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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os integrantes do tráfico de animais

“A Polícia Ambiental encontrou mais de 80 pássaros silvestres presos em cativeiro em uma residência no bairro Vila Margarida, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, nesta sexta-feira (6).

O mesmo sujeito que capturava vendia as aves
Foto: Reprodução RPC TV

De acordo com a polícia, o proprietário confessou que ele mesmo capturava as espécies na região e depois traficava os animais. Na residência foram encontrados canários e até papagaios. Os policiais chegaram até o local depois de receber uma denúncia anônima.”
– texto da matéria “Polícia Ambiental apreende mais de 80 aves silvestres no Paraná”, publicada em 6 de dezembro de 2013 pelo portal G1

Quem captura é quem vende. Bastante comum no tráfico de animais, principalmente nas comunidades do interior. Nas grandes cidades, o vendedor recebe os animais de intermediários, que os transportaram até o centro urbano após receberem os bichos de quem os capturou.

Não importa se o sujeito capturou, armazenou, transportou ou somente vendeu o animal. Ele é traficante.

E esses traficantes são sustentados por quem compra, por pessoas que gostam de criar animais silvestres como bichos de estimação. É o passarinho na gaiola, o papagaio no poleiro ou o macaco na corrente. Com o “consumidor” fecha-se a corrente do crime que retira, anualmente, 38 milhões de bichos da natureza brasileira (estimativa de 2001 da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, Renctas).

- Leia a matéria completa do portal G1

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um “ótimo” exemplo para os filhos

“Um homem de 34 anos foi detido na noite deste domingo (3) por transporte ilegal de pássaros da fauna silvestre em Santos Dumont, Zona da Mata. A Polícia Militar recebeu a denúncia e realizou operação de cerco. O motorista tentou fugir, mas foi alcançado na BR-040.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o homem não tinha autorização para  transportar os seis trinca-ferro e dois coleiros que estavam em sete gaiolas.

Pássaros apreendidos em Minas Gerais
Foto: Divulgação PMMG

(...) O suspeito ainda estava com filhos, de 5 e 10 anos, que foram encaminhados à casa da avó paterna. Ele foi levado para a delegacia de Barbacena.”
– texto da matéria “Homem é detido por transporte ilegal de pássaros em Santos Dumont, MG”, publicada em 4 de novembro de 2013 pelo portal G1

Educação ambiental é fundamental para combater o tráfico de fauna e o hábito de manter animais silvestres em cativeiro doméstico. Há quem defenda que esse trabalho deve ser concentrado nas crianças e jovens, já que é difícil mudar a cabeça de adultos.

Agora, como explicar para os filhos desse sujeito que o pai não é um exemplo a ser seguido? Além do problema com as aves e a tentativa de fuga, o infrator não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e não estava com os documentos do veículo, que não havia sido licenciado. São crianças criadas nesse ambiente que, no futuro, comprarão animais silvestres no mercado negro ou irão capturar os bichos para colocá-los em gaiolas ou acorrentados.

Se a legislação ambiental realmente punisse quem comete crime contra a fauna haveria alguma possibilidade de o infrator mudar seu comportamento e, consequentemente, não influenciar seus filhos. Mas não é essa a realidade das leis brasileiras.

Sem lei forte e sem educação ambiental, o mercado negro de fauna e a cultura das gaiolas persistirão por muito tempo no Brasil.

- Leia a matéria completa do porta G1

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Começar a semana pensando...

...sobre o transporte de animais pelo tráfico.
Foto: Divulgação PRF
"Muitas destas aves são transportadas nestes caminhões de madeireiras e ao longo da viagem são alimentados de forma inadequada. Acabam não resistindo. No caso de animais como os macacos até cachaça costumam dar para estes animais".

Rolfran Cacho Ribeiro, chefe da fiscalização do Ibama no Ceará, na matéria “Ceará contabiliza 700 autuações por crimes ambientais”, publicada em 7 de julho de 2013 pelo Diário do Nordeste

- Leia a matéria completa do Diário do Nordeste

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Logo após a apreensão, o cuidado com os animais deve ser redobrado. Mas cadê a infraestrutura?

O presidente da ONG SOS Fauna, Marcelo Pavlenco Rocha, e a diretora executiva da ONG Freeland Brasil, Juliana Machado Ferreira, são categóricos ao afirmar que a maior mortandade de animais silvestres vítimas do tráfico de fauna ocorre imediatamente após a apreensão. Os dirigentes das duas entidades, especializadas no combate ao mercado negro de fauna, afirmam que a falta de capacitação dos profissionais envolvidos nas apreensões bem como de infraestrutura para um possível atendimento adequado aos animais são responsáveis pelo elevado número de mortes.

“A Polícia Civil de Brumado apreendeu, por volta das 7h desta terça-feira, 13 pássaros silvestres mantidos em cativeiro em Brumado, no sudoeste baiano. O responsável pelas aves, um representante comercial de 55 anos, foi preso em flagrante.” – texto da matéria “vc repórter: polícia apreende pássaros silvestres em Brumado, na BA”, publicada em 18 de junho de 2013 pelo portal Terra

Num canto qualquer da delegacia
Foto: Wilker Porto/vc repórter

Será que os policiais civis sabem cuidar das aves? Eles sabem identificar se elas precisam de alguma atenção imediata?

Será que esses policiais receberam assessoramento de algum profissional especializado para avaliar e suprir as necessidades dos animais nesse primeiro momento?

Provavelmente não.

Os problemas enfrentados pelos animais e os policiais que realizaram a apreensão são mais amplos.

“Cardeais, papagaios e canários estão entre os pássaros apreendidos. Eles permanecem na delegacia da cidade até a manhã de quarta-feira, quando serão levados para o Ibama de Vitória da Conquista, cidade distante 140 km de Brumado.” – texto do portal Terra

Será que a delegacia tem algum lugar adequado para manter os animais até a manhã seguinte?

Será que os policiais vão cuidar adequadamente dos animais durante tantas horas?

Será que o transporte desses animais até Vitória da Conquista será adequado? Ou será que as gaiolas vão ser colocadas em uma caçamba de caminhonete durante esses 140 km?

É durante esse período que, dependendo da espécie envolvida e o estado geral dos animais, as mortes acontecem. Os órgãos de fiscalização do poder público ainda não contam com infraestrutura adequada para realizar apreensões tecnicamente adequadas, reduzindo os riscos aos bichos envolvidos.

Alguém conhece uma realidade diferente?

- Leia a matéria completa do portal Terra