sexta-feira, 31 de maio de 2013

Reflexão para o fim de semana: nascimento de novas ararinhas-azuis

Novas ararinhas: a espécie conta agora com 83 aves
Imagem: Reprodução de vídeo da Al Wabra Wildlife Preservation

“A AWWP (Al Wabra Wildlife Preservation) anunciou o nascimento de quatro ararinhas-azuis no Catar. Duas delas foram provenientes do emprego de técnicas de inseminação artificial com o apoio de uma consultoria em reprodução de psitacídeos da Alemanha.

Com esses quatro filhotes a população de ararinhas-azuis em cativeiro passa a ser de 83 indivíduos.”
– texto da página do Facebook do Projeto Ararinha na Natureza, publicado em 23 de maio de 2013

Vale lembrar que a espécie está extinta na natureza e uma das principais causa do seu desaparecimento foi sua captura para o tráfico.

Respeito aos limites e cuidado salvariam animais na pantaneira BR-262

“Para os motoristas de ônibus, caminhão e carros de passeio que trafegam na BR-262, no Mato Grosso do Sul, o excesso de velocidade é a principal causa dos atropelamentos de fauna na rodovia. Entre as cinco razões descritas no questionário formulado pela UFPR através do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (UFPR/ITTI), 66,6% assinalaram esta opção. O descuido na direção é apontado por 54,5% como a segunda principal causa de acidentes com animais. Era possível assinalar mais de uma razão para os acidentes.

Pesquisa do ITTI com motoristas, na BR-262
Foto: Divulgação ITTI

Em abril, foram entrevistados 101 motoristas na BR-262/MS, no trecho próximo ao Buraco das Piranhas, em Corumbá. Quase a totalidade deles (98,01%) reconhecem que o atropelamento de fauna é um dos principais problemas da rodovia. Entre os entrevistados, 47,5% já presenciaram pelo menos um acidente deste tipo, sendo que 17,8% reconheceram ter atropelado algum animal.” – texto da matéria “Excesso de velocidade é apontado como a principal causa de atropelamentos de fauna na BR-262”, publicada em 29 de maio de 2013 pelo Correio de Corumbá

Segundo o biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre. É por isso que o ITTI está inovando no trabalho que desenvolve na BR-262.

O Instituto não tem desenvolvido apenas soluções para melhorar a infraestrutura da estrada, como a recente implantação de quatro radares nos trechos onde ocorrem mais atropelamentos, além da colocação de telas e do corte da vegetação mais densa que prejudica a visibilidade do motorista. Seus profissionais têm desenvolvido campanhas de conscientização, com a distribuição de folhetos e CDs para motoristas e nas rádios da região.

Estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres são mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras anualmente.

Tamanduá-mirim atropelado na BR-262, no Pantanal (MS)
Foto: Marcela Sobanski

- Leia a matéria completa do Correio de Corumbá
- Leia "Massacre nas estradas", publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Atropelamentos iminentes enquanto discutem solução

“Um telespectador do Jornal da EPTV flagrou em vídeo vários macacos-prego em busca de pedaços de cana-de-açúcar, que caíram de caminhões na Rodovia SP-215. O registrou foi na tarde de sábado (25), quando o bando saiu do Parque Estadual de Porto Ferreira.

Macaco no acostamento da estrada para pegar pedaços de cana
Foto: Osni Martins

Nas imagens, é possível ver o bando de macacos se revezando para ir até a pista e buscar os pedaços de cana. Alguns animais chegam a se equilibrar no muro de proteção junto à pista. Depois de pegar a cana, eles voltam à mata.” – texto da matéria “Vídeo flagra vários macacos-prego buscando cana na rodovia SP-215”, publicada pelo portal G1 em 27 de maio de 2013

Além dos riscos de atropelamentos que correm os animais, há o perigo para as vidas humanas – no caso os motoristas. Com certeza o problema não é novo, afinal os macacos ocupam a região há tempos e o trânsito de caminhões com cana, na época da colheita, também não começou agora.

Quantos macacos já não devem ter morrido nessa circunstância?

A solução deveria vir com rapidez. As discussões entre a concessionária da estrada e a gestora da unidade de conservação, o parque, estão em andamento.

“A administradora do Parque Estadual de Porto Ferreira, Sonia Aparecida de Souza, disse que nesta época do ano é comum os macacos serem atraídos pela cana. A concessionária que administra a rodovia sugeriu a colocação de alambrados, mas um estudo feito pelo parque descartou essa possibilidade, já que isso confinaria os animais.

O parque e a concessionária estão negociando a colocação de redutores de velocidade na pista para evitar atropelamentos e acidentes.”
– texto do G1

Estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres são mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras anualmente.

Que tal pensar em, além de estruturas físicas para reduzir o risco de atropelamentos, como redutores de velocidade, pensarem em campanhas de conscientização com os motoristas para aumentarem a atenção no trecho onde os animais buscam o alimento?

Que tal entrarem em contato com os agricultores para orientarem os caminhoneiros a utilizarem algum tipo de lona para evitar a queda de cana na estrada?

São apenas sugestões. Ações devem ser tomadas rapidamente.

- Leia a matéria completa (com o vídeo) do portal G1
- Leia "Massacre nas estradas", publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Na Bahia novamente: agora o destino era Vitória da Conquista

Ontem (28 de maio de 2013), o Fauna News publicou "Apreender na origem aumenta a chance de soltura" e comentou sobre a apreensão de 146 aves em Poções (BA). O sujeito que foi flagrado com os animais afirmou que os levaria para serem comercializados em São Paulo. Mas o Nordeste, bom como o Norte e o Centro-oeste, não é simplesmente uma região “exportadora” de animais silvestres para o restante do país. Nele existe um intenso comércio clandestino de fauna que encontra em feiras e nos chamados “depósitos” (residências que abrigam e vendem os bichos) espalhados pelos grandes centros urbanos e nas pequenas cidades.

Vitória da Conquista é um famoso centro de comércio e distribuição ilegais de animais silvestres.

“Antônio Lima dos Santos, de 47 anos de idade, foi preso por volta das 16h30 desta sexta-feira (24), no Terminal Rodoviário de Itamaraju, acusado de tráfico de animais silvestres.

Pássaros apreendidos em Itamaraju
Foto: Itamaraju Notícias

De acordo com informações da Polícia Militar, o acusado foi abordado por uma guarnição da 43ª CIPM, após uma denúncia efetuada para a Central de atendimento que um homem portava em sua bagagem animais silvestres. Com ele a policia encontrou 21 pássaros silvestres (20 canários e 1 colera).

Antônio pretendia levar as aves para Vitória da Conquista
Foto: Itamaraju Notícias

O acusado informou que os animais seriam comercializados em Vitória da Conquista. (...)”
– texto da matéria “Itamaraju: Homem é preso por tráfico de animais silvestres”, publicada em 24 de maio de 2013 pelo site Itamaraju Notícias

A repressão ao tráfico de fauna seria mais eficiente se fosse intensamente realizada próxima das áreas de captura e distribuição dos animais. Além de desestimular a ação nos primeiros elos da corrente do comércio ilegal, reduziria os maus tratos aos bichos e aumentaria bastante a chance da devolução dos animais silvestres aos seus ecossistemas de origem.

- Leia a matéria completa do Itamaraju Notícias
- Releia "Apreender na origem aumenta a chance de soltura", publicado pelo Fauna News em 28 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Apreender na origem aumenta a chance de soltura

As chances de um animal silvestre voltar à vida livre aumentam muito quando a apreensão ocorre na sua área de origem. A situação complica bastante quando o bicho já está em outro bioma ou distante de sua região de ocorrência, como normalmente ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde pássaros da Caatinga e do Cerrado, principalmente, são vendidos ilegalmente.

Aves que seriam levadas para São Paulo
Foto: Portal Poções

“Um homem foi preso por volta das 16h30min da tarde desta quarta-feira (15), no bairro Primavera, em Poções, acusado de tráfico de animais silvestres. De acordo com informações da Polícia Militar, Ademir Bonfim Aparício, 40 anos, foi abordado por uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e em posse dele estava 146 pássaros silvestres. O acusado informou que os animais seriam comercializados em São Paulo. Os animais apreendidos foram encaminhados para a delegacia juntamente com Ademir, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi acionado.” – nota “Poções: homem é preso por tráfico de animais silvestres no bairro Primavera”, publicada em 16 de maio de 2013 pelo Portal Poções

Ademir transportava 146 aves
Foto: site da Rádio Liberdade (Poções - BA)

Poções, na Bahia, é um município que faz parte da rota do tráfico de fauna para o Sudeste. A cidade, além de uma feira que comercializa ilegalmente animais silvestres, principalmente aves, é apontada como um centro para receber os bichos capturados e despachá-los para São Paulo e o Rio de Janeiro.

Quando os animais, vindos do Nordeste, Norte e Centro-oeste do país, são apreendidos no Sudeste, a possibilidade de retorno para as regiões de origem diminui bastante. Uma das principais causas dessa dificuldade está na burocracia e na falta de recursos dos órgãos ambientais, principalmente do Ibama, para realizar a recuperação e o transporte dos bichos. O processo é trabalhoso e caro, mas será que não vale o investimento?

- Leia a nota do Portal Poções

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Começar a semana pensando...

...com Dener Giovanini sobre a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que regulamenta a posse de animais silvestres que tenham sido apreendidos pelos órgãos de fiscalização ambiental.
Foto: akatu.org.br
“Essa resolução do Conama é um sinal claro da ineficiência do Brasil para gerir sua fauna silvestre. Independente dos argumentos contra e a favor dessa norma – e são muitos – o fato é que existe algo de muito errado em nossa política nacional de fauna.”

Dener Giovanini, coordenador-geral da Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), em seu artigo “Conama aprova Resolução que permite a posse, pela população, de animais silvestres de origem ilegal”, publicado em 24 de maio de 2013 no blog Reflexões Ambientais do estadao.com

Para esclarecer: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por causa da falta de espaço e estrutura dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, decidiu que os animais silvestres apreendidos poderão ficar na posse provisória de pessoas físicas e jurídicas, incluindo as que foram flagradas com a posse ilegal do bicho.

- Leia o artigo completo de Dener Giovanini
- Releia o post do Fauna News “Guarda provisória de animais silvestres: atestando a incompetência do poder público”, publicado em 24 de maio de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Reflexão para o fim de semana: a liberdade é uma possibilidade

Os papagaios terão nova chance na natureza
Foto: Airton de Grande/Ibama

Boa parte dos animais apreendidos com traficantes não consegue voltar à natureza. Esse retorno é caro e depende de bastante investimento técnico. Apesar de o poder público pouco investir nesse processo, há casos que devem ser divulgados.

“Cerca de 50 papagaios serão enviados nesta quinta-feira (23) do Rio Grande do Norte para o Mato Grosso. As aves foram apreendidas pelo Ibama nos últimos anos e serão levadas para soltura. Segundo o Ibama, no Mato Grosso os papagaios voltarão a viver em liberdade e poderão "reproduzir-se e cumprir seu papel ecológico".

Todas as aves foram submetidas a exames de sangue para detectar possíveis patologias e identificação de sexo, já que papagaios não apresentam diferenciação externa entre machos e fêmeas. Também foram anilhadas e estão em ótimas condições para serem soltas.”
– texto da matéria “Papagaios apreendidos no RN serão enviados para soltura no Mato Grosso”, publicada em 22 de maio de 2013 pelo portal G1

- Leia a matéria completa do G1