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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Boa notícia: ararinhas-azuis dão mais um passo para voltar à natureza

Desde 2000, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é considerada extinta na natureza pelo Ibama. O desaparecimento da ave ocorreu em virtude da destruição de seu hábitat (caatinga baiana, desde o extremo norte da Bahia até o sul do rio São Francisco) e, principalmente, pela ação de traficantes de animais. Ela era uma espécie endêmica brasileira, isto e, que só existia no Brasil.

Atualmente, apenas 75 ararinhas estão vivas – a maioria em instituições foram do Brasil, como a Loro Parque Fundación (Espanha) e na Al Wabra Wildlife Preservation (Catar). E um trabalho sério é feito para reverter toda essa situação.

Ararinhas-azuis: só em cativeiro
Foto: Fundação Lymington

“Há mais de uma década desaparecida da região da Caatinga brasileira, a ararinha-azul conta com um esforço coletivo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, SAVE Brasil, Funbio e Vale para colocar em prática as ações do “Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul”. O Plano, elaborado pelo ICMBio, tem o objetivo de restabelecer uma população selvagem da espécie e garantir a proteção de seu habitat.

O Projeto “Ararinha na Natureza” iniciou seus trabalhos em fevereiro de 2012, e desde então já possui uma sede que se encontra em reforma (...)”.
– texto da matéria de divulgação “Projeto Ararinha na Natureza inicia suas atividades”, publicada em 11 de setembro de 2012 pelo site do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio)

Última ararinha-azul fotografada na natureza em 1990
Foto: Luiz Claudio Marigo
O “Ararinha na Natureza”, que tem duração prevista até 2016, contribui para a conservação da ararinha-azul, além de criar condições de sobrevivência no habitat natural da espécie.  Uma das principais ações é a organização de atividades de conscientização com as comunidades. Afinal, a espécie sofreu muito com o tráfico.

A animação “Rio”, do brasileiro Carlos Saldanha, tem como protagonista a ararinha Blu, justamente uma Cyanopsitta spixii. O desenho, da Fox, aborda o tráfico de animais.


- Leia a matéria completa do Funbio
- Releia '“Rio”: desenho sobre a ararinha-azul Blu tem como pano de fundo o tráfico de animais silvestres", publicado pelo Fauna News em 8 de abril de 2011

3 comentários:

fernanda,1bej disse...

Olá, gostaria de saber que tipo de profissões eu poderia fazer para trabalhar e impedir o comércio ilegal de animais e no auxilio dos animais para voltarem ao seu habitat. Obrigada

DIMAS MARQUES disse...

Olá Fernanda,
obrigado por acompanhar o Fauna nNews e por seu comentário.
A primeira dica, que vale para todo mundo, é: jamais compre animais silvestres. Lembre-se que se tem gente que vende e porque tem gente que compra!
Normalmente, biólogos, zootecnistas e veterinários são os mais envolvidos com atividades ligadas a animais silvestres. Mas isso no auxílio ao retorno dos bichos para a natureza.
Para a repressão, fiscais do Ibama e das secretarias de Meio Ambiente têm as mais variadas formações - mas há a necessidade de concurso. O mesmo para a Polícia Ambiental dos estados.
Uma atividade em que pouca gente atua é a Educação Ambiental. Como escrevi no começo, como tem muita gente que compra é necessário um amplo, massivo e forte trabalho para conscientizar as pessoas do problema. Nessa área, o perfil de formação acadêmica é bastane amplo.
Muitas ONGs atuam no combate ao tráfico de animais, com profissionais das mais diversas formações.
Espero ter ajudado!

fernanda,1bej disse...

Ajudou bastante sim, muito obrigada pela atenção!!! :D