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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Festival de Parintins está chegando: cuidado com o tráfico de partes de animais

Está chegando o Festival de Parintins (AM), uma das mais belas festas folclóricas do país. Anualmente, no último fim de semana de junho, os aficionados pelos bois Caprichoso e Garantido se apresentam no Bumbódromo, mostrando lendas, costumes e diversos outros aspectos da cultura local.

A festa começou em 1965 e cresceu tanto que passou a ser uma das grandes atrações turística do Brasil. Suas alegorias e fantasias são extremamente bem feitas e luxuosas e consomem há anos partes de animais silvestres, como penas. Por esse motivo, o Ibama passou a fiscalizar os trabalhos dos bois concorrentes, bem como o comércio ilegal de animais silvestres e suas partes (penas, garras, dentes, couro, etc.), nas ruas e estabelecimentos de Parintins.

“Combater o uso de subprodutos da fauna silvestre amazônica na confecção de artesanatos como penas, plumas, peles, ossos, escamas, olhos, couros e dentes passou a ser a partir do dia 10, o foco da campanha “Não tire as penas da vida” desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação de conscientização, amparada na Lei de Crimes Ambientais 9605/1998, é feita em Parintins desde 2002 no período do festival folclórico.

Ibama intensifica fiscalização em Parintins
Foto: divulgação Ibama

Restaurantes, mercados e feiras da cidade serão alvo das fiscalizações dos agentes do Ibama, com apoio da Polícia Ambiental, por causa do comércio ilegal de animais silvestres ameaçados de extinção, como quelônios (tartaruga, tracajá), peixes protegidos por lei (pirarucu sem origem legal e tambaqui abaixo de 55 centímetros), carnes de caças (cotia, capivara, tatu, porco do mato). O Ibama vai monitorar embarcações no rio Amazonas e na chegada nos portos da cidade.

Outros pontos de fiscalização são o aeroporto Municipal Júlio Belém, galpões e ateliês de fantasias dos bumbás. Em maio deste ano, os bois Caprichoso e Garantido assinaram termo de compromisso perante o Ministério Público Estadual (MPE) e Ibama no qual se comprometem evitar uso de subprodutos da fauna. Os bumbás também receberam orientações do Ibama quanto a questão da destinação dos resíduos sólidos produzidos ao longo do processo de confecção dos projetos de arena.”
– texto da matéria “Ibama declara guerra contra produtos feitos com subprodutos de animais”, publicada em 15 de junho de 2014 pelo site Repórter Parintins

Material alternativo (que não é de origem animal) para a confecção de fantasias e alegorias já existem no mercado. Falta comprometimento dos integrantes do Caprichoso e do Garantido, afinal há 12 anos o Ibama fiscaliza o trabalho deles.

Para a população que comercializa e compra artesanato feito com partes de animais silvestres falta uma campanha permanente de conscientização.

- Leia a matéria completa do Repórter Parintins

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Começar a semana pensando...

...em moda. Já passou da hora de a indústria da moda agir e parar de usar peles de animais em suas criações. O sintético está aí faz tempo.

Mas já que muitos profissionais dessa moda cruel insistem no atraso, quem sabe uma nova lei começa a mudar isso:

‘A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou hoje o Projeto de Lei 684/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que veda o uso de peles de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos em eventos de moda no Brasil. A pena prevista é de reclusão de um a três anos e multa. O projeto acrescenta artigo à Lei de Crimes Ambientais (9.605/98).

Foto: Eco4planet.com

O relator da proposta, deputado Renato Molling (PP-RS), apresentou substitutivo para retirar da proposta o couro proveniente de animais reproduzidos em cativeiro e criados com autorização oficial. Segundo o parlamentar, “o Brasil não abate qualquer animal para atender a demanda por couro ou pele. Nesse sentido, a produção de couro é, na realidade, uma indústria de reciclagem, que transforma um subproduto que seria descartado em um bem econômico”.’ – texto da matéria “Comissão proíbe uso de pele de animal em eventos de moda”, publicada em 25 de abril de 2012 pela Agência Câmara de Notícias

A polêmica envolvendo o substitutivo do deputado Renato Molling está aberta, afinal o espírito da iniciativa do deputado Welinton Prado é exatamente outro e está claro na justificativa do projeto:

"Mesmo quando criados em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes e padeceriam horrores na hora de extrair a pele."

O projeto de Lei segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para depois ser votada em plenário.

O próximo passo é acabar com o comércio desses produtos e não impedir apenas o uso em eventos de moda.

- Conheça o Projeto de Lei 684/11
- Leia a matéria completa da Agência Câmara de Notícias
Releia os posts do Fauna News sobre o assunto:
- “Na contramão da evolução, estilistas investem em peles”, publicado em 20 de abril de 2011
- “Começar a a semana pensando...”, publicado em 6 de fevereiro de 2012