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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rodovia AM-070: duplicação e indução de urbanização afetando animais. Cadê o poder público?

“A duplicação das vias da rodovia Manuel Urbano (AM-070) e as recentes invasões na rodovia têm dispersado os animais silvestres e provocado acidentes no decorrer da pista.  A observação é dos próprios moradores que vivem às margens da AM 070.” – texto da matéria “Progresso ameaça vida de animais na rodovia AM-070”, publicada em 18 de agosto de 2013 pelo jornal A Crítica (AM)

 A duplicação custará R$ 224 milhões

A derrubada de florestas para a duplicação tem impactado a fauna
Fotos: Adriana Santos

O relato da matéria dá a entender que o poder público, tanto o governo do Amazonas quanto das prefeituras envolvidas, parecem não estar atuando para evitar graves impactos à fauna silvestre. O problema mais evidente são os atropelamentos.

“A fuga dos animais, segundo o agricultor (Enerstro Pereira – observação do Fauna News), também é atestada no crescimento no número de acidentes. “Daqui de casa eu já vi amanhecer tamanduás, mucuras e tatus atropelados aqui na via. É compreensível, porque as pessoas andam muito rápido nas rodovias, não é? Mas desde que as obras começaram o número de acidentes também aumentou bastante”, avaliou.

As preguiças estão entre as espécies mais impactadas
Foto: Edivaldo Ramos

Romoaldo Guimarães, 56, mora no quilômetros 67 da AM-070. Ele conta que da varanda de casa é comum ver os acidentes envolvendo animais. “Venho sempre ver se não é um dos meus bichos. Hoje mesmo de manhã teve um acidente e pensei que era um dos meus patos, mas era uma mucura da mata mesmo”, afirmou.”
– texto de A Crítica

Mas os problemas da construção e ampliação de estradas envolvendo fauna não ficam restritos aos atropelamentos. A derrubada da floresta para a duplicação da AM-070 e a invasão de quase mil pessoas nas proximidades da estrada têm expulsado os animais.

“Morador há dois anos do quilômetro 54 da rodovia, o agricultor Enerstro Pereira afirma ter encontrado mais animais silvestres próximo à casa dele depois no início das obras. “Na minha casa aumentou a quantidade de cobras. Aqui próximo, na comunidade Santa Luzia, já viram até onça! Era por volta das 23h quando viram o animal por lá. Perigoso demais”, disse.

(...)Há 20 anos morando na rodovia, Romoaldo disse que já acompanhou várias vezes a movimentação dos animais dentro da floresta e perto da pista.  “Eles não têm para onde ir e procuram a terra firme mais próxima, nossas casas. Se estão desmatando lá no começo da rodovia é natural que eles venham para cá, que ainda tem mata fechada”, disse.

‘Fuga dos animais’ na área urbana
A invasão de animais silvestres também é registrada dentro da área urbana de Manaus. Em cinco meses, o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) registrou o resgate de 150 animais silvestres em residências de Manaus.”
– texto de A Crítica

Com tudo isso acontecendo, a matéria de A Crítica não apresentou explicação alguma do poder público. A rodovia é estadual e corta alguns municípios. Ou a apuração jornalística foi falha ou se algum representante dos governos foi ouvido, onde está a explicação deles?

De qualquer forma, os responsáveis pela duplicação tem uma série de problemas para resolver. O que parece não estar sendo feito. Tanto que usuários da estrada estão se mexendo:

“Uma campanha publicitária prevista para ser lançada no fim do mês pretende diminuir a quantidade de acidentes na rodovia. A ideia da campanha veio do administrador Edivaldo Ramos, que presta consultoria a uma empresa em Manacapuru.

Edivaldo conta que teve a ideia da campanha publicitária após resgatar uma preguiça na estrada. “Ela estava prestes a ser morta, mas conseguimos tirá-la da via. Encontrei outra na semana posterior, que não teve a mesma sorte e já havia sido morta por atropelamento”, conta.

A intenção é desenvolver placas chamando a atenção dos condutores. “Pedi que um especialista fizesse uma arte de uma preguiça com um filhote e uma frase que lembrasse a existência deles no local. Sei que as pessoas não vão diminuir a velocidade na rodovia, mas espero que elas prestem mais atenção no trânsito e evitem novos acidentes”, disse.

A campanha está em fase de confecção e aguardando patrocínios. O projeto prevê a distribuição de placas e um outdoor na rodovia e a intenção é que o projeto seja lançado em 15 dias.” 
- texto de A Crítica

Novamente vale a pergunta: cadê o poder público? Afinal, a duplicação custará R$ 224 milhões e espera-se que, no mínimo, as consequências aos animais silvestres tenham sido pensadas.

- Leia a matéria completa de A Crítica

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A perda de hábitat promovida pelo homem

Quando se afirma que a perda de hábitat é a principal causa da extinção de espécies é sobre isso que está se falando:

“As savanas da África e os leões que vivem ali estão desaparecendo a um ritmo alarmante, com uma redução de dois terços nos últimos 50 anos, segundo estudo publicado nesta semana.

A população de leões diminuiu por causa da destruição das savanas
Foto: Carley Petesch/AP

A partir de informações obtidas via satélite, pesquisadores da Universidade Duke, no Reino Unido, descobriram que apenas 32 mil leões vivem agora nas savanas do continente, em comparação com os cerca de 100 mil que habitavam ali em 1960 (uma queda de 68%).

A redução foi particularmente extrema na África ocidental, onde as populações humanas dobraram nas últimas três décadas, segundo estudo publicado na revista "Biodiversity and Conservation". A pesquisa sustenta que menos de 500 leões permanecem na região.”
– texto da matéria “Redução de savanas na África ameaça vida de leões, aponta estudo”, publicado em 5 de dezembro de 2012 pelo portal G1

A expansão da ocupação humana por meio da agricultura, da pecuária e da urbanização está aniquilando a vida silvestre. O desmatamento não impacta apenas a vegetação, que é suprimida e o solo, que acaba contaminado. Mas os animais sofrem com a fragmentação e contaminação, quando não da eliminação total, de seus lares.

E quando uma espécie desaparece de um determinado ecossistema, toda a teia alimentar sofre. Afinal, esse bicho predava algum outro (controle populacional) ou servia de alimento para outro animal. A fauna também ajuda na dispersão de sementes e realiza diversas atividades que mantém o equilíbrio ambiental.

Já pensou em um mundo sem os leões?

- Leia a matéria completa do portal G1

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Urbanização e maldade vitimam animais em Manaus (AM)

“Um total de 880 animais encontrados nas ruas de Manaus foram resgatados de janeiro a novembro deste ano e entregues no Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, na Zona Leste. Apenas 60% dos animais têm condições de voltar ao ambiente natural. A maioria é vítima de atropelamento, choque elétrico, baladeira, arma de fogo e pauladas. Poucos chegam ao refúgio ilesos.” – texto da matéria “Cerca de 880 animais são resgatados por moradores do AM”, publicada em 27 de novembro de 2012 pelo jornal A Crítica

Biólogo Gabriel Alves da Silva resgatando preguiça
Foto: Antonio Menezes

Os animais estão cada vez mais expostos às armadilhas da urbanização: ruas, avenidas e fiação elétrica, por exemplo, causam ferimentos graves e morte. Em Manaus, como na quase totalidade dos municípios brasileiros, não há sinalização ou infraestrutura para reduzir danos à fauna.

“Biólogo há três anos, Gabriel (Gabriel Alves da Silva) mora no conjunto Atílio Andreaza próximo à Ufam e revela que mesmo com a constante movimentação de animais, não há sinalização alertando sobre a presença dos bichos. “As pessoas passam a 80 km/h e acabam atropelando os animais. A velocidade tem que ser 40 km/h, mas não tem sinalização”, disse.” – texto de A Crítica

E sabe o que é pior? A maldade de quem se depara com esses animais:

“Ele (Gabriel) conta que também falta consciência para as pessoas sobre os animais. “É claro que nem todo animal pode ser manuseado sem oferecer risco, mas muitas pessoas que encontram um jacaré, cobra, preguiça e até passarinho, por exemplo, acaba agredindo ou matando o bicho a pauladas”, disse.” – texto de A Crítica

- Leia a matéria completa de A Crítica

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coalas em perigo: mais uma vítima da invasão humana

A redução de hábitat causada pela urbanização na Austrália e as consequências desse processo estão colocando em perigo os coalas. Esse é um fenômeno mundial, que atinge todas as nações, não importando se desenvolvidas, em desenvolvimento ou subdesenvolvidas.

“As populações de coalas de certas regiões da Austrália estão enfrentando um forte declínio em seus números.

População da espécie está em declínio
Foto: Reuters

Muitos dos animais vivem na natureza, mas perto de regiões já bastante urbanizadas, e acabam sendo atropelados por automóveis em estradas locais ou atacados por cães. (...)

Desde maio deste ano, 36 coalas já morreram na região de Nova Gales do Sul, no sul da Austrália.”
– texto da matéria “Coalas feridos recebem tratamento em hospitais”, publicada pela BBC Brasil em 7 de agosto de 2012

A matéria conta um pouco do trabalho de um hospital veterinário que atende 250 coalas com diversos ferimentos (muitos atropelados) e doenças. O número de atendimentos aumento, segundo a instituição, 40% em relação ao ano passado.

Filhote de coala em hospital na Austrália
Foto: BBC

O governo australiano, que classifica a espécie como “vulnerável”, estima em 100 mil a população de coalas na natureza. E esse número está em declínio.

“A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalas da Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat - provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.”
– texto da matéria “Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF”, publicada em 15 de maio de 2012 pela revista Veja

E depois, quando há relatos de acidentes envolvendo fauna silvestre ou apreensões de bichos em ambiente urbano, a maioria da população ainda afirma que “os animais estão invadindo as cidades”. Pode?

Assista ao vídeo da BBC Brasil sobre os coalas em hospitais australianos:


- Leia a matéria completa da BBC Brasil
- Leia a matéria da Veja

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Reflexão para o fim de semana: levamos o caos à natureza e os animais são as vítimas

“O número de animais silvestres desalojados de seu habitat natural e que consequentemente tem invadido casas, aparecendo nas cidades e rodovias próximas às cidades tem crescido constantemente, e Campinas vem engrossando as estatísticas. O problema, segundo os especialistas, é devido ao crescimento desordenado das cidades, às áreas de preservação ambiental insuficientes e à falta de corredores ecológicos, por onde os bichos possam se locomover.

Coruja-orelhuda sendo solta após resgate e tratamento
Foto: Divulgação PlanetVet

Comparando-se o primeiro semestre de 2011 com o mesmo período de 2012, a ONG Mata Ciliar, que atua recolhendo animais de Campinas e região, observou um aumento de 85% no resgate de tais animais. Em 2011, a ONG recebeu 1.793 animais silvestres, dos quais 763 puderam ser soltos após reabilitação. A porcentagem de soltura foi de 42%. Já nos sete meses de 2012, foram 772 animais recebidos e 288 soltos - uma porcentagem de soltura de 38%.”
– texto da matéria “Resgate de animais silvestres aumenta 85% no ano”, publicada em 16 de julho de 2012 pelo site rac.com.br (Rede Anhanguera de Comunicação, de Campinas e região)

Esse fenômeno do crescimento urbano desordenado, aliado à falta de planejamento na construção de rodovias e implantação de propriedades rurais, está acabando com as matas e fragmentando as poucas existentes. Dessa forma, os animais perdem sua área de alimentação e busca por parceiros para reprodução, obrigando-os a se arriscar em travessias de estradas, no contato com a rede elétrica e em vagar pelos trechos urbanos dos municípios.

O resultado está nos números divulgados pela Associação Mata Ciliar. E a situação vai piorar, já que providências efetivas pelo poder público, tanto na ação efetiva de soluções como na implantação de projetos de educação ambiental para a população.

“'Infelizmente, tem sido sempre uma crescente', diz o médico veterinário Diogo Ribeiro Siqueira, diretor do Planet Vet, entidade que recolhe cerca de 270 animais por mês na região. 'Como as cidades têm crescido de forma desordenada, incluindo-se aí a construção de condomínios e de chácaras em áreas inapropriadas, cada vez mais os animais vêm perdendo seu espaço e, por isso, são obrigados a migrar para tentar sobreviver', explica Siqueira.” – texto do rac.com.br

Gambá teve lingua perfurada com anzol durante tentativa de resgate feita por pessoas não treinadas
Foto: PlanetVet

E esse problema não afeta somente os animais. As pessoas  passam a ficar expostas ao contato direto com os bichos, sujeitas portanto a serem mordidas (principalmente em quem tentar realizar alguma captura e não tiver capacitação e equipamentos adequados para tal) e aos riscos de zoonoses.

Portanto, senhores do poder público, a vida dos animais e a saúde dos cidadãos dependem muito de ações responsáveis e, sobretudo, de planejamento. Corredores de fauna, planos diretores sustentáveis, educação ambiental, equipes de fiscalização ambiental treinadas, motivadas e equipadas, atenção para as rodovias, a rede elétrica e as lavouras (queimadas agrícolas) e a criação de mais unidades de conservação são apenas alguns pontos que devem ser trabalhados.

Mãos à obra!

Comentário final: no primeiro parágrafo, o jornalista da Rede Anhanguera de Comunicação escreveu que os animais silvestres estão invadindo casas. Quem está invadindo a casa de quem?

- Leia a matéria completa do rac.com.br

quarta-feira, 13 de junho de 2012

João Pessoa (PB): a cidade cresce e coloca animais em risco

“Mais de 200 animais, entre cobras, jacarés, capivaras e preguiças foram encontrados e capturados pelo Batalhão de Polícia Ambiental na Grande João Pessoa este ano. O comandante do Batalhão, tenente-coronel Adielson Pereira, disse que a causa da invasão desses animais é o desmatamento. Com a destruição do habitat natural, os animais acabam procurando outras alternativas de moradia. “Infelizmente essa realidade tem sido cada vez mais frequente”, afirmou o comandante.

26 de maio de 2012: preguiça resgatada em João Pessoa
Foto: Walter Paparazzo/G1

Os bairros do Valentina, Mangabeira, Bairro das Indústrias e o Centro, em João Pessoa, costumam ser os mais 'visitados' pelos animais. (...)” – texto da matéria “Mais de 200 animais foram resgatados em JP”, publicada em 8 de junho de 2012 pelo Jornal da Paraíba

O que está acontecendo na capital paraibana ocorre em todo o país. O fenômeno não é uma exclusividade de João Pessoa.

Jundiaí, no interior paulista, também tem essa característica. A urbanização das matas do entorno da cidade, principalmente na região da Serra do Japi, estão sufocando a fauna silvestre. Em 25 de abril de 2012, escrevi “Pensando em se mudar da cidade grande? Pense bem sobre onde quer viver”:

“Viver nos grandes centros urbanos, rodeado de barulho, poluição, violência e pouco verde é realmente muito difícil. É um modo de vida que nossa civilização escolheu e mantém com todas as suas forças.

Região da Serra do Japi, em Jundiaí: exemplo do novo expansionismo
Foto: Portaljapy.com.br

Mas, apesar da escolha, é fato que muita gente tenta aliar as facilidades das cidades e a necessidade de trabalho com um estilo de vida um pouco mais bucólico. A opção, apesar de  não ser errada, tem um preço: os empreendimentos imobiliários estão cada vez mais ocupando os remanescentes de florestas e de matas que ainda restam. E não é só a vegetação que sofre com esse expansionismo...”

Há pouco tempo (18 de abril de 2012), a suçuarana Anhanguera foi uma vítima emblemática desse expansionismo na região de Jundiaí. Pela segunda vez, o felino foi atropelado, mas, dessa vez, não sobreviveu.

Suçuarana Anhanguera: atropelada duas vezes em São Paulo
Foto: Divulgação Associação Mata Ciliar

- Leia a matéria completa do Jornal da Paraíba
- Releia “Pensando em se mudar da cidade grande? Pense bem sobre onde quer viver”, publicado pelo Fauna News em 25 de abril de 2012
- Releia “A onça Anhanguera teve sua segunda chance. Mas não resistiu à pressão humana”, publicado pelo Fauna News em 15 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

A onça Anhanguera teve sua segunda chance. Mas não resistiu à pressão humana

Há pouco, li um post no blog do deputado estadual Pedro Bigardi (“Serra do Japi em perigo: deputado Bigardi denuncia morte da onça Anhanguera após novo atropelamento”) informando a morta da onça-parda Anhanguera.

“Num pronunciamento realizado na Tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado estadual Pedro Bigardi denunciou que a especulação imobiliária e o crescimento desordenado de Jundiaí continuam interferindo drasticamente na preservação da Serra do Japi. O maior exemplo disso, segundo Bigardi, é a triste informação da morte da onça Anhanguera, após um novo atropelamento.

Anhanguera sendo resgatado em 2009

“A especulação imobiliária está chegando cada vez mais próximo à Serra do Japi e isso tem afetado diretamente em sua fauna e flora. Prova disso é o caso da onça Anhanguera que em 2009 foi atropelada na rodovia Anhanguera, após tratamento na Ong Mata Ciliar foi devolvida ao seu habitat, mas infelizmente foi atropelada novamente e não resistiu aos ferimentos”, afirmou o deputado.” – texto publicado em 10 de maio de 2012

Anhanguera pouco antes de ser solto
Foto: Divulgação Associação Mata Ciliar

Em 18 de abril, Anhanguera foi atropelada novamente. Desta vez, na altura do km 55 da rodovia dos Bandeirantes - o primeiro acidente foi na Anhanguera (daí o nome do animal).

"Após um ano e 3 meses em vida livre, a onça Anhanguera morreu. Pela segunda vez, esse macho de onça parda foi atropelado, só que nesse caso, de forma fatal. Com fraturas na coluna, nas costelas e com ruptura do fígado e diafragma, a onça parda teve morte instantânea após o atropelamento." - parte do texto "MOrre Anhanguera", publicado no site da Associação Mata Ciliar.

O Fauna News publicou posts sobre a preparação da onça para a volta à natureza e sobre a soltura:

- “Força Anhanguera!”, de 25 de fevereiro de 2011; e
- “Boa notícia: Anhanguera, a onça-parda atropelada em 2009, volta à natureza”, de 14 de abril de 2011.

Assita ao vídeo da soltura de Anhanguera:


Anhanguera teve uma segunda chance, mas caiu na mesma armadilha humana, resultado da urbanização crescente, sem planejamento e sem preocupação com a fauna. O felino foi vítima do antropocentrismo, do crescente movimento de ocupação da Serra do Japi, no interior paulista.

“Viver nos grandes centros urbanos, rodeado de barulho, poluição, violência e pouco verde é realmente muito difícil. É um modo de vida que nossa civilização escolheu e mantém com todas as suas forças.

Mas, apesar da escolha, é fato que muita gente tenta aliar as facilidades das cidades e a necessidade de trabalho com um estilo de vida um pouco mais bucólico. A opção, apesar de  não ser errada, tem um preço: os empreendimentos imobiliários estão cada vez mais ocupando os remanescentes de florestas e de matas que ainda restam. E não é só a vegetação que sofre com esse expansionismo...

(...) Os animais também são vítimas. O Jornal da Record, em sua edição de 21 de abril de 2012, fez uma pequena matéria sobre o assunto, abordando o trabalho da ONG Associação Mata Ciliar, de Jundiaí (SP). Apesar de a matéria ser curtinha, dá pra ter uma ideia do tipo de problemas que nossa busca por um estilo de vida mais próximo da natureza pode causar.”
– texto do post “Pensando em se mudar da cidade grande? Pense bem sobre onde quer viver”, publicado pelo Fauna News em 25 de abril de 2012

Assista ao vídeo do Jornal da Record:


- Leia o post do deputado Pedro Bigardi
- Leia o texto da Associação Mata Ciliar
Releia os posts do Fauna News:
- “Força Anhanguera!”, de 25 de fevereiro de 2011
- “Boa notícia: Anhanguera, a onça-parda atropelada em 2009, volta à natureza”, de 14 de abril de 2011
- “Pensando em se mudar da cidade grande? Pense bem sobre onde quer viver”, de 25 de abril de 2012