Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Extinção por atropelamento

“Pelo menos 14 linces ibéricos morreram em Espanha por atropelamento em 2013, duplicando os óbitos em relação a 2012, informou a agência espanhola Efe, referindo que se trata do número mais alto desde que há registros oficiais.

 Lince-ibérico atropelado na Espanha em novembro de 2013
Foto: Projecto Lynx

Segundo dados reunidos pela Efe, morreram mais de 20 linces ibéricos em 2013 e “pelo menos 14 morreram por atropelamento”, o que se transforma num "duro golpe" para a recuperação de uma espécie em perigo de extinção e que registou uma baixa natalidade no mesmo ano.

Oito dos linces ibéricos que morreram atropelados eram machos e as outras seis eram fêmeas. Pelo menos metade dos 14 animais mortos eram exemplares em fase adulta.”
– texto da matéria “Morte de linces ibéricos em Espanha por atropelamento duplica em 2013”, publicada em 1º de janeiro de 2014 pelo sito do jornal português Açoriano Oriental

Sinalização alertando motoristas para presença do lince-ibérico
Foto: Projecto Lynx

O problema dos atropelamentos de animais silvestres ocorre em todo o mundo. O caso do lince-ibérico ganha ares de tragédia quando essas mortes são apontadas como uma das principais causas da redução populacional desse felino “criticamente ameaçado” de extinção (classificação IUCN).

“Os atropelamentos foram, mais uma vez, a principal causa conhecida da morte do lince ibérico.

A duplicação do número de linces atropelados em 2013, coincidiu com uma diminuição na taxa de natalidade destes animais, e com a diminuição da população de coelhos bravos, o seu alimento básico.”
– texto do Açoriano Oriental

O caso do lince-ibérico é um bom exemplo do quanto impactante uma rodovia pode ser para uma espécie. A medida que se ultrapassa um determinado nível populacional, qualquer perda de animal passa a ser extremamente significativa.

No Brasil, micos-leões-dourados ameaçados morrem atropelados no trecho fluminense da BR-101, lobos-guarás têm morrido em grandes quantidades nas estradas e rodovias que cortam o Cerrado e onças-pintadas padecem atingidas por veículos. Apenas para citar alguns exemplos que chamam atenção.

- Leia a matéria completa do Açoriano Oriental

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Trocando entorpecente por animais, mas ainda assim traficantes

“O tráfico ilegal de espécies ameaçadas passou a utilizar as mesmas rotas do tráfico de drogas para sair da América Latina rumo à Espanha, de acordo com autoridades do país europeu.

Segundo o capitão do Serviço de Proteção da Natureza da Guarda Civil da Espanha, Salvador Ortega, alguns narcotraficantes já alteraram seus negócios pelo mercado de animais exóticos, considerado muito mais lucrativo e menos arriscado.”
– texto da matéria “Tráfico de animais usa rota da droga na América Latina, dizem autoridades”, publicada em 1º de janeiro de 2014 pelo portal G1 com informações da agência EFE

Se a moda pegar e os traficantes de drogas migrarem em peso para o mercado negro de fauna, não vai sobrar bicho no planeta.

“Ainda de acordo com Ortega, a Espanha é um ponto importante para a entrada de espécies protegidas vindas da América Latina rumo a países da Europa. O tráfico ilegal de animais é "muito lucrativo" e a tendência é que não diminua, já que a infração é considerada leve (se comparada a do tráfico de drogas) e é mais lucrativo.

Transportar um pequeno ovo, por exemplo, não levanta suspeita. Mas dentro dele se esconde uma determinada espécie de papagaio que pode custar mais de 15 mil euros (cerca de R$ 48.700). Répteis e anfíbios, além de papagaios, são os animais mais traficados.”
– texto do portal G1

Traficante de ovos preso desembarcando em Portugal: 
um mercado crescente na Europa
Foto: Divulgação Ibama

Essa tendência de troca de “mercadorias” pelos traficantes, apesar de conhecida por muitas autoridades responsáveis pela fiscalização, ainda não tem a devida atenção do poder público. Seja no país que for, a legislação punitiva em geral é fraca, não há investimentos em ações perenes de educação ambiental para redução da compra dos animais pela população e a repressão permanece com um caráter incipiente.

Estima-se que o tráfico de animais movimente entre 10 bilhões e 20 bilhões por ano no mundo (dependendo da fonte consultada). A atividade criminosa é apontada como a 3ª mais lucrativa, atrás do tráfico de drogas e do comércio ilegal de armas.

O Brasil é responsável entre 5% e 15% de todo o tráfico de animais do mundo. Estimativa de 2001 da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indica que cerca de 38 milhões de animais são retirados da natureza todos os anos no Brasil para abastecer esse mercado negro.

- Leia a matéria completa do portal G1

terça-feira, 11 de junho de 2013

Repelente químico: mais uma ferramenta contra atropelamentos de fauna

“As empresas Natur Futura e Alvac, respectivamente de Salamanca e de Segóvia, na Espanha, estão desenvolvendo um projeto de pesquisa que protege os animais e aumenta a segurança nas rodovias. Para isso, estão trabalhando em um produto experimental cujo objetivo é impedir o acesso dos animais às rodovias. O produto, composto de substâncias biodegradáveis, já está sendo testado em Barcelona.


Onça-parda atropelada na via Anhanguera, interior de São Paulo
Foto: Divulgação CCR AutoBAn

O projeto consiste na aplicação do produto às margens de uma via rápida de Barcelona. No local, os problemas causados pelo acesso irrestrito dos animais às rodovias têm sido recorrentes.” – texto da matéria “Empresa espanhola desenvolve barreira química biodegradável que evita o acesso de animais às rodovias”, publicada pela Agência de Noticias de Direitos Animais (Anda) em 7 de junho de 2013

Um número incalculável de animais silvestres é morto por atropelamento, todos os anos, nas estradas e rodovias. De acordo com o coordenador do Centro Brasileiros de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, cerca de 475 milhões de animais morrem nessas circunstâncias todos os anos no Brasil.

Atropelamento de fauna: o problema acontece em todo o mundo
Foto: Diário de Corumbá

A iniciativa das empresas espanholas, com certeza, não será a solução para o problema. Afinal, deve ser difícil preparar um produto que afaste todas as espécies – vale lembrar que, a maioria dos animais mortos atropelados é formada de répteis e anfíbios. Mas a iniciativa é válida pois será mais uma ferramenta para, junto com outras, reduzir esse impacto na fauna.

Repelentes químicos, passagens subterrâneas e aéreas, sinalização, cercas e mata-burros são apenas algumas iniciativas que, dependendo da espécie ou espécies envolvidas, podem ser combinadas para reduzir os acidentes. Acima de tudo, os gestores das rodovias não podem esquecer de realizar campanhas de conscientização junto aos motoristas: respeito à sinalização, aos limites de velocidade e atenção redobrada nos trechos com alta incidência de animais silvestres.

- Leia a matéria completa da Anda
- Leia a matéria "Massacre nas estradas", publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rei da Espanha é alvo de críticas: mas o problema é o preço da viagem e não a caça de elefantes

Será que minha leitura dos fatos está errada ou a vida dos animais não tem valor nenhum? Veja:

“O rei da Espanha, Juan Carlos I, é alvo de fortes críticas neste domingo pela imprensa local por ter participado caça de elefantes em Botswana num momento de forte crise econômica em seu país.

Juan Carlos I: foto de 2006, em outra caçada
Foto: Rann Safaris

A imprensa divulgou os custos da viagem e criticou a falta de transparência da Casa Real, três meses após ter prometido apresentar suas receitas por um caso de corrupção envolvendo o enteado do rei.”
– texto da matéria “Rei da Espanha é alvo de críticas por caçar elefantes na África”, publicada em 15 de abril de 2012 pela agência Reuters Brasil

A matéria segue e, em nenhuma linha, é abordado o fato do nobre espanhol estar se divertindo matando elefantes. Não discuto a legalidade do fato, já que a atividade foi praticada em reservas de caça, mas é a questão ética. Sua Majestade é do tipo antigo, em que a vida dos animais ainda podem ser usados como forma de diversão.

Sua Majestade é do tipo em que a dor e a morte lhe causam prazer.

Sua Majestade até tentou fazer essa viagem de morte sem ninguém perceber, mas deu azar:

“A viagem real da semana passada teria permanecido secreta se Juan Carlos não tivesse tropeçado em um degrau e fraturado uma costela. O rei acabou tendo de ser transferido de maneira emergencial para Madri para realizar uma cirurgia.

Na semana passada, Juan Carlos cancelou uma reunião com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, porque ele já teria partido para Botswana, segundo jornais espanhóis.

"Foi uma viagem irresponsável, no pior momento possível", afirmou o jornal El Mundo em editorial. "A imagem de um monarca caçando elefantes na África num momento em que crise econômica cria tantos problemas para os espanhóis é um exemplo muito ruim", emendou.”
– texto da Reuters Brasil

O site Bulhufas informa que a lesão foi no quadril e que cada elefante caçado custa 20 mil euros. E sabe qual informação esse site destacou? Juan Carlos I é presidente de honra da ONG WWF na Espanha.

E não é apenas Sua Majestade que não se importa com a vida. A imprensa aparentemente não deu ênfase ao ato de caçar. O problema foi gastar dinheiro em um período de crise econômica...

"Segundo muitos espanhóis, o rei (caçador apaixonado e ao mesmo tempo presidente de honra da divisão espanhola da organização meio ambiental WWF) dá um mau exemplo com seu questionável hobby. Sobretudo nos tempos que correm.

O 96% de quem responderam à pesquisa online do diário “El Mundo” consideram impróprio que o chefe de Estado se vá caçar elefantes no meio da difícil situação econômica que atravessa o país."
- texto do site Bulhufas

Pobre rei. Pobre imprensa.

- Leia a matéria completa da Reuters Brasil
- Leia o texto do Bulhufas