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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Reflexão para o fim de semana: onças na Argentina, tentando desfazer o estrago

“Ícone da cultura mitologia guarani original desta região, a onça-pintada ou jaguar, como é conhecido na Argentina, desapareceu em meados do século passado da região do Pântano do Iberá, pântanos de água doce de cerca de 1,3 milhões de hectares, e em todo o país estão estimadas apenas cerca de 200 animais. As informações são da Agência EFE.

Estima-se que apenas 200 onças-pintadas vivam na Argentina
Foto: Tambako

O projeto realizado pela Conservation Land Trust (CLT), uma organização fundada pelo bilionário EUA Douglas Tompkins e sua esposa, Kristine McDivitt, tem como princípio garantir a reprodução dos jaguares e inseri-los em ambiente natural, onde a fundação pretende criar um parque nacional.”
– texto da matéria “Projeto tenta recuperar jaguar em reserva argentina”, publicada pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda) em 13 de dezembro de 2012

Será que é possível? Só para lembrar, em 6 de agosto de 2012, o Fauna News publicou:

‘“Operações de reintrodução de leões criados em cativeiro nas áreas selvagens da África têm feito muito pouco pela conservação destes animais, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela revista Oryx. Ações deste gênero, que podem envolver turistas, são classificadas como "comerciais" e "mitos" pelos cientistas responsáveis pela pesquisa.

Elaborada por uma equipe de biólogos da Panthera, unidade especializada em felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na tradução em inglês), a pesquisa considera que há um "mito de conservacionismo" em operações deste gênero, quase sempre fracassadas. O estudo demonstra que nenhum leão criado em cativeiro foi realocado de maneira bem-sucedida no meio selvagem.” – texto da matéria “Reintrodução de leões criados em cativeiro fracassa na África, diz estudo”, publicada em 1º de agosto de 2012 pelo portal G1

Leão nascido em cativeiro na Namíbia
Foto: Luke Hunter/Panthera

Existem muitos programas de revigoramento populacional, mas pouco se divulga sobre o sucesso dos mesmos. Quando essas ações envolvem animais nascidos na natureza (como os apreendidos com traficantes de fauna ou acidentados que receberam tratamento), as chances de o bicho voltar a ter uma vida normal são grandes.

Mas o caso dos leões citados na matéria é diferente, afinal eles nasceram em cativeiro. A constatação dos pesquisadores eleva ainda mais a preocupação com a conservação das espécies em seus hábitats, afinal o homem está provando que não consegue reproduzir a perfeição da natureza.

Não basta ter o bicho sadio. O homem não consegue dar ao animal nascido em cativeiro o conhecimento aprendido pelos que sempre viveram no mato. A arrogância antropocêntrica encontrou um limite, pelo menos para essa espécie.’
– texto do post “Começar a semana pensando”

Seria muito bom que a tentativa argentina desse certo. A torcida é grande, mas o trabalho a ser desenvolvido pela Conservation Land Trust não será fácil.

- Leia a matéria completa da Anda
 - Releia o post do Fauna News “Começar a semana pensando”, de 6 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Começar a semana pensando...

...sobre um dos resultados do cativeiro.

“Operações de reintrodução de leões criados em cativeiro nas áreas selvagens da África têm feito muito pouco pela conservação destes animais, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela revista Oryx. Ações deste gênero, que podem envolver turistas, são classificadas como "comerciais" e "mitos" pelos cientistas responsáveis pela pesquisa.

Leão nascido em cativeiro na Namíbia
Foto: Luke Hunter/Panthera

Elaborada por uma equipe de biólogos da Panthera, unidade especializada em felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na tradução em inglês), a pesquisa considera que há um "mito de conservacionismo" em operações deste gênero, quase sempre fracassadas. O estudo demonstra que nenhum leão criado em cativeiro foi realocado de maneira bem-sucedida no meio selvagem.” – texto da matéria “Reintrodução de leões criados em cativeiro fracassa na África, diz estudo”, publicada em 1º de agosto de 2012 pelo portal G1

A notícia permite uma reflexão.

Existem muitos programas de revigoramento populacional, mas pouco se divulga sobre o sucesso dos mesmos. Quando essas ações envolvem animais nascidos na natureza (como os apreendidos com traficantes de fauna ou acidentados que receberam tratamento), as chances de o bicho voltar a ter uma vida normal são grandes.

Mas o caso dos leões citados na matéria é diferente, afinal eles nasceram em cativeiro. A constatação dos pesquisadores eleva ainda mais a preocupação com a conservação das espécies em seus hábitats, afinal o homem está provando que não consegue reproduzir a perfeição da natureza.

Não basta ter o bicho sadio. O homem não consegue dar ao animal nascido em cativeiro o conhecimento aprendido pelos que sempre viveram no mato. A arrogância antropocêntrica encontrou um limite, pelo menos para essa espécie.

O mesmo está sendo planejado para a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), considerada extinta na natureza pelo Ibama em 2000. O desaparecimento da ave ocorreu em virtude da destruição de seu hábitat (caatinga baiana, desde o extremo norte da Bahia até o sul do rio São Francisco) e, principalmente, pela ação de traficantes de animais.

Foto da última ararinha-azul na natureza
Foto: Luiz Claudio Marigo

Da espécie, que em vida livre só existia no Brasil, existem cerca de 70 aves (a maioria fora do país). Há programas de reprodução para futuras tentativas de reintrodução.

Espero que com mais sorte que os leões.

- Leia a matéria completa do portal G1

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Reflexão para o fim de semana: vaidade assassina com marfim

“O ano de 2011 teve um número recorde de grandes apreensões de marfim, indicando uma intensificação da caça aos elefantes na África, a fim de atender à demanda asiática de presas para uso em joias e ornamentos, disse uma entidade conservacionista na quinta-feira.

A Traffic, uma parceira do WWF com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) que monitora o tráfico de animais selvagens, disse que houve pelo menos 13 apreensões de cargas superiores a 800 quilos de marfim em 2011, o que é mais do que o dobro das seis grandes apreensões de 2010.


 
Apreensão de 1,4 t de marfim na Malásia, em dezembro de 2011
Foto: Elizabeth John / TRAFFIC Southeast Asia

"Uma estimativa conservadora do peso do marfim apreendido nas 13 grandes apreensões de 2011 coloca a cifra em mais de 23 toneladas, o que provavelmente representa cerca de 2.500 elefantes, possivelmente mais", disse a entidade em nota.” – texto da matéria “Apreensão de marfim bate recorde em 2011, diz WWF”, publicada em 29 de dezembro de 2011 pelo portal Terra

Além da China, a Tailândia é outro grande mercado de marfim. Especialistas acreditam que parte do marfim comercializado – a compra e venda é proibida desde 1989 - venha de estoques de apreensões antigas mantidos por governos de países africanos (África do Sul, Botsuana, Namíbia e Zimbábue). Apesar dessa suspeita, o fato é que a matança de elefantes aumentou, principalmente na República Democrática do Congo.

- Leia a matéria do portal Terra
- Leia o texto de divulgação da Traffic (em inglês)
Releia posts do Fauna News sobre elefantes:
- “Lembre-se: atrás das peças de marfim havia animais”, de 5 de abril de 2011
- “Depois dos rinocerontes, agora é a vez dos elefantes desaparecerem no Vietnã”, de 4 de maio de 2011
-  “Uma tentativa de monitorar o tráfico de animais “, de 24 de agosto de 2011