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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Monitorando a “rainha dos ares” para evitar a morte

Pesagem do filhote/Foto: João Marcos Rosa
"Inconfundível pelo tamanho e em situação de ameaça, o gavião–real (Harpia harpya) é uma das espécies que são monitoradas nas unidades de conservação do Mosaico de Carajás. Desde dezembro do ano passado, um filhote de quatro meses vem sendo acompanhado pela equipe do Programa de Conservação do Gavião-real (PCGR) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Nesta semana, o animal recebeu dispositivos de marcação e monitoramento. O ninho onde o filhote foi marcado está na área de entorno ao mosaico de Carajás e encontra-se em situação de vulnerabilidade.” – texto da matéria de divulgação “Filhotes de harpia são monitorados no Mosaico de Carajás”, publicada em 9 de abril de 2012 pelo site do ICMBio

O animal, que pesa 4,750 quilos, recebeu anel em alumínio e um microchip do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestre (CEMAVE/ICMBio). O ninho será monitorado semanalmente para a “coleta de vestígios para identificação das espécies presas e consumidas pela harpia na região e registros do comportamento do filhote em desenvolvimento nas habilidades de voo e dos adultos no cuidado parental.”
O que surpreende é o fato da possibilidade de todo esse investimento em pesquisa não render frutos. O motivo?

“Em 2010, um filhote com cerca de um ano de idade foi alvejado e abatido neste mesmo ninho.” – texto do ICMBio

O que mais surpreende é o fato de haver pessoas que não respeitam a vida. O ninho está fora de áreas protegidas.

Sobre a harpia:

“A harpia vive na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica. Da ponta de uma asa a outra, chega a medir até 2,2 metros. O macho pode atingir seis quilos e a fêmea, a dez. Seu hálux, a garra maior, alcança sete centímetros, superando o do urso-marrom americano. Com toda essa força e tamanho, as suas presas são quase sempre macacos e preguiças, que podem ter o peso igual ao do predador. Ela é conhecida também como uiraçu, gavião-preguiça e gavião-neném. Mesmo com tamanha imponência, trata-se de um animal vulnerável. “Como a espécie está no topo da cadeia alimentar, qualquer alteração no ecossistema pode afetá-la”, diz Rosa (fotógrafo João Marcos Rosa). “Uma diminuição na população de macacos ou preguiças, por exemplo, pode fazer com que falte alimento.”

Foto: João Marcos Rosa

A degradação do hábitat é a maior ameaça ao gavião-real. A ave é considerada de “criticamente ameaçada” a “provavelmente extinta” nos Estados com Mata Atlântica. Na Amazônia, porém, parece estar resguardada, segundo a coordenadora do Programa de Conservação do Gavião- Real, Tânia Sanaiotti.” – texto da matéria “A rainha dos ares” da edição 2103, de 26 de fevereiro de 2010, da revista Isto É

- Leia o texto completo do ICMBio
- Leia a matéria completa da revista Isto É

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