Mostrando postagens com marcador vulnerável. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vulnerável. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Tatu-canastra atropelado no MS: quando a espécie corre risco de extinção a perda é maior

“Desta vez a vítima de trânsito na BR-359 foi um tatu Canastra, um dos maiores tatu do mundo segundo os ambientalistas.


Tatu-canastra: espécie em risco de extinção
Foto: divulgação Alcinopolis.com

O Registro foi feito por um leitor do site alcinopolis.com que enviou as fotos pelo WhatsApp. Segundo o leitor, o tatu estava nas margens da BR já sem vida, que provavelmente a causa da morte tenha sido atropelamento, ele só não soube dizer em que Km, mas disse que é no município de Coxim.” – texto da matéria “Tatu Canastra é encontrado morto na BR-359, no município de Coxim”, publicada em 17 de maio de 2014 pelo site Alcinopolis.com (Alcinópolis – MS)

O atropelamento de qualquer animal sempre representa alguma perda para os ecossistemas. Vale saber que, de acordo com o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras.

Mas essas perdas podem ser ainda mais impactantes quando envolvem animais de espécies ameaçadas de extinção. É o caso do tatu-canastra, classificado com “vulnerável” na listagem brasileira de espécies da fauna em risco de extinção.

A perda de um animal nessas condições tem grande impacto para a espécie e para o hábitat, já que são poucos os que restam para cumprir suas funções ecológicas.

“É o maior tatu existente. Seu comprimento pode chegar a 1,5 m, incluindo a cauda, e os adultos podem atingir 60 kg. Ao contrário de outros tatus, esta espécie frequentemente destrói os cupinzeiros quando está se alimentando, sendo um importante regulador das populações desses insetos no ecossistema.” – texto informativo sobre a espécie no site do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

- Leia a matéria completa do Alcinopolis.com
- Leia o texto completo do ICMBio sobre o tatu-canastra

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coalas em perigo: mais uma vítima da invasão humana

A redução de hábitat causada pela urbanização na Austrália e as consequências desse processo estão colocando em perigo os coalas. Esse é um fenômeno mundial, que atinge todas as nações, não importando se desenvolvidas, em desenvolvimento ou subdesenvolvidas.

“As populações de coalas de certas regiões da Austrália estão enfrentando um forte declínio em seus números.

População da espécie está em declínio
Foto: Reuters

Muitos dos animais vivem na natureza, mas perto de regiões já bastante urbanizadas, e acabam sendo atropelados por automóveis em estradas locais ou atacados por cães. (...)

Desde maio deste ano, 36 coalas já morreram na região de Nova Gales do Sul, no sul da Austrália.”
– texto da matéria “Coalas feridos recebem tratamento em hospitais”, publicada pela BBC Brasil em 7 de agosto de 2012

A matéria conta um pouco do trabalho de um hospital veterinário que atende 250 coalas com diversos ferimentos (muitos atropelados) e doenças. O número de atendimentos aumento, segundo a instituição, 40% em relação ao ano passado.

Filhote de coala em hospital na Austrália
Foto: BBC

O governo australiano, que classifica a espécie como “vulnerável”, estima em 100 mil a população de coalas na natureza. E esse número está em declínio.

“A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalas da Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat - provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.”
– texto da matéria “Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF”, publicada em 15 de maio de 2012 pela revista Veja

E depois, quando há relatos de acidentes envolvendo fauna silvestre ou apreensões de bichos em ambiente urbano, a maioria da população ainda afirma que “os animais estão invadindo as cidades”. Pode?

Assista ao vídeo da BBC Brasil sobre os coalas em hospitais australianos:


- Leia a matéria completa da BBC Brasil
- Leia a matéria da Veja