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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Crimes contra a fauna, fiscalização e conscientização pela Polícia Ambiental da Paraíba

“O Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba (BPAmb) realizou, nos primeiros quatro meses deste ano, 489 autuações em todo Estado. O número representa um aumento de 2,73% das ocorrências com relação ao mesmo período de 2013, graças ao trabalho preventivo e fiscalizador da corporação.


Crimes contra a fauna não diminuirão sem educação
Foto: Walter Paparazzo/G1

A maior parte desses crimes e infrações está concentrada nas regiões metropolitanas e suas cidades circunvizinhas, especialmente nas feiras livres. Em 21,6% dos casos, são ilícitos contra a fauna, poluição sonora e falta de licença ambiental.

(...) Trabalho educativo – Para combater os crimes ambientais e apoiar as ações ostensivas, o BPAmb também intensifica as atividades preventivas. Um desses exemplos é o trabalho de mobilização da população. Ele é feito a partir das faixas etárias mais jovens, com a realização de palestras educativas em escolas e eventos educacionais.”
– texto da matéria “Polícia registra quase 500 denúncias de crimes ambientais este ano”, publicada em 6 de maio de 2014 pelo site PBAgora

Dá para perceber que a Polícia Ambiental da Paraíba já admitiu que somente fiscalização e repressão não vão reduzir a quantidade de crimes ambientais, em especial contra a fauna. Tanto que, mesmo não sendo sua obrigação, a corporação realiza atividades de educação ambiental.

Por mais operações a atendimentos de solicitações e denúncias que a polícia realize, crimes como o tráfico de animais e a manutenção sem autorização de silvestres em cativeiro doméstico vão continuar acontecendo. Pior: sem a conscientização da população das graves consequências para os ecossistemas e para a saúde pública (com a transmissão de doenças) esses números vão continuar aumentando.

Os policiais podem continuar fazendo palestras e eventos educacionais, mas a ação é pouca. Cabe a outros setores do poder público, como secretarias de Meio Ambiente e de Educação, se envolver para disseminar em massa um trabalho de longo prazo para a redução de crimes contra a fauna.

Caso contrário, é como dizem: a fiscalização vai enxugar gelo.

- Leia a matéria completa do PBAgora

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Operação contra o crime em MG: a fauna não está esquecida

“Ao todo, a Operação Impacto já prendeu 580 pessoas e apreendeu, pelo menos, 140 veículos, 110 armas de fogo, 200 munições, 42 pássaros, 39 máquinas caça-níqueis, 9 animais silvestres, 9 Ipods e R$ 31.283,55, além de 2.515 pedras e 3,6 kg de crack, 499 dolas e 3,3 kg de cocaína, 33 tabletes, 482 buchas e 30 kg de maconha e 12 balanças de precisão.” – texto da matéria “Operação Impacto fecha balanço com mais de 70 prisões em Minas Gerais”, publicada em 6 de novembro de 2013 pelo site do jornal Estado de Minas

Esses número representam o resultado de seis edições dessa operação em Minas Gerais. “A Operação Impacto foi realizada pela primeira vez em abril deste ano, sendo fruto de um trabalho integrado da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), com a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, o Ministério Público e o Poder Judiciário.” – texto do Estado de Minas

Felizmente, as autoridades mineiras não estão deixando os crimes contra a fauna de fora de suas operações. É rotina que essas ações tenham foco no tráfico de drogas, nos diversos tipos de roubos e furtos e na captura de condenados. Afinal, pela legislação brasileira, manter animais silvestres em cativeiro sem autorização ou traficar os bichos é um crime de “menor potencial ofensivo”...

Parabéns às polícias de Minas Gerais. Mesmo com a legislação sendo fraca e não punindo ninguém, esse trabalho repressivo tem de ser feito.

- Leia a matéria completa do Estado de Minas