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terça-feira, 15 de outubro de 2013

É na Argentina, é no Brasil, é no mundo todo. Apressados matam animais nas estradas

“A Rodovias Nacionais Nº12, que vai do Uruguai até a Argentina, e Nº101, que passa pela Nº12 já na Argentina, apresentam grande perigo aos animais que vivem perto de seu trajeto. No último ano foram contabilizadas 3 mil mortes de animais da fauna local com destaque para duas onças-pintadas, espécie em extinção, que foram atropeladas por automóveis em alta velocidade.

Onça-pintada atropelada na Argentina
Foto: Reprodução/Anda

É por este motivo que um grupo de ONGs composto pela Fundación Red Yaguareté e Fundación Banco de Bosques, denominado “ONGs juntas por rutas seguras para la fauna silvestre” abriu uma petição no site Change que pretende diminuir o limite de velocidade para as rotas que mais matam animais na Argentina.” – texto da matéria “Onças-pintadas são atropeladas em rodovias na Argentina”, publicada em 14 de outubro de 2013 pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda)

O excesso de velocidade (não necessariamente a velocidade permitida para a via) é um dos grandes vilões responsáveis pela matança de animais silvestres nas estradas e rodovias.

O biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Andreas Kindel, afirma que um estudo realizado na Austrália sugere que uma redução de 20% na velocidade diminui em 50% a mortalidade de animais atropelados em estradas. Os motoristas são as principais peças para serem trabalhadas em qualquer projeto de objetive a redução do conflito entre veículos e a fauna silvestre. O pesquisador é coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos.

O que está acontecendo nas estradas Argentinas ocorre em todo o mundo. Inclusive no Brasil, onde estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia das Estradas (CBEE), ligado à Universidade Federal de Lavras (UFLA), indica que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras anualmente.

Massacre.

- Leia a matéria completa da Anda

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Começar a semana pensando...

...com a promotora de Justiça de SP Vania Tuglio: Resolução 457 é inconstitucional.
Foto: José Antônio Teixeira
“Essa Resolução é inconstitucional na medida em que permite que os animais em estejam sob guarda irregular sejam mantidos nessa mesma situação.  A inconstitucionalidade reside no fato de que a Resolução desrespeita o artigo 25 da Lei Federal 9.605/98, que determina que os animais apreendidos sejam entregues a centros de reabilitação, santuários, zoos e assemelhados desde que sob cuidados de técnicos habilitados”.

Vania Maria Tuglio, promotora de Justiça e coordenadora do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo (Gecap) do Ministério Público de São Paulo, na matéria “Resolução do Conama é um atentado aos direitos animais e à fauna brasileira”, publciada pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda) em 27 de junho de 2013

No caso de o poder público não conseguir  “vagas” em suas instituições (tipo Cetas – Centro de Triagem de Animais Silvestres), zoológicos ou entidades semelhantes para receber os animais apreendidos (anfíbios, répteis, aves, e mamíferos), passou a ser possível, de acordo com a decisão, a elaboração dos termos de depósito de Animal Silvestre e o Preliminar, isto é, o bicho poderá ficar com o infrator (criador ilegal). Está aberto o precedente do "ilegal tornar-se legal".

- Leia a matéria completa da Anda
- Conheça a Resolução 457
- Releia o post do Fauna News “Guarda provisória de animais silvestres: atestando a incompetência do poder público”, publicado em 24 de maio de 2013

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Reflexão para o fim de semana: lugar de golfinho é no mar, não em tanques

A novidade está na Agência de Notícia de Direitos Animais (ANDA):

“A Coréia do Sul irá proibir a captura de golfinhos nos Oceanos Índico e Pacífico para uso em shows, designando-os como mamíferos protegidos, conforme anunciado pelo Ministério dos Assuntos Marítimos nesta terça-feira (26). As informações são da Global Animal.

Manter golfinhos em cativeiro: diversão para quem?
Foto: Sara Pinheiro

Um projeto de lei também pretende enquadrar neste grupo as tartarugas marinhas e os cavalos-marinhos, segundo o Ministério.”
– texto da matéria “Coréia do Sul proibirá caça de golfinhos para shows”, publicada em 28 de junho de 2012

A situação desses golfinhos tem pontos em comum com a de animais em circos. Hoje, já há grande mobilização de setores da sociedade se manifestando contra o uso de bichos em espetáculos de entretenimento.

Mas como nem tudo é perfeito, a Coréia do Sul continuará a autorizar a caça dos golfinhos para pesquisas.

“Os golfinhos são amplamente utilizados para shows na Coréia do Sul. Mas o Zoológico principal de Seul, em março, concordou em suspender as exibições após reivindicações de ativistas e a acusação de que um dos golfinhos teria sido capturado ‘ilegalmente’.” – texto da ANDA

Bonito é assim, não em tanques de espetáculo
Foto: Foto.fot.br

O caso poderia servir de exemplo para o restante do mundo.

- Leia a matéria completa da ANDA

terça-feira, 8 de maio de 2012

A moda incentivando o tráfico de animais e a crueldade

Matéria da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) escancara o quanto a indústria da moda pode, como qualquer outra atividade econômica, ser retrógrada e cruel.

“Uma nova moda de peles vem causando sofrimentos excruciantes e mortes dolorosas em inúmeros animais. É a moda das vestimentas, calçados e acessórios feitos com pele de cobras pítons.

O uso de material sintético evita esse tipo de cena
Foto: Occupy for Animals

Segundo denúncia extensa feita pela organização Occupy For Animals, grifes como Jimmy Choo, Donna Karan, Mulberry, Gucci, Prada, Roberto Cavalli e Yves Saint Laurent vêm obtendo peles de pítons para produzir casacos, bolsas e botas, e celebridades como Kylie Minogue e Sienna Miller foram recentemente pegas usando respectivamente bolsa e botas feitas com esse tipo de pele.”
- texto da matéria “Nova moda entre grifes, pele de píton é produzida com crueldade extrema”, publicada em 6 de maio de 2012

O problema não está exclusivamente no uso do couro de pítons – já que há alternativas sintéticas. De acordo com a matéria, o uso do material está impregnado dos métodos cruéis.

“Nessas “fábricas”, as cobras menores são empaladas com ganchos, ou então cravadas a uma árvore com um prego martelado sobre suas cabeças, e então são esfoladas vivas a partir de uma pequena incisão abaixo da cabeça e uma longa fenda na pele aberta no estômago do animal. Então a pele é segurada no topo, logo abaixo da cabeça, e arrancada de uma vez. Depois de esfoladas, as cobras são largadas à morte, podendo agonizar por dois ou três dias.

Foto: Occupy for Animals

Já as pítons têm mangueiras enfiadas em suas bocas e são infladas com água intensa enquanto ainda estão vivas, de modo que sua pele fique mais fácil de soltar do corpo. Depois disso são esfoladas vivas e largadas à morte, também agonizando por dois ou três dias.”

Essa exploração também está incentivando o tráfico.

“Além disso, muitas pessoas acham que usam pele abandonadas por cobras que passaram pelo processo natural de muda (troca de pele). O que não é verdade, porque peles largadas de muda são muito secas, finas e sem brilho – e isso significa que as peles usadas são de cobras mortas e esfoladas.

Foto: Occupy for Animals

As pítons, geralmente entre 3 e 4 anos de idade, são capturadas em seu habitat natural (selvas e campos naturais) por arpoadores, que usam armadilhas, iscas e redes para esse intento. As cobras são então aprisionadas em sacos e vendidas para “fábricas de peles” rudimentares.”

As grifes estão participando e incentivando uma atividade cruel e danosa para o meio ambiente em países asiáticos como Vietnã, Tailândia, Indonésia, Camboja, Sri Lanka e Filipinas. Somente na Indonésia há 150 mil caçadores de cobras.

Lembre-se: parte do poder para acabar com isso está em suas mãos, CONSUMIDOR!

- Leia a matéria completa da ANDA
- Conheça a denúncia da Occupy for Animals (em inglês)