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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sobre o destino da onça morta no Parque Estadual Morro do Diabo (SP)

O Fauna News publicou ontem, 8 de abril de 2014, o post “Mais uma onça-parda atropelada em São Paulo: desta vez, o animal não sobreviveu”, sobre o atropelamento de uma onça-parda na rodovia SP-613, dentro da área do Parque Estadual Morro do Diabo. No local, uma unidade de conservação de proteção integral, só é permitido trafegar a, no máximo, 70 km/h, exatamente para evitar esse tipo de fato.

Cadáver do animal tem de ser retirado de perto da rodovia
Foto: jornal Folha do Pontal

Vale destacar novamente:

“Já passou da hora de ser intensificado o trabalho de conscientização dos motoristas, com campanhas em rádios e jornais da região, além de panfletagem e blitze mais intensas.

Já passou da hora de a Fundação Florestal do Estado de São Paulo (órgão que administra o parque) e o órgão paulista que gerencia as rodovias sem mexerem para instalar radares e estruturas para garantir a travessia segura dos animais (passagens de fauna) nesses 14 quilômetros.”
– texto do Fauna News

Sobre o mesmo acidente, o site ifronteira, de Presidente Prudente (SP), entrou em contato com a Fundação Florestal para saber qual será o destino do corpo do animal. O órgão respondeu por meio de nota:

“Em linhas gerais, dependendo do estado de conservação do animal, existe a possibilidade de encaminhamento de estudos científicos da espécie, ser encaminhado a instituições interessadas para que seja feita a taxidermia, ou mesmo que seja deixado próximo ao local, de forma a servir de alimento para outros animais da cadeia e seguir o processo natural de decomposição”.

Seja qual for a opção, espera-se que o cadáver não seja deixado perto da rodovia para atrair outros animais, pois o risco de ocorrer novos atropelamentos existe. A retirada de corpos de bichos atropelados em estradas é uma prática comum de órgãos responsáveis pela gestão dessas vias.

Deixá-los no local ou próximo ao local é colaborar para novas mortes.

- Leia a matéria completa do ifronteira
- Releia o post do Fauna News “Mais uma onça-parda atropelada em São Paulo: desta vez, o animal não sobreviveu”, publicado em 8 de abril de 2014

terça-feira, 20 de agosto de 2013

BR-163 (MS): anta morre o motorista fica ferido. Rodovia precisa de atenção

“Ernano Torquatro, de 30 anos, ficou gravemente ferido após atropelar uma anta e capotar o Fiat Pálio, de Sonora, na rodovia BR-163 entre Sonora e Pedro Gomes na manhã deste domingo (18).

Anta envolvida no acidente
Foto: Sidney Assis

(...) A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orienta os motoristas que dirigem a noite a ter atenção redobrada com animais silvestres na pista, principalmente na cabeceira de córregos, onde se concentra um número grande de capivara e anta.” – texto da matéria “Homem fica gravemente ferido após atropelar anta e capotar”, publicada em 18 de agosto de 2013 pelo site Idest (MS)

Será que no local havia algum tipo de sinalização sobre a possibilidade de animais silvestres atravessarem a pista?

Será que a rodovia tem alguma estrutura para evitar que animais silvestres atravessem a pista ou para permitir travessias seguras (passagens de fauna)?

Será que a Polícia Rodoviária Federal fornece essa orientação somente quando atende a imprensa?

Nesse trecho da BR-163, radares já foram instalados. Um dos objetivos desses equipamentos é inibir abusos de velocidade por parte dos motoristas para reduzir atropelamentos de animais silvestres.

"O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/MS) está instalando mais um radar na BR-163, agora no quilometro 700, no entroncamento da rodovia com a MS-215, em Pedro Gomes. Para a completa operação dos equipamentos, o DNIT aguarda a aferição pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)." - texto do post "Só radares ajudam a reduzir atropelamentos de animais?", publicado em 26 de junho de 2013 pelo Fauna News

Mais uma pergunta: será que os radares estão funcionando?

No trecho paranese da BR-163 algo já foi feito.

“Iniciado em 2009, o Programa de Proteção à Fauna e Flora da BR-163 mapeou os locais mais sujeitos ao atropelamento de animais ao longo dos trechos que estão recebendo a pavimentação. O trabalho identificou o deslocamento de espécies como tatus, cobras e onças, entre outros.

Sinalização no trecho paraense da BR-163
Foto: Ernesto de Souza

Para minimizar os riscos à fauna, foram implantadas medidas para impedir a travessia em locais impróprios. No trecho entre Guarantã do Norte e a divisa com o Pará, telas de arame impedem a passagem dos animais e, ao mesmo tempo, os conduzem a túneis escavados sob a via. No Pará, placas indicam ponto preferenciais de travessia de animais como capivaras, antas e tamanduás.” – texto publicado no site do programa Globo Rural em 24 de junho de 2012

- Leia a matéria completa do Idest
- Leia a matéria completa do Globo Rural
- Releia o post "Só radares ajudam a reduzir atropelamentos de animais?", publicado em 26 de junho de 2013 pelo Fauna News

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Só radares ajudam a reduzir atropelamentos de animais?

"O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/MS) está instalando mais um radar na BR-163, agora no quilometro 700, no entroncamento da rodovia com a MS-215, em Pedro Gomes. Para a completa operação dos equipamentos, o DNIT aguarda a aferição pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Radar em instalação na MS-215
Foto: Edição de Notícias/PC de Souza

O objetivo é controlar a velocidade em lugares considerados perigosos e de alto fluxo de veículos. Além de preservar vidas, a instalação visa também reduzir o número de animais mortos por atropelamento na rodovia. A partir do momento que estiverem em funcionamento, os motoristas que passarem acima da velocidade máxima permitida serão multados." – texto da matéria “Controladores de velocidade estão sendo instalados na BR-163”, publicada em 25 de junho de 2013 pelo site do jornal Correio do Estado

A matéria não detalha, mas aparentemente uma série de radares está sendo instalada na rodovia. Espera-se que o número de equipamentos seja suficiente para efetivamente fazer com que os motoristas respeitem os limites de velocidade. Afinal, se forem poucos e esparsos equipamentos, o condutor do veículo volta a acelerar assim que passar pelo radar.

Mais que radares, campanhas de conscientização junto aos motoristas são fundamentais.

“Segundo o biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre.” – texto do post “Respeito aos limites e cuidado salvariam animais na pantaneira BR-262”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2013

A redução dos atropelamentos de animais silvestres em rodovias depende de um conjunto de ações. Além de trabalhar com os motoristas, os gestores das estradas têm de investir em infraestrutura, como passagens de fauna, sinalização, cercas, monitoramento para retirada de cadáveres que atraem animais carniceiros, etc.

Estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres são mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras anualmente.

- Leia a matéria completa do Correio do Estado
- Releia “Respeito aos limites e cuidado salvariam animais na pantaneira BR-262”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2013