quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coalas em perigo: mais uma vítima da invasão humana

A redução de hábitat causada pela urbanização na Austrália e as consequências desse processo estão colocando em perigo os coalas. Esse é um fenômeno mundial, que atinge todas as nações, não importando se desenvolvidas, em desenvolvimento ou subdesenvolvidas.

“As populações de coalas de certas regiões da Austrália estão enfrentando um forte declínio em seus números.

População da espécie está em declínio
Foto: Reuters

Muitos dos animais vivem na natureza, mas perto de regiões já bastante urbanizadas, e acabam sendo atropelados por automóveis em estradas locais ou atacados por cães. (...)

Desde maio deste ano, 36 coalas já morreram na região de Nova Gales do Sul, no sul da Austrália.”
– texto da matéria “Coalas feridos recebem tratamento em hospitais”, publicada pela BBC Brasil em 7 de agosto de 2012

A matéria conta um pouco do trabalho de um hospital veterinário que atende 250 coalas com diversos ferimentos (muitos atropelados) e doenças. O número de atendimentos aumento, segundo a instituição, 40% em relação ao ano passado.

Filhote de coala em hospital na Austrália
Foto: BBC

O governo australiano, que classifica a espécie como “vulnerável”, estima em 100 mil a população de coalas na natureza. E esse número está em declínio.

“A organização não governamental WWF alertou nesta terça-feira que a população de coalas da Austrália corre o risco de extinguir-se nos próximos 50 anos. O representante da ONG na Austrália, Martin Taylor, anunciou que nas últimas duas décadas a população de coalas diminuiu 42%. Segundo Taylor, se a tendência continuar, o marsupial pode desaparecer.

Ameaças - Os ecologistas atribuem a queda do número de coalas à destruição de seu habitat - provocado, segundo a WWF, pelo desenvolvimento humano e pelas alterações climáticas. A espécie vive em florestas naturais de eucaliptos e se alimenta principalmente das folhas frescas das árvores. Outra ameaça aos marsupiais são os surtos da doença clamídia. Essa bactéria, contra a qual os cientistas estão pesquisando uma vacina, produz lesões nos genitais e nos olhos dos coalas, causando infertilidade, cegueira e, posteriormente, a morte.”
– texto da matéria “Coalas podem desaparecer em cinquenta anos, diz WWF”, publicada em 15 de maio de 2012 pela revista Veja

E depois, quando há relatos de acidentes envolvendo fauna silvestre ou apreensões de bichos em ambiente urbano, a maioria da população ainda afirma que “os animais estão invadindo as cidades”. Pode?

Assista ao vídeo da BBC Brasil sobre os coalas em hospitais australianos:


- Leia a matéria completa da BBC Brasil
- Leia a matéria da Veja

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tráfico de aves: desta vez não foi em uma feira qualquer

É comum, no Brasil, o tráfico de animais acontecer em feiras do rolo ou em feiras comuns espalhadas pelas periferias dos grandes centros urbanos e em cidades do interior. Nesses centros comerciais, se os policiais e agentes de fiscalização ambiental quiserem há apreensões diárias de animais.

A falta de um sistema de repressão realmente eficaz faz com que os traficantes de fauna tenham uma sensação de liberdade que os leva a certas ousadias. Foi o que aconteceu no Recife.

“Cerca de três mil aves silvestres foram apreendidas, nesta terça-feira (7), em uma casa no bairro da Estância, Zona Sul do Recife. A Polícia Militar autuou um dos suspeitos, uma mulher de 43 anos, acusada de tráfico de animais. O marido dela, de 45 anos, seria o suspeito de comercializar os pássaros. De acordo com o capitão Lúcio Flávio Campos, da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), a PM foi até o Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa/PE) em busca do possível traficante, mas não o encontrou.

Aves não eram vendidas só em feiras do rolo, mas também no Ceasa
Foto:  Kety Marinho/TV Globo

“Estamos monitorando esse senhor há seis meses e hoje tivemos a informação de que ele estaria com os pássaros na Ceasa. Ao chegar lá, não conseguimos capturá-lo, mas descobrimos onde era a residência dele, onde encontramos os animais”, afirmou Campos. O capitão informou, ainda, que diversas espécies estavam dentro das gaiolas, como papa-capim, azulão e galo de campina.” – texto da matéria “PM apreende cerca de três mil aves silvestres, em casa no Recife”, publicada em 7 de agosto de 2012 pelo portal G1

Vou destacar a ousadia: o traficante não comercializava as aves apenas nas conhecidas feiras de rolo dos bairros da Madalena e do Cordeiro, mas também as vendia no Ceasa!

Deve ser destacado o fato de a ação policial ter sido fruto de um serviço de inteligência e investigação.


“
Segundo informações do responsável pelas investigações, capitão Lúcio Flávio, a apreensão ocorreu após a Cipoma receber uma ligação dos seus informantes, que circulam pelo local. De acordo com ele, o suspeito conseguia as aves no Sertão do Estado. Ainda segundo o capitão, as aves eram vendidas entre R$ 15 e R$ 40.
” – texto do Jornal do Commercio

É difícil encontrar ações de repressão baseadas em investigação. O normal é ocorrerem por algum encontro casual ou por denúncias da população. O que é uma pena!

“Os animais estavam com Dergival Bezerra da Silva, 45 anos, também conhecido como "Vavá". De acordo com o Cipoma, Dergival é considerado um dos maiores traficantes de animais silvestres do Estado.”
– texto da matéria
“Duas mil aves silvestres são apreendidas na feira da Ceasa”, publicada em 7 de agosto de 2012 pelo site do Jornal do Commercio (PE), que indicou serem duas mil e não três mil animais

Há diferença entre os jornais: foram duas mil ou três mil aves?
Foto:  Kety Marinho/TV Globo

O tal Vavá conseguiu fugir. Mas se os policiais tivessem colocado as mãos nele, o sujeito iria responder pelo crime em liberdade e, com certeza, continuaria traficando animais.

O que gera essa impunidade? Veja...

Atualmente, a peça legal aplicada contra o tráfico de fauna é a Lei de Crimes Ambientais (n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), que estipula no artigo 29:

“Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

 Pena – detenção, de seis  meses a um ano, e multa.

§1º - Incorre nas mesmas penas:

Inciso III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.”


Da forma como a Lei de Crimes Ambientais trata esse crime, ninguém vai para a cadeia por traficar animais. Pelo fato de as penas serem inferiores a dois anos (“menor potencial ofensivo”), os acusados são submetidos à Lei 9.099/1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e abre a possibilidade da transação penal e a suspensão do processo. É o famoso pagamento de cestas básicas ou trabalho comunitário.

Quer uma prova?

Pois Dergival Bezerra da Silva, o tal Vavá, apontado pelos policiais como um dos maiores traficantes de animais de Pernambuco, já foi preso em 31 de amio de 2009 com 140 aves.

"Cento e quarenta pássaros foram apreendidos esta manhã durante uma ação da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipoma) na Feira do Cordeiro, no Recife. Entre as aves, espécies como sabiá, galo de campina, azulão, canário da terra e um cardeal que, de acordo com o comandante do 1º Cipoma, major Paulo Duarte, está em extinção.

A maioria das aves, 87 delas, foram encontradas em poder de Dergival Bezerra da Silva, de 42 anos e de Geilson Honório da Silva, 20, que assinaram um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) e foram liberados."
- texto da matéria "Cipoma apreende 140 pássaros silvestres na Feira do Cordeiro", publicada em 31 de maio de 2009 pelo Diario de Pernambuco

- Leia a matéria completa do portal G1
- Leia a matéria completa do Jornal do Commercio
- Leia a matéria do Diario de Pernambuco

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vídeo escancara o tráfico de animais em feira de Maceió

Matéria exibida na edição de 3 de agosto de 2012 do Bom Dia Brasil, da Rede Globo, escancara com imagens o que todo mundo já sabe: as feiras livres brasileiras são grandes centros do comércio ilícito varejista de animais silvestres. É assim em todo o país, com destaque para o Nordeste.

Canário sendo vendido em feira de Maceió
Imagem: Reprodução TV Globo

Dessa vez, o alvo é uma feira em Maceió (AL). São canários para canto e rinhas, jandaias e inúmeras outras espécies vendidas a céu aberto. Os vendedores ainda avisam para o comprador não ficar mostrando a ave por aí porque o Ibama por apreender. Todo mundo sabe que é crime.

A matéria é curtinha, mas bem feita. Vale a pena assistir.


- Leia a matéria no site do Bom Dia Brasil

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Começar a semana pensando...

...sobre um dos resultados do cativeiro.

“Operações de reintrodução de leões criados em cativeiro nas áreas selvagens da África têm feito muito pouco pela conservação destes animais, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela revista Oryx. Ações deste gênero, que podem envolver turistas, são classificadas como "comerciais" e "mitos" pelos cientistas responsáveis pela pesquisa.

Leão nascido em cativeiro na Namíbia
Foto: Luke Hunter/Panthera

Elaborada por uma equipe de biólogos da Panthera, unidade especializada em felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na tradução em inglês), a pesquisa considera que há um "mito de conservacionismo" em operações deste gênero, quase sempre fracassadas. O estudo demonstra que nenhum leão criado em cativeiro foi realocado de maneira bem-sucedida no meio selvagem.” – texto da matéria “Reintrodução de leões criados em cativeiro fracassa na África, diz estudo”, publicada em 1º de agosto de 2012 pelo portal G1

A notícia permite uma reflexão.

Existem muitos programas de revigoramento populacional, mas pouco se divulga sobre o sucesso dos mesmos. Quando essas ações envolvem animais nascidos na natureza (como os apreendidos com traficantes de fauna ou acidentados que receberam tratamento), as chances de o bicho voltar a ter uma vida normal são grandes.

Mas o caso dos leões citados na matéria é diferente, afinal eles nasceram em cativeiro. A constatação dos pesquisadores eleva ainda mais a preocupação com a conservação das espécies em seus hábitats, afinal o homem está provando que não consegue reproduzir a perfeição da natureza.

Não basta ter o bicho sadio. O homem não consegue dar ao animal nascido em cativeiro o conhecimento aprendido pelos que sempre viveram no mato. A arrogância antropocêntrica encontrou um limite, pelo menos para essa espécie.

O mesmo está sendo planejado para a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), considerada extinta na natureza pelo Ibama em 2000. O desaparecimento da ave ocorreu em virtude da destruição de seu hábitat (caatinga baiana, desde o extremo norte da Bahia até o sul do rio São Francisco) e, principalmente, pela ação de traficantes de animais.

Foto da última ararinha-azul na natureza
Foto: Luiz Claudio Marigo

Da espécie, que em vida livre só existia no Brasil, existem cerca de 70 aves (a maioria fora do país). Há programas de reprodução para futuras tentativas de reintrodução.

Espero que com mais sorte que os leões.

- Leia a matéria completa do portal G1

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Reflexão para o fim de semana: conheça a região de Uauá (BA) - 240 animais apreendidos em 10 dias!

Durante 10 dias de operação envolvendo vários órgãos (chamada Fiscalização Preventiva Inegrada), 240 animais silvestres foram apreendidos na região da bacia do rio São Francisco, na Bahia.t

“Somente ontem (26), os agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do IBAMA apreenderam 165 animais silvestres no município de Uauá. Os responsáveis foram autuados pelo IBAMA e os animais, alguns deles machucados e bastante debilitados, foram encaminhados para o CEMAFAUNA-CAATINGA - Centro de Manejo e Conservação de Fauna da Caatinga, em Petrolina/PE, onde ficarão sob os cuidados de uma equipe de veterinários e biólogos, e permanecerão até obterem condições de serem reintroduzidos no seu habitat natural.” – texto da matéria “Polícia apreende quase 250 animais silvestres mantidos em cativeiros”, publicada em 27 de julho de 2012 pelo site do jornal Diário Bahia

Equipes de vários órgãos participaram da operação
Foto: Divulgação PRF/BA

O site Esmeralda Notícias, na matéria “Operação conjunta da PRF, Ibama e MP-BA apreende 165 animais silvestres em Uauá”, destacou que entre os animais apreendidos estavam “duas asas-brancas, ave típica da caatinga mas que está ficando cada vez mais rara de ser encontrada por conta da caça predatória.

Uma outra ave que chamou a atenção dos veterinários foi um curió, extremamente raro na região e bastante procurado por criadores pela beleza do seu canto.”


Aves apreendidas em Uauá (BA)
Foto: Divulgação PRF/BA

Vale destacar que Uauá, município situado a 438 quilômetros de Salvador, foi citado no relatório final da CPI que investigou o tráfico de animais e plantas silvestres, de 2003, como um dos principais pontos de captura irregular de exemplares da fauna na Bahia. Para casos como esse, a repressão é extremamente importante e necessária, mas não tem nenhuma chance de acabar com essa atividade criminosa.

Educação ambiental e projetos de geração de renda para essas comunidades envolvidas.

- Leia a matéria completa de do Diário Bahia
- Leia a matéria completa do site Esmeraldo Notícias

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O pós-apreensão: sem local para levar animais, polícia não cumpre seu papel

Selecionar quais animais silvestres criados ilegalmente devem ou não ser apreendidos não deveria estar entre as tarefas da polícia. Afinal, se o bicho é fruto do tráfico, ele tem de ser recolhido.

Mas não é isso que está acontecendo na região do município potiguar de Mossoró. E não por culpa dos policiais...

“Muitas das queixas registradas pela polícia em Mossoró dizem respeito a crimes ambientais. Na região tem crescido o número de denúncias sobre maus-tratos e criação ilegal de animais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem registrado mensalmente cerca de 35 apreensões, muitos deles pássaros e animais silvestres. No momento, há restrições para realizar o recolhimento destes animais, já que não existe espaço suficiente para todos eles.

Segundo o comandante da Polícia Ambiental em Mossoró, tenente Almeida, devido à superlotação de animais no Ibama, as apreensões têm sido selecionadas.

Tenente Almeida: polícia não trabalha mais por falta de infraestrutura
Foto: O Mossoroense

"A competência para guardar os animais recolhidos é do Ibama, desta forma, após a apreensão fazemos o encaminhamento deles para lá. Devido a falta de espaço estamos fazendo uma triagem das ocorrências. Só estão sendo recolhidos aqueles animais que estão precisando de ajuda, isto é, aqueles que têm sua sobrevivência ameaçada", explicou o tenente.”
– texto da matéria “Superlotação do Ibama dificulta apreensão de animais silvestres criados em residências”, publicada em 26 de julho de 2012 pelo jornal O Mossoroense

Vista aérea de Mossoró
Foto: Gilnete Ferreira
Vejo alguns problemas nessa matéria.

Primeiro na explicação dada para a falta de vagas em centros do Ibama:

“Muitos animais recolhidos precisam se readaptar para retornar ao seu habitat. O processo demanda tempo, o que acaba provocando acúmulo de animais no Ibama.”

Em parte, o problema da superlotação acontece pelo tempo necessário para a reabilitação e soltura dos animais apreendidos. Mas esse fato é agravado, principalmente, porque o poder público não investe em uma infraestrutura para recuperar e devolver à vida livre os bichos. O número de centros (Cetas) é pequeno e eles estão mal aparelhados e com poucos funcionários.

Além disso, os animais com possibilidade de retorno à natureza não podem sair diretamente desses centros para as matas. Eles têm de ficar em recintos construídos em áreas monitoradas para fazerem a transição do semicativeiro para a liberdade.  E o Estado não possui toda essa estrutura, mas burocratiza o processo como se o tivesse.

É por isso que o poder público se acomodou e, simplesmente, envia para criadouros particulares muitos dos animais apreendidos. O Estado está acomodado em sua incompetência.

O outro problema que encontrei nessa matéria está na afirmação do tenente sobre a competência de receber os animais do Ibama. Desde dezembro de 2011, com a Lei Complementar nº 140, grande parte da gestão da fauna silvestre brasileira está nas mãos dos estados, o que está obrigando o Ibama a passar a responsabilidade de manter centros de triagem de animais silvestres para os governadores.

A maioria dos estados brasileiros ainda não se mexeu, fazendo com que essa fase de transição seja bastante preocupante.

- Leia a matéria completa de O Mossoroense
- Conheça a Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Interpol parte 2: ação pelo Dia Internacional do Tigre

Ontem, 30 de julho de 2012, o Fauna News publicou "8.700 animais apreendidos e 4 mil pessoas presas: Interpol em ação contra o tráfico de fauna". Pois a polícia internacional divulgou mais uma ação. 

Desde 2010, em todo dia 29 de julho é celebrado o Dia Internacional do Tigre. A data foi criada para promover um sistema global de proteção dos hábitats naturais dos tigres, para a sensibilização da opinião publica e para aumentar o apoio para as questões de conservação do felino.

No último dia 29, a Interpol anunciou:

“A Operação Prey  (presa), realizada no Butão, China, Índia e Nepal levou, até agora, a cerca de 40 prisões e a apreensão de peles de grandes felinos e outras partes do corpo, bem como de bens de animais selvagens, como os chifres de rinoceronte, marfim e cavalos-marinhos, além de flora protegida como orquídeas e cactos.”
- texto traduzido da matéria “INTERPOL wildlife operation results mark Global Tiger Day”, publicada pela Interpol em seu site em 29 de julho de 2012

Pele de tigre apreendida durante operação
Foto: Divulgação Interpol

Atualmente, partes de tigres, como peles e garras, são bastante valiosas na China – de acordo com matérias veiculadas nos suplementos do The New York Times publicados em 22 de fevereiro e 22 de março de 2010 na Folha de S. Paulo. Cada pele chega a custar US$ 20 mil e uma pata US$ 1.000. Os ossos do animal são usados em remédios e há localidades na Ásia onde populações consideram que bigodes, garras e dentes trazem proteção e sorte.

Infográfico da situação dos tigres no mundo (em inglês)
Fonte: WWF

O comércio ilegal e lucrativo tem causado a queda da população mundial desses animais que, hoje, seria de 3.200 animais na natureza (calcula-se que havia 100 mil tigres na Ásia no início do século 20).

- Leia a matéria completa da Interpol (em inglês)
Releia:
- “Tigres: muito perto da extinção”, publicado pelo Fauna News em 26 de janeiro de 2011
- “Aberta a temporada de caça aos caçadores na Índia”, publicado pelo Fauna News em 31 de maio de 2012

Foto: imagensgratis.com.br