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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Reflexão para o fim de semana: onças-pardas vítimas das estradas

Mais uma onça-parda atropelada: desta vez, no Paraná
Foto: Divulgação PM Ambiental Paraná

“Uma onça puma, conhecida também como parda, de quase 65 kg foi atropelada e morta por um carro quando atravessava a PR-117, entre Campo Mourão e Peabiru, no centro-oeste do Paraná. De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o motorista não conseguiu frear quando viu o animal na rodovia e acabou provocando o acidente que ocorreu no sábado (5).

(...) A médica veterinária e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do estado, Carmen Hilst, explica que esse tipo de animal tem hábitos noturnos e, provavelmente, estava atrás de algum animal quando foi atropelado. "Esse felino caça a noite e deve ter tentado atravessar a rodovia para procurar comida quando foi atropelado", diz.

A professora ainda conta que as luzes dos carros atrapalham a visão do animal. "As luzes dilatam totalmente a pupila e ele fica temporariamente sem poder ver. Favorencendo esse tipo de acidente", detalha Carmen. “
– texto da matéria “Onça puma é atropelada por carro em alta velocidade em rodovia do PR”, publicada em 8 de abril de 2014 pelo portal G1

As onças-pardas não são as únicas vítimas dos atropelamentos de fauna nas estradas e rodovias brasileiras. Afinal, segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, 475 milhões de animais silvestres morrem todos os anos nessas circunstâncias no Brasil.

Mas, ultimamente, diversos casos têm sido noticiados. Conheça os atropelamentos publicados pelo Fauna News em 2013 e 2014:

- 6 de abril de 2014: onça-parda morre atropelada na SP-613, no Parque Estadual Morro do Diabo (SP)
- 3 de abril de 2014: onça-parda resgatada viva após atropelamento na SP-300, em Agudos (SP)

- 3 de dezembro de 2013: onça-parda resgatada viva após atropelamento na SP-300, em Bauru (SP)
- 9 de julho de 2013: onça-parda resgatada viva após atropelamento na MS-436, entre Figueirão e Alcinópolis (MS)

- 5 de agosto de 2013: onça-parda resgatada viva após atropelamento na BR-116 (via Dutra), em Arujá (SP)
- 8 de julho de 2013: filhote de onça-parda resgatado vivo sobre corpo da mãe morta em atropelamento na BR-163, no Mato Grosso do Sul
- 13 de março de 2013: filhote de onça-parda morre atropelado na MS-141, entre Naviraí e Ivinhema (MS)

- Leia a matéria completa do portal G! sobre a onça atropelada no Paraná

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Atropelamentos de animais: só quando o bicho é grande é que chama a atenção

“Policiais do 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário de Araguari, no Triângulo Mineiro, resgataram nesta quinta-feira (27) uma onça-parda já sem vida, na MG-413 sentido Caldas Novas (GO). Os policiais receberam informações que o animal tinha sido atropelado na rodovia.

Onça encontrada morta em Araguari
Foto: Divulgação Polícia Militar MG

Ela foi encontrada nas margens da estrada e deverá ser empalhada para utilização nos trabalhos de Educação Ambiental da Polícia Militar de Meio Ambiente. Próximo ao local onde o animal foi atropelado existe reservas legais de propriedades rurais, que segundo a PM, provavelmente era o onde a onça ficava.” – texto da matéria “Onça morre depois de ser atropelada na MG-413 próximo a Araguari”, publicado em 28 de março de 2014 pelo portal G1

Estimativa do coordenador de Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia das Estradas (CBEE), ligado à Universidade Federal de Lavras (UFLA), Alex Bager, indica que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras anualmente.

Desse total, 90% das mortes são de pequenos vertebrados, como sapos, cobras e pequenas aves; 9% das mortes são de vertebrados de médio porte, como gambás, lebres e macacos e 1% das mortes é de vertebrados de grande porte, como onças-pardas, lobos-guarás, onças-pintadas, antas e capivaras.

Apesar de os casos envolvendo os mamíferos de médio e grande porte serem a minoria, são eles que chamar a atenção por serem mais fáceis de visualizar e por ser alvo de matérias da imprensa. Esse fato, muitas vezes, acaba passando uma falsa impressão para a população.

Vamos à realidade:

- 15 animais morrem atropelados a cada segundo nas estradas e rodovias do Brasil.
- 1.260.000 animais morrem atropelados por dia nas estradas e rodovias do Brasil.
- 475.000.000 animais morrem atropelados por ano nas estradas e rodovias do Brasil.
- 90% das mortes são de pequenos vertebrados, como sapos, cobras e pequenas aves.
 - 9% das mortes são de vertebrados de médio porte, como gambás, lebres e macacos.
- 1% das mortes é de vertebrados de grande porte, como onças-pardas, lobos-guarás, onças-pintadas, antas e capivaras.
- Mais de 257.000.000 de animais morrem atropelados em estradas pavimentadas por ano no Brasil.
- Mais de 218.000.000 de animais morrem atropelados em estradas não pavimentadas por ano no Brasil.

Fonte: Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE)

- Leia a matéria no portal G1

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sistema Urubu: celular vira ferramenta contra atropelamentos de animais

A matéria a seguir, “Aplicativo de celular pode reduzir atropelamento de animais”, foi publicada em 25 de fevereiro de 2014 pelo Blog do Planeta do site da revista Época. Hoje o Fauna News reproduz na íntegra o material jornalístico.

O Sistema Urubu é mais uma ferramenta para tentar reduzir o impressionante número de animais silvestres atropelados todos os anos nas estradas e rodovias do Brasil: 475 milhões, de acordo com o coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), Alex Bager. O banco de dados formado pelo seu uso pretende ajudar na elaboração de políticas públicas, gestão da malha rodoviária e em pesquisas científicas.

“Em breve, qualquer pessoa com um smartphone na mão poderá ajudar a monitorar os atropelamentos de espécies nativas no Brasil. O sistema batizado de Urubu Mobile, ou Sistema Urubu, foi idealizado pelo biólogo Alex Bager, da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. Trata-se de um aplicativo para celulares e tablets com Android. O Urubu Mobile pode ajudar a registrar os casos de mortes de animais nas estradas. Além de marcar o evento triste, ele serve de referência quando for planejada a expansão ou construção de estradas. Com isso, é possível tomar cuidados para evitar que mais animais sejam vítimas dos carros e caminhões. O desenvolvimento do programa é financiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Bager explica os benefícios do aplicativo na entrevista a seguir.

ÉPOCA: Em que estágio está o Urubu Mobile? Já existe?
Bager: Faz uns 6 meses que prometo o lançamento do Urubu Mobile e sempre surge um problema técnico que me faz segurar. Entretanto hoje pela manhã (terça, dia 25 de fevereiro) fui informado que o sistema está pronto. Se realmente estiver tudo ok vamos lança após o carnaval.

ÉPOCA: Qualquer pessoa pode baixar no celular e usar?
Bager: Sim, qualquer pessoa que possua um smartphone ou tablet com Android poderá baixar o aplicativo. É preciso ter câmera e GPS no aparelho. Pretendemos no futuro lançar para iPhone mas ainda não tivemos recursos para isso. Outro ponto importante é entender que teremos duas versões. Essa que está pronta é a aberta. Além dela, planejamos outra versão para pesquisa, com um banco de dados interno maior e várias fotos.

ÉPOCA: Como o programa funciona?
Bager: A idéia é muito simples. A pessoa se cadastra no Urubu Web (sistema de gestão de dados) e baixa o aplicativo. Quando encontra um animal atropelado, registra a foto e automaticamente sabemos a data e a posição geográfica. A pessoa pode enviar no mesmo instante ou aguardar para enviar quando tiver wi-fi disponível. O que diferencia nosso sistema de todos os outros existentes no mundo é a validação dos dados. Nenhum dado será incluso no banco sem que seja validado por consultores ad hoc. Todas as fotos que chegarem serão pré-analisadas e submetidas para os validadores. Criamos que exigem o consenso de três validadores. Aí os dados voltam para os gestores que decidem pela liberação ou não.

Numa versão futura pretendemos que as pessoas acumulem pontos, parecido com o Waze (espécie de rede social onde as pessoas dão dicas de trânsito). Quanto mais fotos você mandar, mais pontos ganha e sobe de nível. Existem cinco urubus no Brasil, do urubu preto ao urubu rei.

Tamanduá-bandeira atropelado:  475 milhões de animais 
morrem nas estradas brasileiras
Foto: Jornal de Uberaba

ÉPOCA: O monitoramento só funciona em unidades de conservação ou em qualquer área natural?
Bager: O projeto piloto foi concebido para unidades de conservação porque assim temos pessoal em campo coletando dados sem custo. E ainda poderemos emitir um relatório final para os parceiros tomarem decisões informadas. Entretanto a proposta é totalmente aberta e na verdade pretendemos investir pesado em envolver outros segmentos, como empresas de logística ou concessionárias de rodovias.

ÉPOCA: Para que serve o banco de dados de atropelamento?
Bager: O objetivo principal é planejamento, gestão e desenvolvimento de políticas públicas. Também pode ser usado para pesquisa científica. Estamos propondo que o banco de dados seja adotado por diferentes segmentos da sociedade, como a transportadora Valec ou órgãos como o Ibama. Esses dados ajudariam no licenciamento ambiental de rodovias e ferrovias.

ÉPOCA: Como o registro de atropelamentos pode ajudar a reduzir as mortes de animais nas estradas?
Bager: Imagina o seguinte: existe uma rodovia de pista simples e o governo pretende duplicar. Hoje um analista pede estudos de todas as classes de vertebrados e em toda a extensão da rodovia. Mas esse dado não existe ou está perdido num relatório em alguma gaveta. Nós podemos fornecer um relatório detalhado de todas as espécies afetadas na região, áreas com maior intensidade de atropelamento, em alguns casos poderemos dispor de dados de sazonalidade. Também estamos ampliando os campos de coleta de informação no aplicativo para sabermos quando forem realizadas amostragens de material biológico, para análises genéticas e conteúdos estomacais. Pretendemos facilitar a troca de informações entre pesquisadores e assim permitir que estudos de genética, dietas ou, parasitas em todo o Brasil.

ÉPOCA: Quais são as estatísticas mais importantes do banco de dados? O que deu para descobrir com ele?
Bager: O banco ainda está em desenvolvimento e os dados lá disponíveis não foram trabalhados em sua totalidade. O que temos certeza é que nem a comunidade científica e muito menos o poder público tem noção da perda de biodiversidade que está ocorrendo diariamente nas rodovias e ferrovias brasileiras.

ÉPOCA: O que é possível fazer para reduzir a incidência de atropelamentos? Há técnicas para travessia dos animais? Há formas de cercar as estradas? Há formas de orientar os motoristas?
Bager: O atropelamento é apenas um dos problemas inerentes da presença de rodovias e ferrovias. Existem espécies que tem medo e se mantém afastadas da rodovia. Isso provoca uma redução do habitat potencial. Outras não conseguem atravessar e sofrem com a fragmentação. Sem falar em poluição química ou sonora. Há várias soluções locais para reduzir os atropelamentos. São redutores de velocidade, passagens de fauna sob a rodovia ou viadutos com vegetação.”


- Leia a matéria no Blog do Planeta do site da revista Época

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Massacre de animais nas estradas: em Minas Gerais não é diferente

“De acordo com um levantamento feito por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), quase dois animais silvestres morrem por dia em um trecho estudado pelo grupo. O primeiro trecho, de 100 km fica na BR-050 em direção a Uberaba. O segundo, de 50 km, fica na BR-455 em direção a Campo Florido. De abril de 2012 a março de 2013, 690 animais morreram em acidentes nesses trechos. Desde março do ano passado, já foram catalogadas 580 mortes.

Ana Elizabete Iannini Custódio com cobra morta na BR-050
Foto: Marcos Ribeiro

Segundo a coordenadora do projeto, Ana Elizabete Iannini Custódio, a intenção do estudo é buscar formas de diminuir as mortes de animais silvestres. Os dados são enviados para o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE). Para Ana Elizabete, seria necessário criar passagens para os animais nas rodovias, colocar mais placas informativas, redutores de velocidade e corredores por meio de cercas.

“Como a BR-050 será privatizada, uma forma de ajudar seria a concessionária trabalhar com os funcionários modos de proteger esses animais, e, isso, daria tempo para realizar o trabalho em outras rodovias”, disse a pesquisadora.
” – texto da matéria “Quase dois animais silvestres morrem por dia em trechos das BRs 050 e 455”, publicada em 20 de fevereiro de 2014 pelo site do jornal Correio de Uberlândia

O que ocorre nessas duas rodovias federais é parte de um complexo problema que, de acordo com pesquisa do coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, mata 475 milhões de animais silvestres todos os anos nas estradas brasileiras.

A identificação das espécies mais impactadas e dos motivos que levam os animais até o asfalto é importante para a implantação de estruturas que diminuam os atropelamentos e de campanhas de conscientização para os motoristas.

É o caso das jiboias.

“De acordo com a coordenadora do projeto, Ana Elizabete Iannini Custódio, na semana passada, cinco jiboias foram encontradas mortas no mesmo dia. “Tivemos um período de estiagem grande e, com as chuvas que ocorreram esses dias, as serpentes saíram em busca de lugares mais úmidos”, disse a professora.” – texto do Correio de Uberlândia

Vale destacar que os pequenos vertebrados, como répteis, anfíbios e aves, são as vítimas mais frequentes dos atropelamentos, representando, segundo CBEE, 90% das mortes no Brasil.

- Leia a matéria completa do Correio de Uberlândia

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Trafegando em estradas que cortam unidades de conservação

Estradas e rodovias, quando cortam unidades de conservação de proteção integral (como parques, reservas biológicas e estações ecológicas), devem ter tratamento especial. Afinal, o risco de animais silvestres se arriscarem na faixa de asfalto é grande. Infelizmente, apesar das iniciativas para tentar reduzir os atropelamentos de fauna na BR-471 corta 17 quilômetros da Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul, os resultados ainda são preocupantes.

“O alto índice de mortes de animais na estrada que cruza a Reserva Ecológica do Taim, na Região Sul do Rio Grande do Sul, preocupa os administradores do local. Em 2013, foram 320 casos. No ano passado, o número chegou a 450.

Capivara se arrisca em travessia na BR-471
Imagem: RBS TV

A BR-471 corta 17 quilômetros do Taim. Para evitar danos à fauna, em 2011 o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) começou a colocar telas em uma extensão de dez quilômetros, a fim de não fragmentar as comunidades de animais. A proteção ainda não foi concluída, mas o número de atropelamentos está fazendo com que o Instituto Chico Mendes mude de ideia e queira aumentar a área de proteção.” – texto da matéria “Mortes de animais no RS preocupam administradores da Reserva do Taim”, publicada em 14 de dezembro de 2013 pela página Nossa Terra do portal G1

Os 10 quilômetros de cerca não estão resolvendo, tanto que o gestor da estação ecológica, Henrique Ilha, já pensa em cercar toda a extensão da BR-471 que corta a unidade de conservação, além de aumentar as passagens de fauna (túneis para travessia de animais).

A matéria do G1 não abordou a questão do limite de velocidade nesses 17 quilômetros e atividades de conscientização dos motoristas que utilizam o trecho da estrada. Em áreas com alta probabilidade de animais tentarem cruzar a estrada, como as unidades de conservação, é, no mínimo, prudente fazer com que motoristas dirijam mais devagar.

Esses mesmos motoristas têm de estar cientes que, naquele trecho de rodovia, há boas chances de animais aparecerem. Campanhas educativas, com sinalização, distribuição de folhetos e campanhas em rádio, por exemplo, são boas alternativas.

Com motoristas trafegando em velocidade menor e mais atentos para a questão, com certeza os índices de atropelamentos diminuem.

De acordo com o Centro Brasileiros de Estudos em Ecologia de Estradas, 475 milhões de animais silvestres morrem por atropelamentos todos os anos nas estradas e rodovias brasileiras.

- Leia a matéria completa do portal G1

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Será que alguém recolheu o cadáver?

“Acidente na Rodovia TO-080 na tarde desta quinta-feira, 28, por volta das 13h30, assustou motorista e três servidores da Secretaria Estadual da Juventude. O condutor do veículo Alaô Soares, motorista do Estado há 12 anos falou do susto que levou, pela travessia de um animal silvestre (Veado), quando retornava de um evento com a equipe da Secretaria.

Cadáver pode atrair outros animais para morte
Foto: Redação Surgiu

(...) No acidente apesar do susto nenhuma pessoa ficou ferida, os três servidores foram levados para Palmas em outro veículo o condutor aguardou o Auto Socorro para retirada do carro, já o animal morreu instantaneamente ficando às margens da Rodovia.”
– texto da matéria “Motorista é surpreendido por animal silvestre perde o controle da direção e sai da pista na TO-080”, publicada em 28 de novembro de 2013 pelo site Surgiu (TO)

O acidente com o veado pode aumentar as estatísticas de animais mortos por atropelamentos nas estradas brasileiras em mais de um número. Isso quer dizer que a morte do animal pode não ser somente mais uma nos estimados 475 milhões de bichos mortos por atropelamentos nas rodovias brasileiras todos os anos (estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas).

Está estranhando?

Pense bem: se o cadáver do veado ficar na beira da estrada (o que não é difícil de acontecer), ele poderá atrair animais carniceiros e oportunistas por uma refeição fácil. Dessa forma, outros atropelamentos poderão acontecer e mais bichos poderão morrer. Assim, a morte de um animal pode acarretar na perda de outras vidas.

É extremamente necessário que, quando detectado um animal morto no asfalto, acostamento ou margem de estrada, o cadáver seja retirado. Pela segurança dos motoristas e passageiros e pela preservação da biodiversidade.

Será que os gestores de estradas pensam nisso? Com certeza, poucos.

- Leia a matéria completa do Surgiu

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estradas contra anfíbios

“Rãs, tritões, sapos, salamandras. Estes e outros vertebrados ovíparos da mesma família zoológica têm duas coisas em comum: seus filhotes nascem na água respirando por brânquias, e os adultos vivem na terra e a água, respirando pela pele e pelos pulmões. Todos estão ameaçados e sua população corre o sério risco de diminuir dramaticamente se alguns comportamentos humanos não mudarem.

O WWF (World Wildlife Fund) identificou as ameaças para os anfíbios que são, basicamente: destruição e alteração de habitat, poluição, atropelos, doenças, espécies exóticas invasoras e mudança climática.”
– texto da matéria “O princípio do fim dos anfíbios”, publicada pelo site da revista Info em 20 de novembro de 2013

Placa em rodovia de Portrugal
Foto: Jorge Nunes

De acordo com o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos em estradas e rodovias brasileiras. O coordenador do Centro, Alex Bager, informa que os pequenos animais (anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos) são a maioria das vítimas.

Os atropelamentos de animais silvestres normalmente chamam a atenção quando as vítimas são grandes mamíferos, como onças, lobos-guarás, capivaras e tamanduás, por exemplo. De acordo com o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamentos de Fauna Selvagem do CBEE, 8% das vítimas são anfíbios.

‘"Algumas vezes, uma lagoa fica ao lado de uma estrada e, quando os anfíbios tentam atravessá-la para se reproduzir, ficam presos entre as rodas dos carros. É necessário respeitar as áreas deles ao planejar infraestruturas e, nas já existentes, implantar medidas de correção eficazes, como cercas e passagens subterrâneas para que estes animais possam se movimentar sem perigo", comenta a especialista de WWF. (Gema Rodríguez, do programa de Biodiversidade de WWF Espanha – observação do Fauna News)’ – texto da Info

Infelizmente, como afirmou a especialista, o poder público ainda tem grandes deficiências no planejamento de estradas.

‘“O licenciamento, tanto de rodovias em implantação quanto já operantes, ainda é frágil nas exigências de informações sobre esse tema. E isso ocorre tanto no tipo de informação requerida dos empreendedores quanto na qualidade da mesma”, afirma o biólogo Andreas Kindel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coautor do Conecte – Guia de Procedimentos para Mitigação de Impactos de Rodovias sobre a Fauna. A obra, publicada na internet (www.lauxen.net/conecte), é uma síntese do atual conhecimento sobre os impactos na fauna e sobre como reduzir danos causados.’ – texto da matéria “Massacre nas estradas”, publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

- Leia a matéria completa da revista Info
- Leia a matéria completa da revista Terra da Gente