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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Importação ilegal de aranhas: negócio arriscado

“O Ibama, em ação fiscalizatória conjunta com os Correios, interceptou nesta semana, um pacote com aranhas caranguejeiras exóticas, provenientes de Joanesburgo, na África do Sul, com destino a uma cidade no interior do estado do Paraná.

Aranhas apreendidas nos Correios
Foto: Divulgação Correios

A encomenda foi identificada nos procedimentos de raio-x dos Correios, quando então os agentes ambientais federais do Ibama depararam-se com produto de tráfico internacional de animais silvestres: quatro aranhas caranguejeiras exóticas, vivas, acondicionadas em recipientes plásticos, vindas diretamente do continente africano.” – texto da matéria “Aranhas vindas da África do Sul são apreendidas no Paraná”, publicada em 30 de janeiro de 2014 pelo portal Bonde

A hipótese mais provável é que as aranhas seriam criadas como bichos de estimação no Paraná e foram encomendadas via internet. Cabe agora a identificação do responsável por encomendar esses animais.

A introdução de espécies exóticas, que não são nativas brasileiras, é um risco. No caso de fuga dos animais, eles podem concorrer com espécies nativas, gerando desequilíbrio no ecossistema e até redução da população dos bichos brasileiros caso se adaptem e se reproduzam.

A transmissão de doenças, tanto para humanos quanto para outros animais, é outro problema, já que não se sabe as condições sanitárias do criador exportador bem como o estado de saúde das aranhas.
Negócio bastante arriscado.

- Leia a matéria completa do portal Bonde

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Começar a semana pensando...

...na biopirataria: uma outra face do tráfico de animais.

“Uma correspondência do Sedex contendo 72 aranhas vivas de diversos tamanhos foi apreendida pela Polícia Militar Ambiental, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, neste sábado (27). Segundo informações do boletim de ocorrência, o carregamento saiu de Salvador, a capital da Bahia, e tinha como destino Cuiabá.

Aranhas apreendias nos Correios
Foto: Divulgação Polícia Ambiental MT

De acordo com a Polícia Ambiental, as aranhas foram encontradas após o pacote passar pelo aparelho de raio-x localizado em uma agência dos Correios da cidade de Várzea Grande. De acordo com a polícia, o destinatário da correspondência seria uma pessoa de Cuiabá.

Os animais foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema). Um inquérito policial será instaurado para investigar o caso.”
– texto da matéria “Mais de 70 aranhas enviadas pelos Correios são apreendidas em MT”, publicada em 28 de outubro de 2012 pelo portal G1

Na matéria não consta uma linha sequer sobre qual seria o uso das aranhas. Dependendo da espécie, há gente que gosta de mantê-las em terrários, como animais de estimação. O que não parece o caso...
Existe a possibilidade de os animais, peçonhentos, serem vítimas de quadrilha especializadas, com gente que sabe qual espécie procura por causa da peçonha (veneno), usado por laboratórios para a fabricação de remédios ou outros produtos. A biopirataria, bastante incentivada por laboratórios e institutos de pesquisa estrangeiros, é bastante difícil de ser combatido, afinal os animais são normalmente pequenos, não fazem barulho  e ficam em poder de gente bem mais capacitada que os traficantes de animais para criação como pets.

Aranhas, várias espécies de cobras e sapos são os principais alvos desse comércio criminoso e bastante lucrativo. De acordo com o 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna da ONG Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), de 2001, 1 grama do “veneno” de jararaca, por exemplo, chegava a custar US$ 433.

- Leia a matéria completa do G1
- Conheça a Renctas

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reflexão para o fim de semana: importando aracnídeos pela internet. E tudo via correio

“A Polícia Federal pedirá cooperação internacional para desvendar o tráfico de animais via Correios em Passo Fundo, no norte do Estado. Em três semanas, dois pacotes com aranhas e escorpiões foram remetidos da Europa ao município. A suspeita é que as encomendas movimentem um mercado clandestino mantido por compradores interessados em animais exóticos de estimação. (...)

Aranhas traficadas via correio
Foto: Fernanda Pimentel

O episódio mais recente foi na segunda-feira, quando fiscais dos Correios encontraram um pacote remetido da Espanha com 14 aranhas — quatro já mortas — fechadas em embalagens individuais e divididas por sexo. No dia 19 de abril, oito escorpiões e três aranhas vindos da Alemanha também foram apreendidos na agência.” – texto da matéria “Polícia Federal busca apoio internacional para combater tráfico de animais via Correios”, publicada em 8 de maio de 2012 pelo jornal Zero Hora (RS)

De acordo com o Ibama, esses animais são encomendados por meio de sites e, por serem pequenos e não fazerem barulho, enviados via correio. É um perfil mais sofisticado de tráfico de fauna e que dificulta a fiscalização. Dos 40 animais apreendidos pelo órgão federal na região de Passo Fundo (RS) em 2012, 25 estavam sendo traficados via correio.

O envio de animais por traficantes via correio é bastante utilizado no Brasil e no mundo. Além de aracnídeos, os répteis são despachados dessa forma.

“O interesse pelo negócio clandestino está na oportunidade de lucro. Castro (Flabeano Castro, chefe do escritório do Ibama em Passo Fundo) explica que os compradores pagam até R$ 25 por animal e os revendem por cerca de R$ 100. Para ele, a existência de espécies de sexos diferentes nos pacotes remetidos fortalece a suspeita que o objetivo fosse reprodução e venda de filhotes.

De acordo com o Ibama, o perfil comprador de animais exóticos ilegais costuma ser homem, jovem, morador de apartamento e que busca ter um animal discreto e silencioso. A negociação é feita principalmente pela internet. O acordo é facilitado pela proliferação de sites clandestinos e até por grupos formados nas redes sociais.”
– texto do Zero Hora

Internet
No 1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre, da ONG Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), publicado em 2001, consta:

“Em pesquisa realizada pela Renctas em 1999, foram encontrados 4.892 anúncios em sites nacionais e internacionais, contendo a compra, venda ou troca ilegal de animais silvestres fa fauna brasileira. Desse total, a grande maioria anunciava répteis e aves, mas também foram encontrados diversos outros animais como mamíferos (com destaque para os primatas, felinos e pequenos marsupiais), anfíbios (principalmente sapos amazônicos) e peixes ornamentais.”

Ainda segundo a publicação da Renctas, os principais problemas para combater a venda ilegal de animais pela internet são a discrição e a facilidade de compra e venda, a dificuldade na identificação dos negociadores, a falta de um órgão especializado no combate a essa modalidade de tráfico e a ausência de legislação sobre o tema.

- Leia a matéria do Zero Hora