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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A guerra está escancarada: elefantes são caçados com minas terrestres

África em guerra!

Para caçar rinocerontes e retirar seus chifres, bandidos usam helicópteros e rifles com aparelhagem para visão noturna.

Para caçar elefantes e retirar suas presas (marfim), bandidos usam minas terrestres.


Mina terrestre em Moçambique
Foto: educastro.wordpress.com

Impressionado com essa última forma de caça? Eu também.

“Maputo – Um indivíduo de nacionalidade zimbabweana foi detido recentemente pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na posse ilegal de 32 minas anti pessoais que eram usadas na caça furtiva de elefantes na província central de Tete. (...)

Poucos detalhes existem sobre este caso, mas sabe-se que os elefantes têm estado a ser alvo da ação dos caçadores furtivos para extrair as suas pontas de marfim, que depois são comercializadas no mercado negro.

O comércio de marfim foi banido no mundo em 1989, pois o abate ilegal de elefantes estava a colocar em risco a existência destes paquidermes.

Contudo, a proliferação de redes ilegais de comercialização do marfim continua a fomentar a caça furtiva, pondo em risco a população de elefantes no país.”
– texto da matéria “Caçador de elefantes é preso em Moçambique”, publicada em 5 de janeiro de 2012 pela agência África 21

De acordo com a WWF-Moçambique, o país abriga cerca de 18 mil elefantes. Em 6 de janeiro de 2012, escrevi “Reflexão para o fim de semana: vaidade assassina com marfim”:

“O ano de 2011 teve um número recorde de grandes apreensões de marfim, indicando uma intensificação da caça aos elefantes na África, a fim de atender à demanda asiática de presas para uso em joias e ornamentos, disse uma entidade conservacionista na quinta-feira.

A Traffic, uma parceira do WWF com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) que monitora o tráfico de animais selvagens, disse que houve pelo menos 13 apreensões de cargas superiores a 800 quilos de marfim em 2011, o que é mais do que o dobro das seis grandes apreensões de 2010.”


Vamos perder essa guerra?

Em 9 de janeiro de 2012, autoridades da Malásia apreenderam 492 quilos de presas de elefantes. O marfim foi exportado da Cidade do Cabo, na África do Sul. Em dezembro de 2011, 1,4 tonelada foi apreendida no mesmo país. Especialistas estão constatando que a Malásia, antes apenas um ponto de passagem dos carregamentos de presas, agora é ponto final do tráfico.

Carga de marfim apreendida em 9 de janeiro de 2012
Foto: Traffic do Sudeste da Ásia

- Leia a matéria da agência África 21
- Leia a matéria da Traffic sobre o balanço de apreensão de marfim em 2011 (em inglês)
- Leia a matéria da Traffic sobre a apreensão de 9 de janeiro de 2012 (em inglês)
- Releia “Reflexão para o fim de semana: vaidade assassina com marfim”, publicada pelo Fauna News em 6 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Reflexão para o fim de semana: vaidade assassina com marfim

“O ano de 2011 teve um número recorde de grandes apreensões de marfim, indicando uma intensificação da caça aos elefantes na África, a fim de atender à demanda asiática de presas para uso em joias e ornamentos, disse uma entidade conservacionista na quinta-feira.

A Traffic, uma parceira do WWF com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) que monitora o tráfico de animais selvagens, disse que houve pelo menos 13 apreensões de cargas superiores a 800 quilos de marfim em 2011, o que é mais do que o dobro das seis grandes apreensões de 2010.


 
Apreensão de 1,4 t de marfim na Malásia, em dezembro de 2011
Foto: Elizabeth John / TRAFFIC Southeast Asia

"Uma estimativa conservadora do peso do marfim apreendido nas 13 grandes apreensões de 2011 coloca a cifra em mais de 23 toneladas, o que provavelmente representa cerca de 2.500 elefantes, possivelmente mais", disse a entidade em nota.” – texto da matéria “Apreensão de marfim bate recorde em 2011, diz WWF”, publicada em 29 de dezembro de 2011 pelo portal Terra

Além da China, a Tailândia é outro grande mercado de marfim. Especialistas acreditam que parte do marfim comercializado – a compra e venda é proibida desde 1989 - venha de estoques de apreensões antigas mantidos por governos de países africanos (África do Sul, Botsuana, Namíbia e Zimbábue). Apesar dessa suspeita, o fato é que a matança de elefantes aumentou, principalmente na República Democrática do Congo.

- Leia a matéria do portal Terra
- Leia o texto de divulgação da Traffic (em inglês)
Releia posts do Fauna News sobre elefantes:
- “Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais”, de 5 de abril de 2011
- “Depois dos rinocerontes, agora é a vez dos elefantes desaparecerem no Vietnã”, de 4 de maio de 2011
-  “Uma tentativa de monitorar o tráfico de animais “, de 24 de agosto de 2011