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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais

Uma amiga jornalista, Carol Monteiro, me enviou um e-mail com uma sugestão a ser abordada no FAUNA NEWS. Ela encontrou no noticiário uma reportagem sobre a apreensão de um carregamento de 247 presas de elefantes africanos (marfim), ocorrida em 30 de março no porto de Bangcoc, na Tailândia.

"Pelo comprimento e aparência das presas, não podem ter simplesmente cortado o marfim, tiveram de matar os animais", disse à agência de notícias Associated Press o diretor geral da Alfândega no porto em que o material foi apreendido, Prasong Poontaneat.” (texto retirado da matéria do portal G1, publicada em 1º de abril)


Foto: Sakchai Lalit/ AP
A carga de marfim, de aproximadamente duas toneladas, foi avaliada em US$ 3,3 milhões (cerca de R$ 5,3 milhões). Algumas presas tinham dois metros de comprimento. Foi a maior apreensão feita no país.

As presas foram localizadas durante a checagem de um contâiner por meio de um equipamento de raio-X. O marfim vinha do Quênia (África) e iria para o subúrbio de Bangcoc.

Na matéria publicada no site do programa de televisão Caminhos da Roça, da EPTV (retransmissora da TV Glogo no interior de São Paulo), a primeira frase trasnmite a idéia que deve permanecer durante a leitura de todo o texto:

“Atrás das 247 presas de elefante africanos – equivalentes a 2 toneladas de marfim e apreendidas na Tailândia –, há que se lembrar: havia animais.”

Em fevereiro deste ano já havia ocorrido uma apreensão de 239 presas de elefantes africanos no aeroporto de Bangcoc. Na Tailândia, o marfim é utilizado por escultores que o usam em estátuas budistas, braceletes e jóias vendidas a turistas. A caça desses animais tem crescido nas regiões Central e Leste da África nos últimos anos. A maior parte do marfim é exportada para a Ásia, com destaque para a China.

Vale lebrar que na África e na Ásia, o comércio de partes de animais não está restrito ao marfim dos elefantes. Gorilas, leões e tigres têm sido alvo frequente das ações de traficantes, como já foi abrodado no FAUNA NEWS.

- Veja a matéria do portal G1 sobre o caso.
- Leia a matéria do Caminhos da Roça.
- Saiba mais sobre a apreensão de marfim ocorrida em fevereiro, no aeroporto de Bangcoc.
Releia os mais recentes textos do FAUNA NEWS envolvendo gorilas leões e tigres:
- "Leões-mercadoria: uma nova apreensão"
- "Tigres: muito perto da extinção"
- "Para não dizer que acontece somente longe de casa..."

Um comentário:

Karina Dubeux disse...

NÃO COMPREM NADA COM MARFIM...