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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Brasileira do Greenpeace nua pelo fim do tráfico de animais: “Eu fiquei presa e sei o quão ruim isso é”

“A edição de março da Playboy contará com fotos de biquíni da bióloga do Greenpeace Ana Paula Maciel, que ficou famosa no ano passado por ser presa com outros ativistas na Rússia. “Dependendo da repercussão, farei o ensaio completo”, declarou ela, contando que foi procurada por um fotógrafo da revista, para quem posou em Maringá, no Paraná. “O cenário é surpresa, mas é bem bonito. Vocês vão gostar”, adiantou.

Ana Paula na Rússia: presa como animal traficado
Foto: Divulgação Greenpeace

Caso os leitores gostem, Ana Paula deve negociar um cachê para sair nua. Parte do dinheiro será usada para projetos pessoais e o restante, revertido para a preservação de animais silvestres no Brasil. “Eu preciso encontrar o lugar onde será a reserva. O tráfico de animais é o terceiro crime que mais movimenta dinheiro no país”, afirmou. Ela espera também chamar a atenção para o problema e, dessa forma, conscientizar as pessoas para não comprar as espécies proibidas. “Eu fiquei presa e sei o quão ruim isso é”, comparou.” – texto da matéria “Ativista do Greenpeace sairá na Playboy de março”, publicada em 18 de fevereiro de 2014 pelo site do jornal gaúcho Correio do Povo

A intenção de Ana Paula é utilizar o dinheiro do cachê para um projeto que alie ecoturismo e educação ambiental, com estrutura para a recuperação e reintrodução de animais vítimas do tráfico. A iniciativa não tem relação como Greenpeace.

‘Em nota enviada ao G1 nesta quarta-feira, a ONG afirma que não participou das negociações com a revista masculina, mas afirma que a gaúcha é "livre para tomar suas próprias decisões".’ – texto da matéria “'Ana Paula é livre', diz Greenpeace sobre desejo de bióloga de posar nua”, publicada em 19 de fevereiro de 2014 pelo portal G1

Ana Paula foi presa por autoridades russas em 19 de setembro de 2013 com outros ativistas do Greenpeace durante protesto conta a exploração de petróleo no Ártico. Eles tentavam subir na plataforma Prirazlomnaya, da Gazprom.

Cada um luta com as armas que tem. O importante é que a construção de um mundo melhor, sustentável e livre do mercado negro de animais, seja, sobretudo, ético e respeitador das decisões uns dos outros.

Arara-canindé traficada: presa como Ana Paula na Rússia
Foto: Felipe Nyland

- Leia a matéria completa do Correio do Povo
- Leia a matéria completa do G1

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quando a cozinha incentiva o tráfico de fauna

“Autoridades aduaneiras da China apreenderam 169 patas de urso que estavam sendo contrabandeadas da Rússia. Os restos animais foram apreendidos na província de Heilongjiang, no nordeste do país, e cinco pessoas foram presas. Elas fazem parte de uma rede internacional de contrabando das patas animais.

Toda essa matança para fazer sopa
Foto: The Grosby Group

A apreensão aconteceu no dia 9 de agosto, mas as imagens foram divulgadas somente esta semana. Apesar de seu comércio ser proibido na China, as patas de urso são consideradas uma iguaria na gastronomia tradicional do país. Restaurantes servem caríssimas sopas com o ingrediente. As patas também servem para fins medicinais na China.” – texto da matéria “China apreende patas de urso usadas como iguaria em restaurantes”, publicada em 27 de agosto de 2013 pelo portal Terra

Esse comércio é muito forte e tem sido combatido com maior intensidade pelas autoridades chinesas. Mas, enquanto houver gente consumindo, haverá esse mercado negro.

- Leia a matéria no portal Terra

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Reflexão para o fim de semana: se não matamos os ursos-polares com as mudanças climáticas, matamos pela caça

Parece não ter solução e a extinção dos ursos-polares está cada vez mais perto. Afinal, se a espécie não desaparecer por causa das mudanças climáticas, que a cada no reduzem a cobertura de gelo no norte do planeta, será dizimada pela caça.

“Uma nova tentativa de proibir o comércio global de partes do corpo de ursos polares tem dividido ativistas ambientais.

Mudanças climáticas e caça: morte certa
Foto: Reuters/Mathieu Belanger

Alguns dizem que o mercado de tapetes e ornamentos feitos de urso está levando a espécie à extinção; outros argumentam que as principais ameaças ao animal são as mudanças climáticas e a redução da área de gelo polar.

O assunto será decidido em março de 2013, em uma conferência ambiental da ONU sobre o comércio de espécies ameaçadas.”
– texto da matéria “Possível veto ao comércio de ursos polares divide ativistas”, publicada em 26 de dezembro de 2012 pela BBC Brasil

O encontro de março é o da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES). Estados Unidos e Rússia apoiam a inclusão dos ursos-polares no grau máximo de proteção da CITES (Anexo I). A União Europeia, que no encontro de 2010 foi contrária a tentativa de proibir a caça, ainda não se posicionou e o Canadá é totalmente contra.

“Anualmente, cerca de 600 ursos são mortos legalmente por caçadores no Canadá. Entre 2001 e 2010, foram comercializadas mais de 30 mil partes de ursos, como pele, dentes e patas.” – texto da BBC Brasil
O número de peles de urso oferecidas em leilões teria aumentado em 375% nos últimos cinco anos, com algumas sendo vendidas a R$ 25 mil.

Apesar de haver grupos ambientalistas trabalhando pelo fim da caça (Humane Society International, por exemplo), outros não consideram que esse seja o principal problema enfrentado pela espécie. A ONG WWF "avalia que os perigos provocados pelo comércio internacional são pequenos se comparados às mudanças climáticas. Por isso, a ONG não fará campanha pelo veto, ainda que prefira que ele aconteça.

"Temos que focar na ameaça principal, e não nos distrairmos com uma relativamente menor", afirma Colman O'Criodain, analista de políticas de comércio da WWF.

"Podemos dizer que isso (a discussão sobre o veto) é uma distração, que poderia fazer com que as pessoas pensassem que algo está sendo feito (para salvar os animais), quando o efeito será praticamente nulo."

Grupos como o Traffic International e a União Internacional para a Conservação da Natureza têm argumentos semelhantes.”
– texto da BBC Brasil

Para esses grupos ambientalistas, o principal problema são as mudanças climáticas. De qualquer forma, essas organizações têm a obrigação ética de se posicionar contra a caça. Afinal, elas trabalham ou não pela defesa dos animais?

- Leia a matéria completa da BBC Brasil

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Reflexão para o fim de semana: mais um condenado por matar animal silvestre. Desta vez, na Rússia

No começo da semana, em 12 de novembro de 2012, o Fauna News publicou um post sobre a condenação de Chumlong Lemtongthai, 44 anos, vendia os chifres no mercado negro da tradicional medicina asiática. O tailandês foi sentenciado a 40 anos de prisão por um tribunal da África do Sul. Ótimo exemplo a ser seguido por todos os países!

Felizmente, outra condenação aconteceu. Desta vez, na Rússia.

“Uma complicada investigação de quase dois anos terminou na terça-feira, 13, com a condenação de um caçador do Extremo Oriente russo por matar deliberadamente um tigre siberiano. Alexander Belyayev foi sentenciado a 14 meses de trabalho correcional e terá de pagar uma multa de quase US$ 18 mil dólares. Ele teve seu rifle apreendido e está proibido de caçar novamente até o fim de sua vida.” – texto da matéria “Caçador russo é condenado pela morte de tigre siberiano”, publicada em 14 de novembro de 2012 pelo jornal Diário da Rússia

Tigre-siberiano: espécie está ameaçada de extinção
Foto: Appaloosa/Divulgação

A condenação deve ser comemorada, apesar da pensa não ser de prisão - infelizmente. Não foi explicado na matéria o que significa o trabalho correcional, mas espera-se que seja algo realmente punitivo e educativo.

Os tigres siberianos são uma espécie ameaçada de extinção. Restam hoje somente cerca de 500 animais, encontrados exclusivamente em algumas áreas do norte da China e no Extremo Oriente da Rússia.” – texto do Diário da Rússia

- Leia a matéria completa do Diário da Rússia
- Releia o post do Fauna News sobre a condenação do traficante de chifres de rinocerontes

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Reflexão para o fim de semana: será que a Rússia não tem leis contra o comérico de fauna?

“O parlamento russo deverá discutir a criação de leis que criminalizem o tráfico de animais ameaçados de extinção. A declaração foi prestada por representantes do Ministério do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais do país. O documento tratará da criação ilegal, transporte e venda de tigres, leopardos e outros representantes raros da fauna da Rússia.” – texto da matéria “Rússia quer aumentar repressão ao tráfico de animais”, publicada em 26 de outubro de 2012 pelo Diário da Rússia

Nãoi sei se entendi bem, mas a matéria dá a entender que a Rússia não tem legislação específica para combater o comércio de animais silvestres.  Se for esse o caso, um atraso absurdo.

Afinal...

“Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) da Rússia, entre 50 e 60 tigres siberianos são mortos anualmente. Mas, de acordo com Vladimir Krever, membro da organização, uma avaliação mais precisa dos dados poderia mostrar números ainda maiores. Recentes prisões de pessoas que comercializavam peles desses animais indicam a morte de pelo menos 18 tigres.

Peles de tigres apreendidas na Tailândia em janeiro de 2012
Foto: Freeland Foundation

A situação dos ursos também não é das melhores. A utilização de patas e vesículas biliares desses animais na produção de remédios é muito comum na medicina chinesa. Neste país também é comum o uso de glândulas de veado-almiscareiro, encontrado na Sibéria, na fabricação de perfumes. (...)”
– texto do Diário da Rússia

Além das peles, os ossos têm valor no mercado negro
Foto: Freeland Foundation

Se não for esse o caso (falta de leis), é lamentável o erro jornalístico. De qualquer forma, o veículo de imprensa peca pela superficialidade.

Tigres
Atualmente, a demanda pelas partes de tigres é grande na China, onde os ossos do animal são usados em remédios. No restante da Ásia também há localidades onde populações consideram que bigodes, garras e dentes trazem proteção e sorte. No sudeste do continente, com destaque para o Vietnã e a Tailândia, estão os grandes centros desse tráfico.

No início de 1900, os tigres eram encontrados em toda a Ásia e sua população era de mais de 100 mil animais. As estimativas atuais indicam que menos de 3.200 permanecem em estado selvagem.  A caça ilegal, principalmente para obter sua pele e ossos para uso decorativo ou medicinal, é uma das principais causas do declínio do animal.

- Leia a matéria completa do Diário da Rússia

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Belugas em aquário: diversão justifica cativeiro?

“O Georgia Aquarium, em Atlanta, nos EUA, está sob fogo cruzado devido ao plano de importar 18 baleias beluga, capturadas na Rússia, e submetê-las a uma vida em cativeiro e explorá-las como se fossem máquinas de reprodução para que tenham mais e mais filhotes, que serão depois aproveitados em parques marinhos de todo o país.

Dezessete belugas foram capturadas na Rússia
Foto: NOAA

Em um artigo da National Geographic, intitulado “Devemos importar belugas para exibição?”, Virginia Morell discorda da ideia de que os aquários precisem de mais baleias belugas em cativeiro. “As que estão em cativeiro agora vão envelhecer, talvez sozinhas, e vão morrer. Substituí-las causará dano e agonia a outras baleias, que serão arrancadas de suas famílias, que vivem muito bem no ambiente natural”, comentou Virginia.” – texto da matéria “Aquário de Atlanta quer importar novas baleias para confinamento”, publicada em 31 de outubro de 2012 pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda)

Não são apenas as belugas vítimas desse tipo de cativeiro. Orcas, golfinhos, focas, leões-marinhos e tantas outras espécies de animais estão confinadas em aquários espalhados por todo o mundo para entreter seres humanos, adultos e crianças.

Retirados da natureza para entretenimento humano
Foto: Sara Pinheiro

E não basta apenas estar preso dentro de um tanque. Esses animais são, além de expostos, treinados e forçados a realizar acrobacias em espetáculos para um público que desconhece a verdade: aqueles belos bichos um dia viviam livres na natureza. Eles migravam, se reproduziam, caçavam, enfim, cumpriam seu papel ecológico e desfrutavam de sua liberdade.

Pense nisso antes de ir e levar seus filhos nesses espetáculos. Ali não é o local onde você vai encontrar informação sadia e a ética da educação ambiental.

Esse é o verdadeiro espetáculo: livres
Foto: fotos.fot.br

- Leia a matéria completa da Anda
- Leia, em inglês, “Devemos importar belugas para exibição?”, da National Geographic

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Projeto internacional tenta salvar tigres da extinção

Assim com está acontecendo com rinocerontes e elefantes, a luta para evitar a extinção dos tigres está ficando com jeito de guerra. Como as políticas de conservação das espécies - se é que existem – estão fracassando, resta agora a repressão com inteligência.

“Interpol e o Banco Mundial lançaram o Projeto Predador, uma iniciativa de execução global para proteger e salvar os últimos remanescentes tigres selvagens do mundo. (...)

Foto: site www.imagensgratis.com.br

O Projeto Predador proporcionará capacitação para agências de aplicação de lei ambientais para combater o comércio ilegal de peças de tigres e outros crimes relacionados a tigres, reforçando a sua capacidade de trabalhar com agentes oficiais usando avançados e melhores e métodos de inteligência para investigação.”
– tradução do texto de divulgação da CAWT (Coalition Against de Wildlife Trafficking)

Por meio da Global Tiger Initiative, estão reunidos funcionários dos 13 países onde os tigres sobrevivem, a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o Departamento do Reino Unido para Assuntos Ambientais, Alimentares e Rurais (Defra), o Banco Mundial, o Instituto Smithsoniano e a Interpol.

No início de 1900, os tigres eram encontrados em toda a Ásia e sua população era de mais de 100 mil animais. As estimativas atuais indicam que menos de 3.200 permanecem em estado selvagem.  A caça ilegal, principalmente para obter sua pele e ossos para uso decorativo ou medicinal, é uma das principais causas do declínio do animal.

Em 26 de janeiro de 2011, o Fauna News publicou "Tigres: muito perto da extinção". Escrevi nesse post que cada pele chega a custar US$ 20 mil e uma pata US$ 1.000. Leia mais:

“Além da óbvia redução do hábitat promovida pela ocupação humana, a pressão sobre as seis subespécies não extintas (outras três já não existem mais – tigre-de-bali, tigre-de-java e tigre-do-cáspio ou tigre-presa) é muito motivada pela seguinte anatomia da medicina tradicional e da evocação por proteção sobrenatural:

- bigodes: em Sumatra, acredita-se que trazem boa sorte e protegem contra maldições;
- caninos: usados em joias para atrair sorte e proteção;
- cauda: usada para tratar doenças de pele na China;
- olhos: usados para tratar epilepsia;
- ossos: usados na medicina chinesa;
- osso da pata dianteira direita: em Sumatra, é usado para tratar dores de cabeça;
- patas: adornadas com ouro para atrair sorte e proteção (Sumatra);
- pênis: acredita-se que promova virilidade e vitalidade, sendo muitas vezes imerso em tônicos ou em álcool (China);
- peles: pequenos pedaços são usados para a proteção contra magia negra e xamãs podem usá-las para fazer feitiços (Sumatra). No Tibete, a pele serve para fazer roupas cerimoniais.”
Foto: Vivek R. Sinha/WWF
Todo o comércio internacional de partes de tigres é proibido pela CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora).

O texto da CAWT não explica com mais detalhes o projeto. Mais uma vez, como acontece com os chifres de rinocerontes no Vietnã e na China, a medicina tradicional está contribuindo para a extinção de espécies. Cadê a educação nas políticas públicas para mudar essas crenças e costumes? Só a repressão não vai resolver. Fato.

- Leia o texto da CAWT (em inglês)
- Releia "Tigres: muito perto da extinção”, de 26 de janeiro de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Começar a semana pensando...

"O lóris lento, pequeno primata do sudeste asiático, tem no YouTube um de seus principais adversários. Por conta do sucesso na rede, a venda ilegal de animais desta espécie - ameaçada de extinção - disparou, segundo reportagem do jornal britânico "The Independent"." - texto da matéria "Sucesso no YouTube aumenta comércio ilegal de animal ameaçado", publicada em 30 de março de 2011 pelo portal G1.

O vídeo está com quase 7,5 milhões de exibições (desde 30 de junho de 2009). Outro vídeo, com o lóris segurando um pequeno guarda-chuva, também estaria contribuindo com o tráfico da espécie."O principal ponto de origem dos animais contrabandeados é a Tailândia, onde traficantes pagam o equivalente a menos de R$ 50 por filhote. No Japão, cada bicho chega a ser vendido por R$ 10 mil." - texto do G1

A demanda por lóris tem crescido principalmente entre crianças no Reino Unido, nos Estados Unidos, na Rússia e na Polônia. Momento para pensar o quanto ações aparentemente inofgensivas - como publicar um vídeo no You Tube - podem impulsionar atitudes criminosas e crueis. Afinal, o lugar do lóris não é no meio de almofadas e edredons, correndo o risco de não ser alimentado corretamente, pegar (e transmitir) doenças e, por fim, não cumprindo sua função ecológica em seu hábitat.

- Leia a matéria do portal G1 "Sucesso no YouTube aumenta comércio ilegal de animal ameaçado".

Assita ao vídeo do lóris (quase 7,5 milhões de exibições):


Assita ao vídeo do lóris com guarda-chuva (2,8 milhões de exibições):