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terça-feira, 8 de abril de 2014

Mais uma onça-parda atropelada em São Paulo: desta vez, o animal não sobreviveu

Em 4 de abril de 2014, o Fauna News publicou o post “Reflexão para o fim de semana: onças-pardas em risco em Bauru (SP)”, em que repercutiu o atropelamento de um felino na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Agudos (SP). Foi relembrado também outro caso ocorrido em 3 de dezembro de 2013, km 336 da mesma SP-300, próximo ao chamado “trevo da Eny", em Bauru. Os dois animais envolvidos sobreviveram.

A mesma sorte não teve a onça atropelada, na manhã de 6 de abril de 2014, dentro de uma unidade de conservação de proteção integral paulista.

“Motorista atropela onça parda no Parque Estadual Morro do Diabo

Agora a pouco o motorista Marcelo de 38 anos da cidade de Teodoro Sampaio que estava em seu automóvel com sua esposa e filho atropelou uma onça pintada próximo ao portal principal de entrada do Parque Estadual Morro do Diabo (SP 623, km14). O motorista afirmou que o animal atravessou de repente em sua frente. Os policiais presentes no local afirmam que viram o motorista trafegando em alta velocidade acima dos 70 km/h que é o permitido para o trecho. A perícia e a polícia investigam o caso.”
– texto de post publicado em 6 de abril de 2014 na página do jornal Folha do Pontal

Onça morreu dentro do parque
Foto: Jean Oliveira

Um dos principais motivos para os animais silvestres serem atropelados nas estradas e rodovias é a alta velocidade dos veículos. Para os motoristas, ter e seguir orientações de redução de velocidade seria fundamental para evitar acidentes com animais. “Um estudo na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminuiria em 50% a mortalidade. Essa é uma estratégia que pode ser adotada, sobretudo, em rodovias de menor fluxo e em trechos próximos a áreas especialmente sensíveis, como unidades de conservação”, afirma o biólogo Andreas Kindel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos causados.

A rodovia SP-613 (e não SP-623 como publicado pela Folha do Pontal) tem 14 quilômetros dentro do Parque Estadual Morro do Diabo e sua velocidade máxima permitida de 70km/h. Campanhas já foram realizadas e placas alertando os motoristas sobre o alto risco de atropelamentos de silvestres parecem que não estão surtindo efeito. O caso envolvendo essa onça não é algo isolado e raro. Pelo contrário.

Já passou da hora de ser intensificado o trabalho de conscientização dos motoristas, com campanhas em rádios e jornais da região, além de panfletagem e blitze mais intensas.

Já passou da hora de a Fundação Florestal do Estado de São Paulo (órgão que administra o parque) e o órgão paulista que gerencia as rodovias sem mexerem para instalar radares e estruturas para garantir a travessia segura dos animais (passagens de fauna) nesses 14 quilômetros.

- Leia o post do Facebook do jornal Folha do Pontal
- Releia o post “Reflexão para o fim de semana: onças-pardas em risco em Bauru (SP)”, publicado pelo Fauna News em 4 de abril de 2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

MS a um passo de ter lei para reduzir atropelamentos de silvestres

“Aprovado na última quarta-feira (26) o projeto de Lei 00111/2013, do deputado Lídio Lopes (PP) deve reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres em Mato Grosso do Sul – Estado que está entre os que mais atropelam a fauna brasileira.

O projeto que ainda vai para votação em segunda instância dispõe sobre a implantação de pontos de travessia de animais silvestres por sob ou sobre as estradas, rodovias e ferrovias, em todo o território de Mato Grosso do Sul.

Tamanduá atropelado na região de Campo Grande (MS)
Foto: Alessandra de Souza

Em sua justificativa, o parlamentar explica que “criar condições que visem facilitar o deslocamento da fauna, como a implantação de corredores ecológicos conectando fragmentos florestais, previstas na Lei Federal nº 9.985, de 2.000, reflete atitude que previne a morte dos indivíduos e ao mesmo tempo tenta restabelecer a conectividade de habitats”. – texto da matéria “Aprovado em primeira instância, projeto de lei deve reduzir atropelamentos de animais silvestres”, publicada pelo Midia Max News em 28 de março de 2014

Se aprovada em segunda votação e sancionada pelo governador do MS André Puccinelli, a iniciativa do deputado estadual do MS Lídio Lopes completará para o Estado (já que existe legislação para as vias federais), um corpo de leis que buscam adaptar as estradas e rodovias já existentes e obrigar as novas a possuírem estruturas adequadas para a travessia dos animais silvestres.

Desde 1986, com a Resolução Conama nº 01, toda construção de estrada com duas ou mais faixas de rolamento deve ser precedida de estudo de impacto ambiental para obter sua licença. Apesar da legislação existente, o atropelamento de fauna não tem sido tratado com o rigor que merece. “O licenciamento, tanto de rodovias em implantação quanto já operantes, ainda é frágil nas exigências de informações sobre esse tema. E isso ocorre tanto no tipo de informação requerida dos empreendedores quanto na qualidade da mesma”, afirma o biólogo Andreas Kindel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos causados.

Apesar de preocupante, a situação tende a melhorar. De acordo com o outro autor do Conecte, o biólogo e coordenador do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama do Rio Grande do Sul, Mozart da Silva Lauxen, “o avanço da incorporação desse tema no processo de licenciamento ambiental tem sido bastante rápido. Em cerca de uma década, partimos praticamente da desconsideração do problema para a adoção de medidas objetivas e fundamentadas tecnicamente”, salienta.

Para as BRs
Em outubro de 2011, com a Portaria Interministerial 423, envolvendo os ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes, foi criado o Programa de Rodovias Federais Ambientalmente Sustentáveis para a regularização ambiental das rodovias federais que não possuem licença ambiental (por terem sido construídas antes da Resolução Conama nº 01 de 1986). A iniciativa determina a realização de programas de monitoramento de fauna com a consequente adaptação da via para evitar e reduzir os atropelamentos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda destaca desenvolver programas de monitoramento de atropelamentos de animais silvestres em várias rodovias em obras. A intenção é comparar as informações coletadas hoje para, no futuro, com dados registrados após a instalação dos dispositivos de proteção, avaliar a funcionalidade dos mesmos e fazer as adequações necessárias.

Que o projeto de Lei seja aprovado em segunda votação e sancionado pelo governador
André Puccinelli.

Que os demais Estados brasileiros sigam o exemplo do Mato Grosso do Sul.

- Leia a matéria completa do Midia Max News
- Conheça o projeto de Lei 00111/2013

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Radares pela vida animal

“A instalação de radares na BR-262 entre Anastácio e Corumbá é um dos fatores que ajudou a reduzir pela metade o índice de atropelamento de animais. Enquanto estudo oficial concluído em maio de 2012 apontava três bichos mortos a cada dois dias, em 1990 eram quatro mortes por dia. A informação é do jornal Correio do Estado.

Radares estão reduzindo atropelamentos de animais
Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Conforme a publicação, hoje, por esse trecho o motorista cruza por ao menos duas dezenas de redutores de velocidade, três vezes mais que os equipamentos instalados ali até cinco anos atrás.”
– texto da matéria “Atropelamento de animais cai pela metade na BR-262”, publicado em 20 de janeiro de 2014 pelo site do jornal Correio do Estado (MS)

O biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, afirma que um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. E os radares estão se mostrando boas ferramentas para a BR-262.

Vale lembrar que, além de investir em equipamentos, é necessário conscientizar os motoristas sobre os cuidados para trafegar em rodovias que cortam áreas com natureza preservada. E o trabalho desenvolvido na BR-262 pelo Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura, o ITTI da Universidade Federal do Paraná (UFPR) contempla esse aspecto. Folhetos são distribuídos e campanhas com jingles são veiculadas nas rádios da região.

Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre. Kindel é coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos.

De acordo com Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, estima-se que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos nas estradas em rodovias brasileiras todos os anos.

- Leia a matéria completa do site do Correio do Estado

terça-feira, 15 de outubro de 2013

É na Argentina, é no Brasil, é no mundo todo. Apressados matam animais nas estradas

“A Rodovias Nacionais Nº12, que vai do Uruguai até a Argentina, e Nº101, que passa pela Nº12 já na Argentina, apresentam grande perigo aos animais que vivem perto de seu trajeto. No último ano foram contabilizadas 3 mil mortes de animais da fauna local com destaque para duas onças-pintadas, espécie em extinção, que foram atropeladas por automóveis em alta velocidade.

Onça-pintada atropelada na Argentina
Foto: Reprodução/Anda

É por este motivo que um grupo de ONGs composto pela Fundación Red Yaguareté e Fundación Banco de Bosques, denominado “ONGs juntas por rutas seguras para la fauna silvestre” abriu uma petição no site Change que pretende diminuir o limite de velocidade para as rotas que mais matam animais na Argentina.” – texto da matéria “Onças-pintadas são atropeladas em rodovias na Argentina”, publicada em 14 de outubro de 2013 pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda)

O excesso de velocidade (não necessariamente a velocidade permitida para a via) é um dos grandes vilões responsáveis pela matança de animais silvestres nas estradas e rodovias.

O biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, afirma que um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre. O pesquisador é coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos.

O que está acontecendo nas estradas Argentinas ocorre em todo o mundo. Inclusive no Brasil, onde estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia das Estradas (CBEE), ligado à Universidade Federal de Lavras (UFLA), indica que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras anualmente.

Massacre.

- Leia a matéria completa da Anda

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Excesso de velocidade: inimigo dos animais em estradas

O biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, afirma que um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre. O pesquisador é coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos.

Um bom exemplo do que o excesso de velocidade e a desatenção de motoristas pode causar foi filmado por um motociclista que atropelou um urso no Canadá.

“Um motociclista filmou o momento em que, de forma acidental, atropelou um jovem urso negro que corria para atravessar uma estrada, assustado pelo som de um comboio. O acidente aconteceu no dia 30 de junho, em Fraser Valley, uma localidade no Canadá. O motociclista, que conduzia a 140 quilómetros por hora, filmou o acidente a partir de uma câmara instalada no capacete.

Imagem do urso segundos antes do impacto com a moto
Imagem: Reprodução de filmagem do piloto/TVI 24

No vídeo, o condutor é visto a acelerar a moto quando um urso negro corre para atravessar a estrada. O condutor não se apercebeu do obstáculo que surge à frente, uma vez que olhava para o velocímetro da mota. Quando viu o urso, o motociclista não teve tempo para travar e embateu contra o animal. O condutor sofreu ferimentos ligeiros depois de ter sido atirado do veículo. Quanto ao urso escapou sem ferimentos e afastou-se da estrada logo após a colisão.” – texto da matéria “Atropelou um urso e filmou tudo”, publicada em 24 de agosto de 2013 pelo site do canal de televisão português TVI 24

Assista ao vídeo:


- Leia a matéria completa do site do canal TVI 24

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Só radares ajudam a reduzir atropelamentos de animais?

"O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/MS) está instalando mais um radar na BR-163, agora no quilometro 700, no entroncamento da rodovia com a MS-215, em Pedro Gomes. Para a completa operação dos equipamentos, o DNIT aguarda a aferição pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Radar em instalação na MS-215
Foto: Edição de Notícias/PC de Souza

O objetivo é controlar a velocidade em lugares considerados perigosos e de alto fluxo de veículos. Além de preservar vidas, a instalação visa também reduzir o número de animais mortos por atropelamento na rodovia. A partir do momento que estiverem em funcionamento, os motoristas que passarem acima da velocidade máxima permitida serão multados." – texto da matéria “Controladores de velocidade estão sendo instalados na BR-163”, publicada em 25 de junho de 2013 pelo site do jornal Correio do Estado

A matéria não detalha, mas aparentemente uma série de radares está sendo instalada na rodovia. Espera-se que o número de equipamentos seja suficiente para efetivamente fazer com que os motoristas respeitem os limites de velocidade. Afinal, se forem poucos e esparsos equipamentos, o condutor do veículo volta a acelerar assim que passar pelo radar.

Mais que radares, campanhas de conscientização junto aos motoristas são fundamentais.

“Segundo o biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre.” – texto do post “Respeito aos limites e cuidado salvariam animais na pantaneira BR-262”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2013

A redução dos atropelamentos de animais silvestres em rodovias depende de um conjunto de ações. Além de trabalhar com os motoristas, os gestores das estradas têm de investir em infraestrutura, como passagens de fauna, sinalização, cercas, monitoramento para retirada de cadáveres que atraem animais carniceiros, etc.

Estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres são mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras anualmente.

- Leia a matéria completa do Correio do Estado
- Releia “Respeito aos limites e cuidado salvariam animais na pantaneira BR-262”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Atropelamento de fauna: infraestrutura inadequada e falta de conscientização

“Infraestrutura inadequada e falta de ações para conscientizar os motoristas são apontadas pelos especialistas como as principais causas do massacre. Como é recente a preocupação com os animais silvestres na construção de estradas, a maior parte da malha rodoviária brasileira não está preparada para evitar os atropelamentos.” – texto da matéria “Massacre nas estradas”, publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

Faltam ações para conscientizar os motoristas
Foto: Mozart Lauxen/Ibama

As estradas construídas até 1986 não passavam pelo processo de licenciamento ambiental (que não existia até então). Mesmo com a exigência, afirma-se que a fauna nunca foi levada a sério e tratada com cuidado durante os trabalhos. É por isso que as rodovias brasileiras são tão precárias quando o assunto é cuidado com animais silvestres.

Hoje, segundo especialistas, a realidade começa a mudar. De qualquer forma, o que se vê são ações voltadas para a realização de obras físicas (como instalação de cercas e construção de passagens) e quase nada para conscientizar os motoristas sobre os cuidados que deve ter.

‘“Um estudo na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminuiria em 50% a mortalidade (...)”, diz Andreas Kindel'
. (professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul) - texto da Terra da Gente

Enquanto isso... 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados, todos os anos, nas estradas brasileiras.

Tamanduá-mirim atropeladona BR-262, no Pantanal (MS)
Foto: Marcela Sobanski

- Leia a matéria completa da revista Terra da Gente
- Releia o post “Atropelamento de fauna: 475 milhões é a dimensão do massacre”, publicado pelo Fauna News em  7 de março de 2013