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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Depois dos rinocerontes, agora é a vez dos elefantes desaparecerem no Vietnã


O site VietNamNet Bridge traz a seguinte notícia em sua edição do dia 5 de maio (a diferença da data se dá por causa do fuso horário): “Elefantes do Vietnã podem estar extintos em 10 anos”. De acordo com a matéria, que está baseada em uma entrevista com o diretor da Wildlife Conservation Society (WCS) no Vietnã, Scott Robertson, os elefantes asiáticos naquele país estão no ponto limite para a sua sobrevivência devido à caça e à perda de seu hábitat. E essa situação não é exclusiva dos elefantes. “Animais selvagens em vias de extinção, como os primatas, tartarugas, tigres e elefantes pode estar extintos nos próximos dez anos”, afirma o ambientalista.

Elefante Backham morto em Da Lat, Vietnã
Foto: VietNamNet Bridge

“O Vietnã perdeu a guerra para salvar a espécie de rinoceronte de Java em 29 de abril de 2010 (dia em que o corpo do rinoceronte, considerado o último de seu tipo no Vietnã, foi encontrado)”, declarou Robertson ao falar sobre como o Vietnã está agindo para preservar a vida selvagem. Para ele, o país tem um sistema jurídico, recursos financeiros e humanos suficientes para proteger a fauna, mas falta determinação e eficácia na aplicação das leis contra os crimes relacionados com animais selvagens.

Robnertson concedeu a entrevista motivado pela morte de um elefante chamado Beckham na cidade de Da Lat, semana passada. “No Vietnã, no mínimo, dez elefantes foram mortos na província de Dong Nai e Dak Lak nos últimos 19 meses”, salienta Robertson. E não são apenas os elefantes selvagens que estão sendo caçados, mas também os capturados nas florestas para entretenimento de turistas , como aconteceu com Beckham.

O ambientalista afirma que o “Vietnã é um dos mercados de animais silvestres e produtos provenientes de animais selvagens que são utilizados como animais de estimação, medicamentos, artigos de decoração ou para tirar a carne.”

Em 05 de abril de 2011, o FAUNA NEWS publicou “Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais”. Nesse texto, foi repercutida uma reportagem sobre a apreensão de um carregamento de 247 presas de elefantes africanos (marfim), ocorrida em 30 de março no porto de Bangcoc, na Tailândia.

Em fevereiro deste ano já havia ocorrido uma apreensão de 239 presas de elefantes africanos no aeroporto de Bangcoc. Na Tailândia, o marfim é utilizado por escultores que o usam em estátuas budistas, braceletes e jóias vendidas a turistas. A caça desses animais tem crescido nas regiões Central e Leste da África nos últimos anos. A maior parte do marfim é exportada para a Ásia, com destaque para a China.


Vale lebrar que na África e na Ásia, o comércio de partes de animais não está restrito ao marfim dos elefantes. Gorilas, leões e tigres têm sido alvo frequente das ações de traficantes”.
(texto de “ Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais”)

Deve-se destacar que o turista e o consumidor de produtos confeccionados com partes de animais contribuem para que essa matança continue. Sem o comprador, toda a cadeia “produtiva” que envolve a morte e o tráfico de animais perde força e pode ser interrompida.

- Leia a matéria do VietNamNet Bridge (em inglês).
- Releia o texto do FAUNA NEWS “Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais”.
- Saiba mais sobre o elefante asiático (site Tierramérica).
- Conheça a Wildlife Conservation Society - WCS (em inglês).

2 comentários:

Karina Dubeux disse...

O turista é a via final comum.Não comprando marfim não morreriam animais.Nos aeroportos da Ásia e África deveriam alertar ao turista que por trás de cada marfim há um elefante morto ou frases semelhantes.

DIMAS MARQUES disse...

Você, que viaja bastante pelo mundo, sabe muito bem do que escrevi aqui. O Sudeste Asiático é, infelizmente, palco desses horrores.