Mostrando postagens com marcador BR-050. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BR-050. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Massacre de animais nas estradas: em Minas Gerais não é diferente

“De acordo com um levantamento feito por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), quase dois animais silvestres morrem por dia em um trecho estudado pelo grupo. O primeiro trecho, de 100 km fica na BR-050 em direção a Uberaba. O segundo, de 50 km, fica na BR-455 em direção a Campo Florido. De abril de 2012 a março de 2013, 690 animais morreram em acidentes nesses trechos. Desde março do ano passado, já foram catalogadas 580 mortes.

Ana Elizabete Iannini Custódio com cobra morta na BR-050
Foto: Marcos Ribeiro

Segundo a coordenadora do projeto, Ana Elizabete Iannini Custódio, a intenção do estudo é buscar formas de diminuir as mortes de animais silvestres. Os dados são enviados para o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE). Para Ana Elizabete, seria necessário criar passagens para os animais nas rodovias, colocar mais placas informativas, redutores de velocidade e corredores por meio de cercas.

“Como a BR-050 será privatizada, uma forma de ajudar seria a concessionária trabalhar com os funcionários modos de proteger esses animais, e, isso, daria tempo para realizar o trabalho em outras rodovias”, disse a pesquisadora.
” – texto da matéria “Quase dois animais silvestres morrem por dia em trechos das BRs 050 e 455”, publicada em 20 de fevereiro de 2014 pelo site do jornal Correio de Uberlândia

O que ocorre nessas duas rodovias federais é parte de um complexo problema que, de acordo com pesquisa do coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, mata 475 milhões de animais silvestres todos os anos nas estradas brasileiras.

A identificação das espécies mais impactadas e dos motivos que levam os animais até o asfalto é importante para a implantação de estruturas que diminuam os atropelamentos e de campanhas de conscientização para os motoristas.

É o caso das jiboias.

“De acordo com a coordenadora do projeto, Ana Elizabete Iannini Custódio, na semana passada, cinco jiboias foram encontradas mortas no mesmo dia. “Tivemos um período de estiagem grande e, com as chuvas que ocorreram esses dias, as serpentes saíram em busca de lugares mais úmidos”, disse a professora.” – texto do Correio de Uberlândia

Vale destacar que os pequenos vertebrados, como répteis, anfíbios e aves, são as vítimas mais frequentes dos atropelamentos, representando, segundo CBEE, 90% das mortes no Brasil.

- Leia a matéria completa do Correio de Uberlândia

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nas estradas, as sementes da morte

“Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatam uma situação perigosa nas rodovias: o atropelamento de animais. Ainda segundo dados da PRF, os animais na pista representam a segunda maior causa de acidentes nas rodovias do Brasil, sendo que o aumento de ocorrências com feridos foi de 102% em 2013.

Tamanduá-bandeira morto em rodovia mineira
Foto: Jornal de Uberaba

Conforme a PRF, o aumento do tráfego de veículos nas estradas, a abertura de estradas em reservas ambientais e o avanço na agropecuária contribuíram para o crescimento do número de casos de animais machucados. “As espécies com o maior número de mortes são: o tatupeba, tamanduá-bandeira, tamanduá mirim, lobo-guará e o cachorro-do-mato. Na MG-427, que liga Uberaba à Nova Ponte, as aves e mamíferos correspondem a 45% dos atropelamentos. Já na BR-050, que liga Uberaba à Uberlândia, os mamíferos somam mais de 70% dos casos de atropelamento. Um ponto importante na região é a questão do transporte de grãos. Acaba vazando grande quantidade de sementes dos caminhões, que atraem aves e mamíferos”, revelou.”
– texto da matéria “Grãos nas rodovias atraem animais, que acabam sendo atropelados”, publicada em 15 de janeiro de 2014 pelo Jornal de Uberaba

De todas as informações acima, vale destacar a consequência das sementes na pista. Soja, milho e outros grãos atraem animais, que se arriscam no asfalto pelo alimento. É lógico que os produtores dessas sementes não querem perder o produto para a estrada, afinal pode ser um prejuízo. Mas será que todas as medidas para evitar esse problema estão sendo tomadas?

As cargas de sementes estão bem acondicionadas nos caminhões? Será que as concessionárias ou o setor do poder público que administram as rodovias realizam algum tipo de monitoramento para, em caso de necessidade, limpar os asfalto?

Há quem ache essa ideia absurda. Mas será que o normal é um grande número de animais morrerem ou ficarem seriamente machucados por causa dos atropelamentos?

Ações que reduzam o problema têm de ser pensadas e aplicadas imediatamente.

A fauna silvestre agradece.

- Leia a matéria completa do Jornal de Uberaba