de fiscalização. A operação, que teve início no último dia 18, conta ainda com a participação da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, e do Batalhão de Polícia Ambiental, da Polícia Militar. O objetivo é intensificar as ações de vistoria e fiscalização na área.

(...) Durante a ação de fiscalização, as equipes resgataram dois filhotes de onça, uma pintada e uma preta, ambas com cerca de 2 meses de idade. Os animais foram encontrados em casas de moradores ribeirinhos e, em seguida, receberam tratamento médico veterinário, foram amamentados e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), órgão gerenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Macapá.”
– texto da matéria “Grupamento Fluvial e Sema levam a operação Charapucu ao Marajó”, publicada pela Agência Pará (do governo paraense) em 27 de novembro de 2013

Estados da Amazônia ainda precisam de muita educação ambiental voltada para o contato da população com animais silvestres. Há duas grandes linhas formadoras do povo da região: os nordestinos e os indígenas. Em ambos há, fortemente, o hábito de manter animais silvestres em cativeiro domiciliar.

É o que acontece quando, por exemplo, populações ribeirinhas abatem fêmeas com filhotes durante a caça (seja para alimentação ou para “defesa”). Os pequenos animais acabam se tornando os bichos de estimação. É assim com primatas e com felinos. Foi, provavelmente, o que ocorreu com as duas onças apreendidas.

Os trabalhos de conscientização da população deveriam orientar sobre os problemas da caça as consequências de manter animais em cativeiro. Em casos de possíveis conflitos entre, por exemplo, felinos e moradores (que pretendem defender animais domésticos e de produção) deveriam ser oferecidas alternativas de captura e afastamento das onças sem a morte delas.

Outro problema que ficou evidente com a operação é a falta de Centros de Triagem de Animais Silvestres no estado do Pará. O único Cetas paraense pertence à Mineração Rio do Norte, foi inaugurado em 2012 na região da Floresta Nacional Saracá-Taquera, onde ocorre a extração de bauxita pela mineradora.

Um estado com o tamanho do Pará e a biodiversidade que possui deveria ter mais infraestrutura para cuidar de sua fauna. Da União, do Estado e dos Municípios não existe nada. As duas onças tiveram de seguir para Macapá.

Lamentável.

- Leia a matéria completa da Agência Pará

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Disque-denúncia é um canal contra o tráfico de animais

“Equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) conseguiram resgatar ao menos 16 aves silvestres que eram mantidas irregularmente em um bar de Cubatão. Debilitados, os animais foram levados para um centro de recuperação em Bauru. O proprietário do estabelecimento não foi preso, mas recebeu um multa superior a R$ 90 mil.

Entre as aves havia quatro filhotes de papagaio
Foto: A Tribuna

 Segundo o tenente da PMA Sandro da Lima, uma denúncia anônima feita pelo telefone 181 culminou na operação que localizou os animais. Foram resgatados sete curiós, quatro filhotes de papagaio, três picharros, um corrupião e um sabiá-laranjeira. Alguns estão na lista de espécies ameaçadas de extinção.”
– texto da matéria “Dono de bar é multado em R$ 90 mil por manter animais silvestres em cativeiro em Cubatão”, publicada em 22 de novembro de 2013 pelo site do jornal santista A Tribuna

A informação mais importante é a resposta da dada pela Polícia Militar Ambiental a uma informação passada pelo Disque-denúncia (181). Para os paulistas é um indicativo importante de que o serviço, que é nacional e gerenciado pelas secretarias de Segurança Pública de cada Estado, é sério.

Se a população utilizar o 181 como um canal de denúncias, a demanda forçará a atenção especial das autoridades. O poder público só funciona sob pressão e respondendo aos pedidos da sociedade. Você pode até achar que seu esforço em denunciar não terá resposta. E pode ser que não tenha.

Mas se o número de solicitações for alto, o poder público não poderá ignorar o problema do tráfico de fauna e da manutenção de animais silvestres em cativeiro doméstico ilegal.

- Leia a matéria completa de A Tribuna

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quem tem cinco filhotes de papagaio em casa? Traficante

“A Polícia Ambiental apreendeu 25 pássaros da fauna silvestre na tarde desta segunda-feira (11), em Italva, no Noroeste Fluminense. De acordo com os policias, uma denúncia anônima indicou que em uma casa da cidade um homem estaria mantendo as espécies em cativeiro. Foram apreendidos 5 filhotes de papagaio, 1 papagaio adulto, 6 pichanchões, 8 canários da terra, 1 trinca ferro, 3 coleiros e 1 coleiro paulista.” – texto da matéria “Polícia Ambiental apreende 25 pássaros em casa de Italva, no RJ”, publicada em 12 de novembro de 2013 pelo portal G1

Filhotes de papagaios apreendidos
Foto: Divulgação PM Ambiental RJ

Não é comum encontrar em uma única residência seis papagaios, sendo cinco deles filhotes. A rotina das apreensões envolve muitos pássaros e, normalmente, um papagaio. A apreensão dos filhotes é bastante suspeita e deve ser investigada pela polícia, pois não surpreenderá se o infrator não estiver envolvido com a venda das aves.

Depois dos passeriformes (os pássaros de bela plumagem e canto atraente), os psitaciformes (papagaios e araras) são as aves mais traficadas no Brasil. Vale destacar que mais de 80% dos animais vítimas do mercado negro de fauna nacional são aves.

- Leia a matéria completa do portal G1

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Tráfico de papagaios-verdadeiros: o combate com ajuda da comunidade

“A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), operação com o objetivo de combater crimes ambientais durante o feriado em Mato Grosso do Sul. Conforme a polícia, a ação tem como foco o combate ao tráfico de papagaios, além de outros animais silvestres e a pesca predatória comum no mês de outubro, que antecede a Piracema.

Filhotes de papagaios-verdadeiros no Centro 
de Reabilitação de Campo Grande
Foto: Glaucia Seixas

(...) Antes da operação, a polícia ambiental vinha realizando trabalhos preventivos nas propriedades rurais, já que a principal forma de agir dos traficantes é aliciando sitiantes e funcionários de propriedades rurais para que os mesmos facilitem na venda e compra desses animais.” – texto da matéria “Tráfico de papagaios será principal alvo de operação da PMA em MS”, publicada em 10 de outubro de 2013 pelo portal G1

A notícia vale ser destacada por um único aspecto: o trabalho preventivo da Polícia Militar Ambiental. Mostrar para a população os problemas envolvidos na apanha de filhotes de papagaios-verdadeiros é essencial para reduzir o tráfico da espécie. A matéria “Aberta a temporada do tráfico, publicada pela revista Terra da Gente, em setembro de 2012, abordou esse problema:

“A organização dos bandidos começa previamente à postura dos ovos, que ocorre cerca de 27 a 30 dias antes do nascimento. Os traficantes, paulistas na maioria, entram em contato com sitiantes, trabalhadores rurais e assentados que vivem na região próxima da divisa com o estado de São Paulo e encomendam a coleta dos filhotes. Oferecem cerca de R$ 30,00 por papagaio-verdadeiro, fecham negócio com esses moradores e acertam os detalhes finais, como a data de retirada. Para os sul-mato-grossenses envolvidos, o dinheiro é um complemento de renda. Para os paulistas, a venda é lucro certo, já que cada ave é comercializada no mercado negro como bicho de estimação por valores que variam entre R$ 150,00 e R$ 250,00. Os animais legalizados custam entre R$ 1.800,00 e R$ 2.500,00.

Filhotes, já maiores, em oco de árvore na natureza
Foto: Glaucia Seixas

Combinados preços e prazos, os responsáveis por apanhar as aves buscam os ninhos em ocos de troncos e de galhos pelas fazendas e áreas com vegetação ainda preservada. A procura não é complicada, afinal os papagaios-verdadeiros são abundantes e normalmente botam seus ovos nos mesmos locais de anos anteriores. Com os ninhos identificados, basta esperar os nascimentos para a coleta, que muitas vezes tem as noites como aliadas.”


A temporada de captura de papagaios-verdadeiros  no Cerrado do Mato Grosso do Sul ocorre, principalmente, em setembro e outubro. É o período de nascimento dos filhotes, que vão abastecer os grandes centros urbanos do Sudeste, com destaque para a Região Metropolitana de São Paulo.

‘“O número pode chegar facilmente aos milhares”, afirma Marcelo Pavlenco Rocha. Presidente da ONG paulista SOS Fauna, que combate o tráfico de fauna desde 1989, Rocha conta que, durante uma conversa informal, homens da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul disseram acreditar que apenas cerca de 5% dos papagaios-verdadeiros retirados da natureza são apreendidos.’ – texto da revista

Sem a colaboração das comunidades onde ocorrem os nascimentos dos papagaios-verdadeiros, não há sistema repressivo que consiga coibir a coleta de filhotes. As áreas são grandes, muitas delas isoladas e de difícil acesso.

- Leia a matéria completa do portal G1
- Leia a matéria completa da revista Terra da Gente

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Filhotes de papagaio: um presentinho para as crianças

Animais são, para muita gente, o mesmo que objetos. Preocupação com bem estar do bicho e com a saúde dos ecossistemas não existe.

“Policiais rodoviários federais apreenderam na manhã desta quarta-feira (2) seis filhotes de papagaio próximo a Quatro Pontes, no oeste do Paraná. Os animais silvestres estavam em uma mala no compartimento de bagagem de mão em um ônibus que seguia para Porto Alegre (RS) e foram descobertos durante uma abordagem no posto de fiscalização da BR-163 por volta das 5h30, depois de os agentes ouvirem o som dos pássaros.

Pequenos, sem penas e com os olhos ainda 
fechados: retirados do ninho
Foto: Divulgação Polícia Rodoviária Federal

Um suspeito, de 57 anos, foi preso por tráfico de animais silvestres. Ele disse aos policiais que comprou as aves em  Juti (MS) e as levaria para presentear os filhos que moram em Coronel Vivida, no sudoeste do estado. O homem foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon e os papagaios encaminhados para a sede da Polícia Ambiental em Santa Helena.” – texto da matéria “Policiais apreendem seis filhotes de papagaio em rodovia do Paraná”, publicada em 2 de outubro de 2013 pelo portal G1

Muita gente condena o tráfico de animais. As pessoas ficam indignadas quando se deparam com cenas de bichos sendo vendidos em acostamentos de rodovias e feiras livres ou quando são divulgadas cenas de apreensões de centenas de aves, muitas desidratadas e famintas, e todas amontoadas em pequenas gaiolas ou caixas.

O que mais surpreende é o fato de que a maioria da população brasileira ainda sustenta esse mercado negro. O fato de comprar o animal parece ser menos errado do que a ação de vender. A falta de sensibilização e de informação das pessoas para o problema permite que a cultura do silvestre como bicho de estimação (principalmente aves em gaiolas) continue sólida.

A atitude desse homem de 57 anos, surpreendido com os presentinhos para seus filhos, é um exemplo disso. Enquanto houver gente querendo comprar, haverá gente disposta a capturar e vender.

Resta agora, para os sete papagaios filhotes, a luta pela vida. Com muita sorte serão inseridos em algum programa decente de reabilitação e reintrodução à vida livre. Voltar ao Mato Grosso do Sul, provavelmente nunca mais.

- Leia a matéria completa do portal G1

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ararajubas nascidas em cativeiro: tentando recuperar o que o tráfico ajudou a destruir

 29 de julho de 2013 - Uma observação: "Existem criadores que reproduzem ararajubas em cativeiro com aparente facilidade, Das duas uma, eles são muito bons nas técnicas de reprodução ou então há muitos indivíduos sendo "esquentados" para o comércio "legal". A notícia do nascimento destes dois indivíduos dá a impressão de um cenário semelhando ao da ararinha-azul, que as populações da espécie estão sendo comprometidas, o que não parece, mas ficará sério se não houver seriedade em fiscalização e iniciativas de conservação." - Marcelo Pavlenco Rocha, presidente da SOS Fauna, envolvido no combate ao tráfico de animais desde 1989

____________________________________________________________________________

“Funcionários do Parque Zoobotânico em Parauapebas, sudeste do Pará, comemoram o nascimento em cativeiro de duas Ararajubas. As cores verde e amarelo, aos poucos, começam a ficar definidas nas araras. Um ambiente especial foi preparado para o crescimento dos animais e, por enquanto, o público ainda não pode ter acesso à área do parque onde os filhotes estão. Apenas os pais da espécie acompanham o crescimento dos filhotes.

Ararajubas do Parque Zoobotânico Vale, em Parauapebas (PA)
Foto: site Vale

Desde 2010, quando começaram as primeiras tentativas de reprodução da ararajuba em cativeiro, esta foi a primeira experiência de sucesso. E para a surpresa dos funcionários do parque, foram gerados dois filhotes.

As aves têm três meses de vida e a fase mais difícil já passou.”
– texto da matéria “Ararajubas nascem em cativeiro no parque zoobotânico de Parauapebas”, publicada em 19 de julho de 2013 pelo portal G1

A comemoração é válida e o trabalho mercê os parabéns. Uma pena que a sociedade tenha de comemorar a realização de conquista motivada pela perda.

“A destruição do habitat natural e o tráfico desses animais estão entre os principais motivos que levaram a ave a entrar na lista das espécies ameaçadas de extinção.” – texto do G1

Mas esse sucesso é só um primeiro passo. A difícil reprodução em cativeiro é só o primeiro passo para, quem sabe, repovoar as matas que sobraram do hábitat da espécie. Além disso, a defesa da floresta saudável (com a cadeia alimentar preservada) onde vivem essas aves é essencial para a sobrevivência da espécie.

Repare na dificuldade para consertar os danos do desmatamento e do tráfico de fauna.

- Leia a matéria completa do portal G1 (tem vídeo)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Reflexão para o fim de semana: nascimento de novas ararinhas-azuis

Novas ararinhas: a espécie conta agora com 83 aves
Imagem: Reprodução de vídeo da Al Wabra Wildlife Preservation

“A AWWP (Al Wabra Wildlife Preservation) anunciou o nascimento de quatro ararinhas-azuis no Catar. Duas delas foram provenientes do emprego de técnicas de inseminação artificial com o apoio de uma consultoria em reprodução de psitacídeos da Alemanha.

Com esses quatro filhotes a população de ararinhas-azuis em cativeiro passa a ser de 83 indivíduos.”
– texto da página do Facebook do Projeto Ararinha na Natureza, publicado em 23 de maio de 2013

Vale lembrar que a espécie está extinta na natureza e uma das principais causa do seu desaparecimento foi sua captura para o tráfico.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Começar a semana pensando...

Mais uma vez no Paraguai. E mais uma vez com papagaios.

“A polícia resgatou 211 papagaios retirados de florestas remotas do Paraguai e fezm quatro prisões.

Filhotes de papagaios apreendidos no Paraguai
Foto: City Parrots

O veterinário Carlos Britos, do Ministério do Meio Ambiente do Paraguaim identificou as aves resgatadas como papagaios-verdadeiros, cujo nome científico é Amazona aestiva. Ele disse que muitos ainda são jovens e foram retirados de seus ninhos. Quarta-feira, ele disse que eles estão sendo cuidados por biólogos do governo em um parque nacional e serão devolvidos à natureza assim que possam voar.”
– tradução do texto da matéria “Paraguay Police Rescue 211 Parrots”, publicada em 2 de janeiro de 2013 pelo site da City Parrots

Vale lembrar que em 4 de janeiro de 2013, o Fauna News publicou “Reflexão para o fim de semana: papagaios traficados do Paraguai”, em que repercutiu a apreensão de quatro filhotes de papagaios (um morreu) com um homem de 25 anos na rodoviária de Cascavel, no Paraná. As aves tinham sido compradas no Paraguai.

Ao que parece, os papagaios que vivem no Paraguai devem estar em pleno período de nascimentos. E, assim como acontece no Mato Grosso do Sul anualmente (setembro e outubro), ocorre a coleta dos filhotes nos ninhos para o comércio ilegal. Infelizmente, esse tipo de crime ainda não é combatido nas áreas de apanha das aves, onde são necessários um forte trabalho de educação ambiental, políticas sociais de geração de renda para as comunidades que vivem na região onde habitam os papagaios e, lógico, fiscalização.

Enquanto só se investir em repressão, que conta com a sorte e não com inteligência para coibir o tráfico de animais, esse crime continuará existindo com força.

- Leia a matéria da City Parrots (em inglês)
- Releia “Reflexão para o fim de semana: papagaios traficados do Paraguai”
- Leia a matéria “Aberta a temporada do tráfico”, publicada na edição 101, de setembro de 2012, da revista Terra da Gente, sobre o comércio ilegal de papagaios-verdadeiros

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tráfico de tigres: mais uma vez na Tailândia

“A polícia tailandesa prendeu um suposto traficante de animais que transportava 16 filhotes de tigre em seu veículo, informou neste sábado a imprensa local.

Um dos filhotes apreendidos na Tailândia
Foto: Daily News

O suspeito, de 52 anos, foi descoberto durante uma blitz policial na província de Khon Kaen, no noroeste da Tailândia, na fronteira com o Laos, segundo o jornal 'Bangcoc Post'.

Os felinos, com idade entre seis semanas e dois meses, estavam escondidos dentro do veículo presos em diferentes jaulas. A polícia disse que o prisioneiro, que responderá pelas acusações de posse ilegal e tráfico de espécies em perigo de extinção, declarou que uma pessoa tinha pagado 15.000 bat (US$ 500) para ele transportar os animais.”
– texto da matéria “Homem que escondia 16 filhotes de tigre é preso na Tailândia”, publicada em 27 de outubro de 2012 pelo site da revista Exame

Em 10 de janeiro de 2012, o Fauna News publicou “Mais uma apreensão de peles e ossos de tigres. O felino tende a desaparecer”. O post relatou outra apreensão na Tailândia, mas, na oportunidade, foram encontrados somente as peles e os ossos dos animais:

Atualmente, a demanda pelas partes de tigres é grande na China, onde os ossos do animal são usados em remédios. No restante da Ásia também há localidades onde populações consideram que bigodes, garras e dentes trazem proteção e sorte. No sudeste do continente, com destaque para o Vietnã e a Tailândia, estão os grandes centros desse tráfico.

No início de 1900, os tigres eram encontrados em toda a Ásia e sua população era de mais de 100 mil animais. As estimativas atuais indicam que menos de 3.200 permanecem em estado selvagem.  A caça ilegal, principalmente para obter sua pele e ossos para uso decorativo ou medicinal, é uma das principais causas do declínio do animal.

De acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), a maioria das subespécies dos tigres tem sua população em declínio.

- Assista ao vídeo da BBC Brasil sobre a apreensão:


- Leia a matéria completa do site da revista Exame
- Releia " “Mais uma apreensão de peles e ossos de tigres. O felino tende a desaparecer”, publicado pelo Fauna News em 10 d ejaneiro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Filhotes de tigre iam virar remédio. Igual aos chifres de rinocerontes

“Polícia na província central do Vietnã de Ha Tinh encontrou quatro filhotes de tigre - todos vivos - pesando 22,15 quilos no total e 119 pangolins totalizando cerca de 424 quilos sem origem clara escondida em um carro no início da manhã de 04 de setembro.” – texto traduzido da matéria “4 tiger cubs, alive, caught hidden in car” (4 filhotes de tigre, vivos, pegos escondidos em carro), publicada em 4 de setembro de 2012 pelo site vietnamita Tuoitrenews.vt

Filhoes apreendidos no Vietnã
Foto: AFP

Atualmente, a demanda pelas partes de tigres é grande na China, onde os ossos do animal são usados em remédios. No restante da Ásia também há localidades onde populações consideram que bigodes, garras e dentes trazem proteção e sorte. No sudeste do continente, com destaque para o Vietnã e a Tailândia, estão os grandes centros desse tráfico.

“Ho Sy Hanh e Bui Van Manh, ambos residentes ser local, disseram à polícia que haviam sido contratado para transportar os animais, mas eles não revelaram as identidades dos verdadeiros proprietários.(...)

Gaiolas onde os tigres eramt ransportados
Foto: Tuoi Tre
Segundo as estatísticas, em 2011 divulgados pelo World Wildlife Fund (WWF), há uma pequena população de 30 tigres selvagens no Vietnam. Cerca de 100 tigres selvagens viviam no país há 10 anos.
A negociação de partes de tigre que são frequentemente utilizados em medicamentos tradicionais é acreditado para colocar pressão sobre o número de tigres em estado selvagem.” – texto do Tuoitrenews.vt

A semelhança com o que está acontecendo com os rinocerontes não é mera coincidência.

Rinoceronte morto na África do Sul por causa de seu chifre
Foto: Troy Otto

Somente na África do Sul, país que abriga 40% do total dos rinocerontes-negros e 93% dos brancos, em estado selvagem, o órgão estatal que gerencia os parques nacionais (South African National Parks) divulgou que 448 animais das duas espécies foram mortos apenas em 2011. Um aumento de 34,5% em relação ao ano anterior.

E toda essa matança é motivada pela crença que o pó do chifre dos rinocerontes pode curar até Câncer. Atualmente, o Vietnã é o principal importador do produto, que só existe no mercado negro com o grama valendo mais que o grama do ouro.

- Leia a matéria completa do Tuoitrenews.vt (em inglês)
- Leia a matéria do portal G1

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mistério: como as três corujinhas foram parar na caixa de papelão?

Encontrei em dois sites a notícia sobre o encontro, por funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), de três filhotes de coruja em uma caixa de papelão às margens da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, em Londrina.

“Três filhotes de coruja foram encontrados por funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Londrina abandonados em uma caixa, na segunda-feira (22). Eles acionaram a 2ª Companhia da Polícia Ambiental que fez o resgate dos animais.

Como elas forma parar em uma caixa às margens de uma rodovia?
Foto: Polícia Ambiental do Paraná

Os funcionários do IAP acharam as corujas quando passavam próximo à Mata dos Godoy, às margens da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano. Elas estavam em uma caixa de papelão, em boas condições de saúde e pertencem à espécie Suindara.”
– texto da matéria “Filhotes de coruja são encontrados abandonados em caixa em Londrina”, publicado em 24 de maio de 2012 pelo odiario.com

Tudo chama a atenção na notícia: o inusitado da espécie, a falta de informações sobre como elas foram parar ali e como os funcionários do IAP as encontraram. O fato não chamou tanto a intenção da imprensa, que se contentou em noticiar o caso com poucas informações.

Foto: Polícia Ambiental do Paraná

Será que as corujinhas seriam vítimas de traficantes de animais?

- Leia a matéria completa de odiario.com
- Leia a matéria completa do portal G1