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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Matou a onça e alegou não saber que era crime. Pode?

A caça de animais silvestres sem autorização dos órgãos ambientais é crime desde 1967, quando entrou em vigor a Lei Federal nº 5.197 (Lei de Proteção à Fauna). Posteriormente, com a Lei de Crimes Ambientais, de 1998, essa determinação foi mantida.

Apesar do tempo e da divulgação pela imprensa das ações de fiscalização (que mesmo pontuais, existem), ainda tem gente que alega desconhecer a ilegalidade da prática. E não estou falando da população mais carente...

“Foi preso da tarde desta sexta-feira (31), acusado de crime ambiental e porte ilegal de arma de fogo, o fazendeiro Antônio Calisto. Ele é suspeito de matar uma onça parda, que está na lista de animais em extinção.

Peles de onça e de veado apreendidas
Foto: JF Agora

A denúncia surgiu de moradores da localidade Morada Nova, no município de Jose de Freitas, distante 48 quilômetros de Teresina. A acusação era de que Antônio Calisto havia matado uma onça recentemente e que já havia o costume de matar animais silvestres que passavam pela sua fazenda. (...)

Segundo o tenente José Haroldo Viana Filho, do Batalhão Ambiental da Policia Militar, o crime ambiental já foi comprovado. “No local nós achamos a pele da onça. Ao ser interrogado sobre o destino do animal, Antônio afirma que cortou o felino em pedaços e distribui-o a comunidade”, explica. (...)

Em seu depoimento, o fazendeiro afirma não sabia que matar animais silvestres é crime e que caçou a onça para se defender, pois ele estava matando os animais que cria na fazenda.”
– texto da matéria “Fazendeiro é preso acusado de matar onça parda no interior do Piauí”, publicada em 31 de agosto de 2012 pelo Portal AZ

Dá para acreditar? Sinceridade ou cara de pau?

Mas o fazendeiro não caça apenas para evitar a morte de seus animais.

“Além da pele da onça, também foi apreendido na fazenda no acusado pele de veado e armas de fogo: duas espingardas artesanais e uma CBC calibre 28.” – texto do Portal AZ

Será que ele matou o veado porque o herbívoro atacava sua criação?

Uma pena que a legislação estipule que, em caso de condenação (muito remoto, por sinal), o acusado tenha de cumprir uma pena que varia entre seis meses e um ano de prisão. Isso serve para corrigir comportamento e dar exemplo para o restante da sociedade?

Lei ineficiente.

- Leia a matéria completa do Portal AZ

quarta-feira, 14 de março de 2012

Fazendeiro dá exemplo de como incentivar o tráfico de animais

“Um fazendeiro da região de Porto Esperidião, a 208 quilômetros de Cuiabá, foi multado em R$ 510 mil pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) por manter 102 animais silvestres em um cativeiro em sua propriedade rural há cerca de quatro anos. De acordo com a Polícia Militar Ambiental de Cáceres, que fez as apreensões na última quinta-feira (8), algumas aves e outros animais se encontravam debilitados.” – texto da matéria “Fazendeiro de MT é multado suspeito de manter 102 animais em cativeiro”, publicada em 11 de março de 2012 pelo portal G1

Tucanos enjaulados pelo egoísmo do fazenderio
Foto: Divulgação PM MT

O tal fazendeiro já vive em uma região privilegiada, com fauna abundante e exuberante. Garanto que é fácil observar aves e outros animais silvestres livres. Mas não satisfeito, o sujeito se acha no direito de prender os bichos e sentir-se dono deles.

“A maioria dos animais encontrados no local era aves, entre elas tucanos e araras, que, de acordo com a PM, eram capturados e comprados de terceiros. "Além de capturar, ele comprava dos vizinhos e outras pessoas", frisou o sargento (sargento da PM, Luiz Olívio Souza Neves). O proprietário não tinha nenhuma autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para criar os animais.” – texto do porta G1

Além das aves, o fazendeiro mantinha irregularmente um veado, um casal de antas, um porco-do-mato e um casal de emas.

Veado encontrado na fazenda
Foto: Diviulgação PM MT

A matéria do G1, além de cair na falaciosa armadilha de dar destaque ao valor da multa (R$ 510 mil) - que raramente é paga -, concluiu o texto com a ingênua sentença: “Se for condenado, poderá pegar de seis meses a um ano de prisão.”

Alguém é condenado a prisão nesse país por tráfico de animais ou manter irregularmente fauna silvestre em cativeiro? Desculpe, G1, esse tipo de bobagem não dá mais para publicar...

- Leia a matéria completa do G1