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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quando animais silvestres são atacados por domésticos

Quando se retira um animal silvestre da natureza para trafica-lo como bicho de estimação, uma das consequências é a exposição do bicho a perigos que ele desconhece. Animais domésticos são um desses perigos.

É o caso de Cascão, um jabuti que foi atacado há 10 anos por um cão e acabou perdendo uma das patas.

“Um jabuti que foi mordido por um cachorro há 10 anos voltou a andar esta semana com a ajuda da roda de um caminhão de brinquedo. Ele foi tratado Hospital Veterinário de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e já está se adaptando ao novo jeito de rastejar. Batizado carinhosamente pela equipe médica de Cascão, o bicho tem aproximadamente 20 anos e pesa três quilos. Quando foi atacado teve a pata dianteira quase arrancada e, durante anos, ficou com lesões na carapaça (casco) devido o constante atrito com o solo.

Cascão co sua rodinha
Foto: Divulgação Cláudio Yudi

De acordo com o veterinário Cláudio Yudi, foi colocada uma roda de plástico de um caminhão de brinquedo – de uma loja de R$ 1,99 – para que o animal conseguisse reequilibrar e não mais encostar a carapaça no chão. Após a inserção da roda imediatamente o animal começou a se movimentar em solo de terra e gramado. O jabuti foi doado ao Hospital Veterinário e ficará em observação no período de adaptação de dois a seis meses. Posteriormente, Cascão será mantido em recinto com outras tartarugas na Universidade de Uberaba.” – texto da matéria “Jabuti ferido por cachorro volta a andar com ajuda da roda de caminhão de brinquedo”, publicada em 19 de fevereiro de 2014 pelo site do jornal Estado de Minas

A família que criava Cascão acabou entregando o animal ao hospital veterinário. Será que essas pessoas tomaram tal atitudo por conseiderarem ser a melhor opção para o animal ou será que se livraram de um problema?

Bastante dedicação e criatividade do veterinário Cláudio Yudi melhoraram a qualidade de vida do jabuti. Infelizmente, ações como a desse profissional não são rotina.

- Leia a matéria completa do Estado de Minas

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nas estradas, as sementes da morte

“Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatam uma situação perigosa nas rodovias: o atropelamento de animais. Ainda segundo dados da PRF, os animais na pista representam a segunda maior causa de acidentes nas rodovias do Brasil, sendo que o aumento de ocorrências com feridos foi de 102% em 2013.

Tamanduá-bandeira morto em rodovia mineira
Foto: Jornal de Uberaba

Conforme a PRF, o aumento do tráfego de veículos nas estradas, a abertura de estradas em reservas ambientais e o avanço na agropecuária contribuíram para o crescimento do número de casos de animais machucados. “As espécies com o maior número de mortes são: o tatupeba, tamanduá-bandeira, tamanduá mirim, lobo-guará e o cachorro-do-mato. Na MG-427, que liga Uberaba à Nova Ponte, as aves e mamíferos correspondem a 45% dos atropelamentos. Já na BR-050, que liga Uberaba à Uberlândia, os mamíferos somam mais de 70% dos casos de atropelamento. Um ponto importante na região é a questão do transporte de grãos. Acaba vazando grande quantidade de sementes dos caminhões, que atraem aves e mamíferos”, revelou.”
– texto da matéria “Grãos nas rodovias atraem animais, que acabam sendo atropelados”, publicada em 15 de janeiro de 2014 pelo Jornal de Uberaba

De todas as informações acima, vale destacar a consequência das sementes na pista. Soja, milho e outros grãos atraem animais, que se arriscam no asfalto pelo alimento. É lógico que os produtores dessas sementes não querem perder o produto para a estrada, afinal pode ser um prejuízo. Mas será que todas as medidas para evitar esse problema estão sendo tomadas?

As cargas de sementes estão bem acondicionadas nos caminhões? Será que as concessionárias ou o setor do poder público que administram as rodovias realizam algum tipo de monitoramento para, em caso de necessidade, limpar os asfalto?

Há quem ache essa ideia absurda. Mas será que o normal é um grande número de animais morrerem ou ficarem seriamente machucados por causa dos atropelamentos?

Ações que reduzam o problema têm de ser pensadas e aplicadas imediatamente.

A fauna silvestre agradece.

- Leia a matéria completa do Jornal de Uberaba

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Começar a semana pensando...

...sobre Ecologia de Estradas: até jacaré é atropelado nas rodovias brasileiras.
Foto: Uniube
“É difícil fechar um diagnóstico perfeito, mas não tem nada externamente e é muito comum jacaré ser atropelado nas estradas da região. Deve ter tentado atravessar, parou na rodovia e foi atropelado”.

Cláudio Yudi, veterinário do Hospital Veterinário de Uberaba, em entrevista  para o Jornal da Manhã, de Uberaba (MG), sobre a localização de um jacaré-de-papo-amarelo morto na Usina Delta, em Conceição das Alagoas (MG)

Vela ressaltar que, de acordo com estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas , 475 milhões de animais silvestres morrem por atropelamento todos os anos nas rodovias e estradas brasileiras.

- Leia a matéria completa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Seriema atropelada: não morreu fisicamente, mas morreu ecologicamente

“Famoso na cidade de Uberaba por ousar em criações que contribuam para a locomoção de animais vítimas de acidentes, o médico veterinário Cláudio Yudi inovou novamente. A paciente da vez foi uma seriema adulta que havia sido atropelada em uma rodovia da região há um mês. A ave foi encaminhada ao hospital veterinário da cidade e, após os exames, o médico constatou uma fratura e criou uma prótese para auxiliar o animal a andar.” – texto da matéria “Seriema vítima de atropelamento ganha prótese em Uberaba”, publicada em 1º de junho de 2013 pelo portal G1

 Seriema com prótese em uma das pernas
Imagem: Reprodução TV Integração

A iniciativa do veterinário é louvável e correta. Sua dedicação em proporcionar uma melhor condição de vida para os animais vítimas de acidentes é exemplar. Para muitos outros profissionais, o animal talvez fosse sacrificado.
Foto: Uniube
Mas o trabalho de Yudi (foto) não recupera a perda da natureza. Fora de seu hábitat, a ave não cumprirá seus papeis ecológicos, isto é, não reproduzirá, não predará, não será predada etc. É como se ela estivesse fisicamente morta, já que não retornará à vida livre.

“A seriema não poderá ser solta ao seu habitat natural, já que vai precisar estar sempre em observação.” – texto do G1

Estimativa do coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras todos os anos. Qual será a dimensão do massacre se contarmos vítimas como a seriema, que estão mortas ecologicamente?

- Leia a matéria completa do portal G1