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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia Mundial do Meio Ambiente é data para reflexão e conscientização

Em 5 de junho de 1972 começava, em Estocolmo, na Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, ou simplesmente Conferência de Estocolmo. O evento, que durou até o dia 16, foi o primeiro grande encontro de representantes de vários governos organizado pela ONU para discutir questões ambientais.

Pela importância da Conferência de Estocolmo, decidiu-se estipular a data de seu início como o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Muitos falam em comemoração, já que, sim, há avanços na conservação e respeito pelo meio ambiente. Outros afirmam não ter o que comemorar, afinal, o ser humano continua explorando o planeta como se não houvesse graves consequências para a sobrevivência sua e das demais espécies.

Mas a data deve ser usada como um dia de reflexão, um momento de parada para analisar o que já foi feito, o que está sendo feito e o que deve ser feito para acabar com a separação ser humano e natureza – como se o homem não fizesse parte desse complexo sistema. O histórico olhas antropocêntrico já não cabe mais. As demais espécies têm o direito à vida, e para isso, precisam de respeito, além de ar, água e terra limpos.

É um momento para intensificar ações de conscientização para aqueles que ainda não enxergaram que a natureza já está cobrando pelas agressões sofridas e que a intensidade dessa conta vai aumentar.
Para o Fauna News, dois números representam o que nós, brasileiros, estamos fazendo com os animais silvestres:

- 38 milhões: estimativa de 2001 da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). É a quantidade de animais silvestres retirada da natureza brasileira todos os anos para abastecer o tráfico de fauna;

Feiras livres: palco tráfico típico do tráfico no Brasil
Foto: F. Schunck

- 475 milhões: estimativa do coordenador do Centro brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, da quantidade de animais silvestres mortos por atropelamentos nas estradas e rodovias brasileiras.

Foto: Folha Online (de Campos de Goytacazes- RJ)

Mudança de atitude. É isso que o 5 de junho pede.

O certo é assim
Foto: Projeto Arara Azul

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Fauna News de luto: morre Luiz Claudio Marigo

O Fauna News abre uma exceção e hoje presta homenagem a Luiz Claudio Marigo, que morreu em 2 de junho (segunda-feira) no Rio de Janeiro (RJ). Há quem não conheça seu nome, mas é possível já ter visto suas fotos em publicações (livros e revistas) que tratam de natureza. Seu trabalho mais popular foi, sem dúvida, as imagens de animais que acompanhavam do famoso chocolate Surpresa, uma febre na década de 1980.

Marigo era um especialista em fotografar animais silvestres
Foto: Cecília Marigo

Marigo no Fauna News tem um lugar especial. Muitos textos sobre o tráfico de animais e a luta pela sobrevivência das poucas dezenas de ararinhas-azuis, hoje extintas na natureza, foram ilustrados com a foto da então considerada última ararinha viva em vida livre. Um registro de 1990, na Bahia. Era um macho que estava vivendo com um bando de maracanãs.

1990: Marigo fotografa a última ararinha-azul em vida livre

Assim ele contou um pouco de si:

“Nasci no Rio de Janeiro, em 1950, e me criei entre o mar e a floresta atlântica. Minhas primeiras descobertas da natureza- as incursões que fazia pelas encostas dos morros próximos à minha casa e brincadeiras no mar e nas areias da praia de Copacabana - exerceram uma profunda influência na minha vida e no meu trabalho. Como as tartarugas marinhas, guardamos as experiências da infância no recôndito mais profundo da mente e desejamos voltar a elas na idade adulta. A fotografia de natureza me dá a oportunidade de recapturar as imagens da infância e, quando me perguntam por que escolhi este trabalho, a resposta vem com muita clareza: caminhar nas florestas e nos campos é, para mim, uma necessidade vital- eu preciso fazer isso.

Quando, sorrateiramente, sigo quase sem poder respirar, os macacos, os tucanos ou as pequenas aves nas matas, naquele momento entro em contato com o essencial significado da vida. Isso realimenta o meu espírito e dá sentido à minha existência. É natural que, já adulto, direcionei esta necessidade para o trabalho, visando a própria sobrevivência. Tenho, também, plena consciência de que o meu amor à natureza transparece em cada uma de minhas fotos, tornando o meu trabalho missionário na luta pela conservação da natureza e sobrevivência dos seres que tanto amo e respeito.”
– texto da página “A natureza e eu” do site pessoal de Marigo

Não bastasse a morte de Marigo ser uma perda irreparável, a forma como ocorreu é revoltante – não por envolver o grande fotógrafo, mas pelo descaso com a vida.

“Foi identificado como Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos, o homem que morreu na tarde desta segunda-feira, provavelmente vítima de infarto dentro de um ônibus em frente ao Instituto Nacional de Cardiologia (INC), na Rua das Laranjeiras, na Zona Sul. Marigo agonizou por cerca de uma hora diante da unidade de saúde — que está em greve e não tem atendimento de emergência. Nesse tempo, contaram testemunhas, passageiros buscaram socorro no hospital, mas nenhum médico do instituto o atendeu. O fotógrafo se notabilizou por trabalhos para a Revista Geográfica Universal, e para os álbuns do Chocolate Surpresa.” – texto da matéria “Homem que morreu após sentir dores no peito era fotógrafo especialista em natureza”, publicada em 3 de junho de 2014 pelo site do jornal O Globo

Assista ao relato de Marigo sobre como fotografou, em 1990, a última ararinha-azul avistada livre:


- Conheça o site de Marigo e conheça seu trabalho
- Leia a matéria completa de O Globo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Reflexão para o fim de semana: a beleza do retorno à vida livre no Mato Grosso do Sul

Momento da soltura do lobo-guará
Foto: Teódison (Mano)

“O Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim – MS) recebeu no dia 8 de maio a visita de integrantes do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande (MS) para a realização de soltura de alguns espécimes.

(...)Foram soltos no local: 03 Jabutis – Geochelone carbonaria; 03 Gambás – Didelphis albiventris; 02 Pombas Asa Branca – Patagioenas picazuro; 01 Juriti Pupu – Leptotila verreauxi; 01 Coruja Buraqueira – Athene cunicularia e 01 Lobo Guará – Chrysocyon brachyurus.

Segundo informações da equipe do CRAS, foi a primeira soltura de um lobo-guará na região. "Ficamos muito felizes em receber um animal desta importância. Isso nos mostra que o ambiente da RPPN Cabeceira do Prata se encontra em perfeitas condições para receber animais deste porte", revela Juliana.”
(bióloga colaboradora do Recanto, Juliana Andrade) – texto da matéria “Animais silvestres são soltos no Recanto Ecológico Rio da Prata”, publicada em 15 de maio de 2014 pelo site Bonito Notícias

- Leia a matéria completa do Bonito Notícias

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Começar a semana pensando...

...na velocidade dos motoristas: atropelamento de fauna.
Foto: Paulo Yuji Takarada
“Para se ter uma ideia, eu tirei foto até de um beija-flor atropelado. Imagine a velocidade do veículo para poder pegar o beija-flor?”

Repórter cinematográfico Valdeci Queiroz, na matéria “Atropelando a natureza”, publicada em 23 de fevereiro de 2014 pelo site do jornal Diário de Cuiabá

- Leia a matéria completa do Diário de Cuiabá

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Reflexão para o fim de semana: a liberdade é uma possibilidade

Os papagaios terão nova chance na natureza
Foto: Airton de Grande/Ibama

Boa parte dos animais apreendidos com traficantes não consegue voltar à natureza. Esse retorno é caro e depende de bastante investimento técnico. Apesar de o poder público pouco investir nesse processo, há casos que devem ser divulgados.

“Cerca de 50 papagaios serão enviados nesta quinta-feira (23) do Rio Grande do Norte para o Mato Grosso. As aves foram apreendidas pelo Ibama nos últimos anos e serão levadas para soltura. Segundo o Ibama, no Mato Grosso os papagaios voltarão a viver em liberdade e poderão "reproduzir-se e cumprir seu papel ecológico".

Todas as aves foram submetidas a exames de sangue para detectar possíveis patologias e identificação de sexo, já que papagaios não apresentam diferenciação externa entre machos e fêmeas. Também foram anilhadas e estão em ótimas condições para serem soltas.”
– texto da matéria “Papagaios apreendidos no RN serão enviados para soltura no Mato Grosso”, publicada em 22 de maio de 2013 pelo portal G1

- Leia a matéria completa do G1

terça-feira, 21 de maio de 2013

Alimentando o tráfico de animais para turistas

“Núcleo de Estudo e Pesquisa em Animais Selvagens (Nepa) com o apoio do Grupamento Ambiental de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, apreenderam em Varre-Sai, no Noroeste do Estado, nove animais silvestres em um hotel fazenda da região.

Apreensão de animais no hotel fazenda
Foto: Divulgação

De acordo com os guardas ambientais, a denúncia partiu do Ministério Público e teve o apoio da Defesa Civil de Varre-Sai. Foram apreendidos cinco jabutis, dois macacos pregos e dois quatis.”
– texto da matéria “Animais silvestres são apreendidos em hotel fazenda de Varre-Sai, RJ”, publicada em 15 de maio de 2013 pelo portal G1

Em 2001, a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) estimou que 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza brasileira, por ano, para abastecer o tráfico de fauna. Muitos animais são vendidos para pessoas que alegam gostar de animais e, por isso, mantém aves em gaiolas e primatas em pequenas jaulas ou acorrentados. Outros tantos animais são vendidos para gente que os explora para ganhar algum dinheiro.

É o caso do proprietário do hotel fazenda. Em clima bucólico, os turistas buscavam descanso próximo à natureza. Mas e os animais em cativeiro? Será que é legal procurar contato com o “verde” enquanto animais perdem a liberdade e ecossistemas são afetados em seu equilíbrio?

Consumidor também pode ajudar na conservação ambiental. No caso, os hóspedes.

- Leia a matéria completa do portal G1

sexta-feira, 1 de março de 2013

Reflexão para o fim de semana: animação resume a relação do homem com a natureza

 
A animação "Man", de Steve Cutts, faz uma rápida cronologia da forma como o homem historicamente se relaciona com a natureza – o que inclui a fauna silvestre. Com  de pouco mais de 3 minutos, o vídeo mostra o quanto antropocentrista são é comportamento com as demais espécies, pensadas como objetos para uso e exploração do Homo sapiens. Ainda não aprendemos a respeitar as demais formas de vida.


Tomara que a soltura tenha sido criteriosa. Afinal, foram 223 animais

“O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) soltou 223 animais silvestres, na zona rural da região Serrana do Espírito Santo, nesta terça-feira (26). A ação fez parte das comemorações dos 25 anos da corporação e foi acompanhada pelo biólogo e coordenador do Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias), José da Penha Rodrigues, após cuidadosa escolha do local e parecer favorável do Ibama. (...)

Tucano solto no Espírito Santo
Foto: Dibulgação PM Ambiental ES

Entre os animais silvestres soltos estavam trinca-ferros, sabiás, melros, tietingas, tucanos, jandaias-estrelas, jacuguaçús, coleiros, canários, catataus, sanhaços, galinhos da serra, dentre outros, além de alguns jabotis. Todos os animais estavam devidamente marcados por anilhas. Sobre todos os animais recolhidos consta um registro das informações, incluindo quantidade e sexo, além da produção de um registro fotográfico, filmagem e boletim de ocorrência ambiental.

Os animais encaminhados pelo BPMA ao Cereias passam por uma rigorosa avaliação veterinária, são medicados, tratados e, após recuperação, passam por uma nova avaliação com o biólogo José da Penha, que vai dizer se estão aptos ou não para a reintrodução na natureza. De acordo com o tenente-coronel Andrey Rodrigues, comandante do BPMA, a soltura de animais de volta à natureza tem como objetivo a proteção da fauna silvestre.”
– texto da matéria “Polícia Ambiental solta 223 animais silvestres na região Serrana do ES”, publicada em 27 de fevereiro de 2013 pelo portal G1

É bastante incomum haver solturas de tamanha dimensão. Tecnicamente, espera-se que não haja restrições, afinal a matéria informa ter sido feito um trabalho com acompanhamento de profissionais do Ibama.

Esse questionamento é válido pelo fato de que as consequências de uma soltura sem critérios podem ser desastrosas, gerando desde a morte dos animais até um desequilíbrio em algum ecossistema. Além da avaliação do bicho e a preparação do mesmo para a volta à natureza, a área de soltura também deve ser avaliada, já que o animal tem de viver em seu bioma de origem, em uma área com alimentação suficiente e uma população de sua espécie em um número que possa recebê-lo sem gerar uma superexploração de suas fontes de alimentos. Esses são apenas alguns pontos que são levados em consideração.

Além dos fatores técnicos, é preciso levar em conta a ação humana na região da soltura. O nível de devastação dos hábitats e o grau de proteção da região têm de ser avaliados. Afinal, não se deve soltar o bicho em uma área com a presença constante de caçadores ou traficantes de fauna.

Que tudo isso tenha sido levado em consideração. Se foi, parabéns ao Batalhão de Polícia Militar Ambiental e  ao Centro de Reintrodução de Animais Selvagens.

- Leia a matéria completa do portal G1

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O rali e a onça-preta

“O Ibama resgatou nesta quinta-feira (05/07) um filhote de onça-preta abandonado no final da semana passada em Tucuruí, no sudeste do Pará. O animal é uma fêmea, com cerca de três meses de idade, e passa bem. Ela teria se perdido, ou foi deixada pela mãe, numa estrada de acesso ao município, após um incidente com praticantes de "rally off-road".

Separada da mãe e condenada ao cativeiro
Foto: Divulgação Ibama

A pequena onça-preta acabou sendo recolhida por um dos participantes do rally e levada para Cametá, no nordeste do estado, onde foi entregue aos Bombeiros cinco dias depois do acidente. Segundo a corporação, um dos quadriciclos da competição teria atropelado a onça adulta, quando o felino fazia a travessia para a floresta com dois filhotes. Acuada, a fêmea conseguiu fugir levando um deles, mas deixou o outro para trás.”
– texto de divulgação do Ibama, publicado no site do órgão em 6 de julho de 2012

O ocorrido com a onça e seus filhotes foi um acidente. Garanto que ninguém planejou tal fato. Mas o ocorrido merece uma reflexão.

Praticantes de trilhas com jipes ou motos e competições de rali utilizam áreas com natureza relativamente preservada, onde a presença de animais silvestres não pode ser considerada estranha. Pelo contrário.
Portanto, caros pilotos (profissionais ou de fim de semana) todo cuidado é pouco. O contato com a natureza, tão valorizada por vocês, deve ter o respeito à fauna e à flora como princípios. Não desmatem para abrir novos caminhos, organizem competições somente após um estudo completo  sobre a possibilidade de ocorrer contato com a fauna silvestres e sobre os impactos que toda a barulheira pode causar na vida dos bichos.

Respeitar o meio ambiente é muito mais do que estar em contato com a natureza. Afinal, as consequências podem ser desastrosas:

“Como não adquiriu experiência necessária para sobreviver, no pouco tempo em que ficou com a mãe, o filhote dificilmente poderá retornar à natureza.” – texto do Ibama

- Leia o texto completo do Ibama

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pensando em se mudar da cidade grande? Pense bem sobre onde quer viver

Viver nos grandes centros urbanos, rodeado de barulho, poluição, violência e pouco verde é realmente muito difícil. É um modo de vida que nossa civilização escolheu e mantém com todas as suas forças.

Mas, apesar da escolha, é fato que muita gente tenta aliar as facilidades das cidades e a necessidade de trabalho com um estilo de vida um pouco mais bucólico. A opção, apesar de  não ser errada, tem um preço: os empreendimentos imobiliários estão cada vez mais ocupando os remanescentes de florestas e de matas que ainda restam. E não é só a vegetação que sofre com esse expansionismo...

Região da Serra do Japi, em Jundiaí: exemplo do novo expansionismo
Foto: Portaljapy.com.br

Os animais também são vítimas. O Jornal da Record, em sua edição de 21 de abril de 2012, fez uma pequena matéria sobre o assunto, abordando o trabalho da ONG Associação Mata Ciliar, de Jundiaí (SP). Apesar de a matéria ser curtinha, dá pra ter uma ideia do tipo de problemas que nossa busca por um estilo de vida mais próximo da natureza pode causar.

Assista e reflita - desconsidere a propaganda no começo do vídeo. Quer viver perto da natureza? Então pense bem antes de comprar sua nova casa em áreas onde antes existiam árvores e viviam animais silvestres.

- Conheça a Associação Mata Ciliar

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Começar a semana pensando...

...com música novamente. E novamente com o Projeto Bioart – semana passada, no post de 16 de abril de 2012, o Fauna News publicou o vídeo da música “Dudu Arara Azul”. Hoje é dia da “Curta AnaTureza”.

Curtir a natureza é uma boa forma de aprender a respeitar a vida.

- Conheça o Projeto Bioart